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Cada vez mais países se curvam perante as órdens dos EUA

27.03.2003 | Fonte de informações:

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A 11 se setembro de 2001, após os atentados terroristas no World Trade Center, os Estados Unidos obtiveram o apoio de muitos países para entrar no Afeganistão e se tornarem donos daquele país. O Afeganistão foi destruído e Osama Bin Laden, suposto executor dos atentados, está vivo até hoje, não sabemos onde. Agora os Estados Unidos se voltam contra o rico território iraquiano, que contém a segunda maior reserva de petróleo do mundo, com a desculpa de desarmar Saddam Hussein e o depor.

Eles já estão se considerando os donos do mundo e, pouco a pouco, estão expandindo seu império, mesmo que isso signifique passar por cima da ONU e de suas decisões. O Iraque está a um passo de ser tornar mais um aliado norte-americano no Oriente Médio, assim como o Kuwait. O mundo inteiro está contra a guerra, seja por interesses econômicos, seja por interesses sociais, mas só o que está sendo feito é reprovar a invasão ilegal, sem movimentar vias diplomáticas para impedir que isso pare.

A Liga Árabe e o mundo, com raras exceções, se posicionam contra, mas para os Estados Unidos isso não faz diferença, pois acreditam que nenhuma nação é detentora de poder bélico que eles têm, como também muitos países dependes economicamente dos Estados Unidos – importações e exportações.

Enquanto o mundo assiste a mais uma dominação norte-americana, eles ampliam sua influência no Oriente Médio e seu controle sobre os recursos naturais existentes no mundo. Em breve, todo o mundo árabe estará a seu serviço, visto que quanto mais países forem sendo dominados, maior será a facilidade com que os demais sejam dominados da mesma forma. Talvez nenhum país possa, realmente, ameaçar o poderio bélico dos Estados Unidos, mas, se houver diplomacia e união dos países da Europa, da Liga Árabe e dos demais opositores no mundo, poderemos evitar que a PAX norte-americana se estenda, antes que eles adquiram um poder que realmente os torne invencíveis.

Todos queremos ver Saddam Hussein fora do Iraque, pois ele representa a instabilidade no Oriente Médio, mas George Bush está demonstrando que representa a mesma instabilidade, mas em nível mundial. Se o Iraque pode decidir atacar algum país vizinho, os Estados Unidos, da mesma forma, também podem ameaçar a integridade de outras nações. Se ficarmos apenas observando a recuperação econômica dos Estados Unidos, que faz uma guerra por década para manter o nível econômico, aos poucos nos tornaremos relativamente mais fracos e impotentes. É hora de todos que estão contra essa guerra e contra o avanço americano, todos que serão economicamente prejudicados e politicamente ameaçados, se unirem pela diplomacia e enfrentarem a potência norte-americana antes que isso não seja mais possível. Nenhuma potência bélica permanece no poder para sempre, mas estaremos colocando nosso futuro em risco se permitirmos o avanço dos Estados Unidos no mundo.

De onde eles estão agora para o domínio total do Oriente Médio não há muitos obstáculos. E na próxima vez que eles decidirem tomar outro país árabe, terão mais um oferecendo território, espaço aéreo e bases, além de força bélica. Além disso, após a inteira dominação do Iraque, não haverá mais escassez de petróleo para os Estados Unidos.

Quem tem o poder do petróleo hoje não está sabendo usá-lo adequadamente, mas os Estados Unidos saberão usar essa arma para ameaçar outras nações. Talvez nenhum país sozinho possa se posicionar contra os Estados Unidos, mas eu não acredito que o poderio bélico dele possa ser maior do que o poderio bélico de uma união de países (França, Rússia, Alemanha, Cuba, Coréia do Norte, Irã e outros países do globo que estariam dispostos a impedir o avanço imperialista desse país). Estamos estáticos observando nossa gradual decadência. Ninguém gosta de guerra, mas não queremos os Estados Unidos no controle total do mundo.

É necessário que haja união, mobilização e ação imediata, antes que não haja mais nada a ser feito. Qualquer um de nós pode ser o próximo. E mesmo que não estejamos entre os próximos, com certeza estamos em algum lugar da enorme lista de países a serem dominados pelos Estados Unidos. Quanto mais poder eles tiverem, maior será a arrogância que fará com que eles se sintam fortes o suficiente para atacar qualquer país que desacate suas ordens ou que tenha qualquer tipo de riqueza.

A aparente dependência econômica – importação e exportação – que temos pode ser sup rida entre nós, se realmente houver diálogo e diplomacia. Não é impossível e nem prejudicial retirarmos os Estados Unidos de nossas relações comerciais, por exemplo, já que todos podemos nos organizar e suprirmos nossas necessidades. Ao que parece, a ONU sozinha não terá como cumprir mais o seu papel. Uma vez violada, ela perde seu respeito.

Se os Estados Unidos não der ouvidos a ela uma vez, farão isso quantas vezes forem necessárias para dar continuidade à expansão. Além disso, com Estados Unidos e Grã-Bretanha como membros permanentes nada poderá ser realizado via ONU e eles não irão respeitá-la quando não for conveniente. Nada disso é utópico ou impossível se houver vontade, diálogo e organização para ser colocado em prática. Deve haver esse esforço. Não se trata de anti-americanismo, mas de coerência.

Não adianta boicotar, colocar bandeiras brancas nas janelas ou qualquer outra coisa com alguém como George Bush. Estou participando dos boicotes, mas não acredito que isso influencie na opinião de Bush em relação à guerra. Mesmo assim, vale a pena. No entanto, somente uma atitude radical pode mesmo salvar o Iraque e impedir o avanço dos EUA. Qualquer diál ogo ou movimento pacifista será em vão. Eles sabem que o mundo se opõe... bandeiras brancas não acrescentariam nada.

Abraços,

Tiago Zuanazzi Tomazzoni Caxias do Sul-RS, Brasil

 
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