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FALÁCIA DA DEMOCRACIA

26.11.2004 | Fonte de informações:

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Quando os franceses questionaram o manuseio do poder distribuído entre os nobres, o clero e o povo, permitindo ao imperador fazer o que bem entendesse, propondo a liberdade, a igualdade e a fraternidade, os países começaram a se adequar aos novos valores que estavam surgindo.

A Revolução Francesa, marcada pela queda da Bastilha em 1789, ficou cozinhando entre guerras, discussões e idéias dos iluministas por longos 33 anos, desde 1756. Neste clima, aconteceu a independência norte-americana em 1776.

Ainda existiam muitos escravos, principalmente oriundos da mãe África.

A democracia, governo do povo, e a república, coisa pública, se estabeleceram em cima de três poderes: o executivo, o legislativo e o judiciário. Esta mesma solução perdura até hoje.

Qual é a sua adequação aos desafios contemporâneos?

Infelizmente a democracia se transformou em uma grande farsa. Os presidentes, os primeiros ministros, os líderes dominam o poder, controlando todo jogo de relacionamento e vivência comunitária. São imperadores temporários. Em alguns países, os mandatários se assenhoraram do povo, subjugando-os de forma terrível e mesquinha.

O poder exagerado de um chefe de Estado se acentua nos momentos de crise. O ataque às Torres Gêmeas de 11 de Setembro viabilizou o governo Bush e sua política unilateral. O medo de um novo ataque terrorista garantiu a reeleição do Senhor dos Poderes.

Wilhelm Reich estudou o mecanismo emocional do medo. Neste ambiente, qualquer pessoa reage inconscientemente em busca do caminho que parece mais seguro. É uma resposta espontânea. A compreensão do impacto do jogo do medo é fácil. Imagine uma festa de gala na cobertura de um edifício. No meio da brincaderia soa o alarme de fogo. O que acontece? As pessoas deixam de reagir de forma consciente. Cada uma procura loucamente se salvar. Umas vão se jogar pela janela. Outras vão pisotear as menos fracas. Pouquíssimas vão se preocupar com o controle equilibrado da situação. Tudo acontece em instantes rapidíssimos.

Quais são os motivadores de um chefe de Estado? Quais são os interesses principais? Melhorar a qualidade de vida do povo? Negativo. Os interesses dependem da força dos poderosos que bancam o jogo. No caso norte-americano, um é o petróleo. O mais forte, sem dúvida, é o lobby da indústria bélica. Seguem muitos outros, todos voltados para a proteção e defesa dos interesses próprios, particulares, exclusivos do Tio Sam.

Se por acaso, o governo Bush for exposto a uma vulnerabilidade nuclear, todo seu preparo e treinamento é para explodir suas armas de destruição em massa antes que os demais. Não importa a consequência. Mesmo que ela inviabilize o conceito essencial de raça humana, de vida em comunidade, de preservação do meio ambiente.

Os Estados são mais perigosos que os terroristas. Reagem com muito mais brutalidade, ignorância, arrogância. Em nível de legalidade internacional, o que justifica a invasão ao Iraque? É importante considerar que o Iraque vivia sob bloqueio econômico total e bloqueio militar de Bush e Blair. O regime estava sufocado. Não havia risco.

Ninguém conteve o terror do Estado comandado por Bush e Blair. Foi um show pirotécnico comandado de longe por telecomando. Está sendo uma aberração de aceitação popular, como apregoavam os donos do mundo. Onde esconderam a democracia?

Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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