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REELEIÇÃO DE BUSH SERÁ DIFÍCIL

27.05.2004 | Fonte de informações:

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George Bush discursa insistentemente com a opinião pública norte americana para dar uma guinada na sua possível reeleição, mas se depender dos seus críticos ferrenhos será muito difícil.

A oposição a George Bush não se limita apenas na política, mas abrange intelectuais das mais diversas áreas. O exemplo mais recente é a do cineasta Michael Moore, um forte crítico do governo Bush. Moore levou a estatueta de Cannes esse ano, ao produzir um documentário sobre o 11 de setembro, e a equivocada decisão do governo dos EUA de invadir e ocupar o Iraque, que causaram o sofrimento e a morte de milhares de civis.

Não há a menor dúvida que a Casa Branca fracassou no âmbito político, financeiro e diplomático. Porém, os falcões da administração Bush, tentam reverter o quadro negro no cenário pós 11 de setembro, com declarações confusas sobre terrorismo e a liberdade ao povo iraquiano.

A situação no Iraque se tornou insustentável e a cada novo escândalo, fica impossível de ocultar as gritantes falhas da força de coalizão. Muitos estrategistas de guerra declararam que não há saída militar para resolver os problemas do Iraque, nesse caso o país do ex-líder Saddam Hussein seria uma espécie de segundo Vietnã para os EUA.

George Bush, sempre teve pretensões para deixar a região do Oriente Médio sobre sua zona de influência e isso culminou com o 11 de setembro, que foi o pretexto dos EUA para criar um novo conceito para atingir seus objetivos imperialistas: guerras preventivas.

Mas essa guerra preventiva ao terrorismo foi o pior erro que George Bush poderia cometer, com isso ele insuflou os radicais islâmicos que não medem esforços para atacar o ocidente e travar uma Jihad contra os infiéis.

Essa guerra santa contra os agressores do mundo islâmico ficou evidente com os ataques de 11 de março em Madri, que resultou na morte de centenas de civis espanhóis e levaram o socialista Zapatero ao cargo de primeiro ministro da Espanha, causando uma terrível derrota para Aznar e ao EUA, pois Zappatero removeu as tropas espanholas do Iraque, cumprindo sua promessa aos eleitores. Essa decisão foi apoiada amplamente pela mídia e os grupos terroristas disseram a Espanha que não haverá mais ataques no solo espanhol.

O novo primeiro ministro da Espanha foi criticado ferozmente por George Bush, que alegou que ao retirar as tropas espanholas do Iraque, Zapatero estaria perdendo a guerra para o terrorismo.

Os últimos acontecimentos na prisão de Abu Graib, cujo nome George Bush nem consegue pronunciar, foram o combustível da resistência iraquiana que combatem os soldados dos EUA para deixar os confrontos mais violentos, especialmente em Najaf e Faluja. E ainda, a ocupação ao Iraque realizou uma verdadeira proeza: a união de xiitas e sunitas para expulsar o invasor.

Fontes de inteligência americana (CIA) fizerem um alerta que a Al Qaeda, do saudita Osama Bin Ladden, prepara um duro ataque aos EUA, no qual poderiam ser usadas armas químicas e biológicas. Isso seria uma tática da Al Qaeda para prejudicar a reeleição de Bush, o que provocaria sua derrota frente ao democrata John Kerry.

Os ventos não são nada favoráveis para George Bush, sua figura é símbolo de fracasso e chacota no mundo. Bush, hoje, é uma das pessoas mais odiadas, seu governo freqüentemente é comparando ao do líder nazista Adolf Hitler.

Muitos alegam que essa comparação é demasiada exagerada, mas Bush envolveu milhares de inocentes e bilhões de dólares para atingir sua ambição de dominar regiões estratégicas, da mesma maneira que Hitler.

Michele MATOS PRAVDA.Ru

 
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