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POR QUE ISRAEL APROVOU A CRIAÇÃO DE UM ESTADO PALESTINO?

27.05.2003 | Fonte de informações:

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Os israelenses relutam para se retirar dos territórios ocupados e desmantelar os assentamentos judaicos, enquanto os palestinos querem o fim da ocupação em terras palestinas imediatamente. O Estado de Israel, só apoiou o plano de paz, para favorecer a política externa de Washington, já que o presidente americano se encontra em uma difícil situação com o mundo árabe, após em Março deste ano, George Bush, em uma decisão unilateral lançar uma ofensiva militar contra o Iraque, desrespeitando as leis internacionais da ONU, e a soberania de um país legitimo. As divergências com o mundo árabe, não se limitaram apenas à guerra no Iraque, o secretário de defesa norte americano, Donald Rumsfeld, numa manobra política de Washington, travou uma guerra de informações falsas acusando a Síria e o Irã de colaborar com o regime de Saddam Hussein, e de enviar ajudar militar as milícias iraquianas. As acusações de Washington, eram baseadas em relatórios maquiados da CIA, do primeiro semestre do ano passado, apresentados aos mídia e aos órgãos internacionais. Essas "comprovações" do governo americano sem fundamento, só gerava tensões no meio diplomático, acirrando mais as preocupações no mundo árabe. Os EUA continuaram a acusar a Síria e o Irã, até que a Liga Árabe e a Rússia advertiram os americanos para "parar com as graves ameaças aos países árabes". Logo após a derrubada do governo de Saddam Hussein no Iraque, George Bush, sabendo que precisa do mundo árabe, lança o plano de paz " mapa da estrada", sob o pretexto que a paragem dos sangrentos conflitos entre palestinos e israelenses é de extrema importância para a paz mundial. Nesse aspecto, o presidente americano está certo, mas George Bush está usando a "frágil questão palestina" para se promover, e ser reeleito em 2004. O presidente americano advertiu Israel, para aprovar um " Estado Palestino" e Ariel Sharon para apaziguar os ânimos de Washington, pressionou o gabinete israelense, e conseguiu a aprovação para um "Estado Palestino". Enquanto a mídia e os críticos da administração Bush assistem atônitos à aprovação israelense, os líderes árabes acompanham cépticos a iniciativa dos EUA e a posição favorável de Israel. Na verdade, o que Ariel Sharon espera ansiosamente, é que os palestinos destruam o "plano de paz" com ataques terroristas, e assim Israel não terá que se retirar dos territórios ocupados e acabar com os assentamentos judaicos. Os palestinos, no entanto, querem o fim imediato da política de ocupação israelense, a libertação de prisioneiros palestinos, e a suspensão dos ataques militares. Os grupos extremistas islâmicos se posicionaram contra o "mapa da estrada" sob a alegação que a Palestina teria que fazer concessões gratuitas, e o plano anula a "Causa Palestina" (Independência). Ainda, os grupos terroristas garantiram que os ataques contra Israel vão continuar. Os grupos terroristas existentes pela "Causa Palestina" ganham força e adeptos no mundo árabe, seus alicerces foram reforçados com o apoio de outras redes terroristas, como a Hezbollah, no Líbano. A mais importante organização terrorista da atualidade, a Al Qaeda, deu apoiou incondicional a "Causa Palestina" e deseja a aniquilação do Estado de Israel e seu aliado, os EUA. Osama Bin Laden, logo após os atentados terroristas nos EUA em setembro de 2001, declarou que a ação era justificada pelo "derramamento de sangue inocente na Palestina" e fazia parte de uma Jihad Islâmica. Israel e EUA estão cegos quanto a um verdadeiro e objetivo plano de paz, enquanto não houver um entendimento sincero pelos direitos humanos palestinos, os ataques terroristas serão maiores e mais eficazes, destruindo a possibilidade de diálogos entre árabes e judeus e minando definitivamente a paz na região. Michele MATOS PRAVDA Ru BRASIL

 
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