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O NACIONALISMO DA ADMINISTRAÇÃO BUSH

23.07.2003 | Fonte de informações:

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Lamentavelmente, o ataque ceifou a vida de três mil civis americanos e estrangeiros.

Os atentados ocorreram no auge do unilateralismo e isolacionismo tão comum na política externa de Washington.

O presidente americano George Bush boicotou acordos no âmbito diplomático, no que se diz respeito às responsabilidades americanas. Os EUA como membro permanente da ONU, precisam de uma participação no mesmo nível da sua grandeza e sua importância, mas neste aspecto o país deixa a desejar.

Os Estados Unidos na administração de George Bush ignorou parcerias diplomáticas, econômicas, com seus tradicionais aliados como os países da América Latina e Europa e foram abrangendo o mundo como um todo.

Foi nessa administração, que o mundo presenciou vários protestos anti-americano, anti-Bush, anti-capitalismo e também os conflitos no Oriente Médio se agravaram, fazendo vítimas todos os dias, enquanto Bush esnobava a situação mundial, colocando os interesses americanos em primeiro lugar, mesmo quando essa decisão afeta a vida de todas as pessoas do planeta, como é o caso dos acordos de Kyoto e a Rio + 10.

A política externa americana se viu obrigada mudar sua linha, quando ocorreram os atentados em solo americano; afinal símbolos de segurança, orgulho e poder foram alvos de terroristas. O isolacionismo de Washington foi questionado e o presidente George Bush recorreu à diplomacia para tentar corrigir seus equívocos e construir alianças com seus aliados na luta anti-terrorismo.

Mesmo com essa iniciativa americana os erros da administração Bush continuam após os atentados.

Os EUA responsabilizaram a Al Qaeda de Osama Bin Laden e o Afeganistão governados pelo regime islâmico dos Talebãs. A política de George Bush utilizou a mídia para fazer uma propaganda grosseira contra o Islã e o mundo árabe. Vários imigrantes de origem árabe são hostilizados e deportados de volta aos seus países. Os demais imigrantes oriundos de todas partes do mundo que vivem nos EUA não escapam do preconceito, do ódio e da intolerância, resultado da campanha agressiva dos líderes americanos.

O processo de migração nos EUA fica mais difícil e as exigências mais duras, muitas pessoas são deportadas sem argumento algum, essa situação se agrava quando se trata de pessoas com a pele escura. A questão da imigração e o preconceito contra negros e imigrantes sempre foi polêmica nos EUA.

Os equívocos dos falcões da Casa Branca se tornam absurdos a medida que cogitam uma guerra contra o Iraque no Oriente Médio. O vice-presidente americano Dick Cheney acusa o governo de Saddam Hussein de fabricar armas de destruição em massa e se serve de um relatório da CIA do ano passado, no qual o Iraque supostamente compra Urânio (material usado na fabricação de bombas nucleares) do Níger. O relatório da CIA era falso, mas com essa prova o senado americano aprova uma ofensiva militar ao Iraque. A guerra começa e milhares de Iraquianos perdem suas vidas. Dick Cheney para desviar do caos que se instalou no Iraque com o ataque anglo-americano acusa a Síria e o Irã de ajudar as milícias iraquianas e de estarem fabricando armas de destruição em massa.

Mas como George Bush conseguiu aprovação para a guerra contra o Iraque? É simples! Usando seu unilateralismo desrespeitando a constituição de seu próprio país, os direitos humanos e a ONU. Certo, mas como George Bush conseguiu convencer a opinião pública e a população americana para apoiar a guerra contra o Iraque? É simples! Num surto de nacionalismo, para esquecer os problemas económicos, nomeadamente um défice público de trilhões de USD.

Quando os EUA foram vítimas do terrorismo, a administração Bush recorreu ao orgulho de ser americano de gozar da liberdade da democracia da única superpotência mundial, ao contrário do Afeganistão e dos países com ditaduras opressoras do Oriente Médio.

A mídia norte-americana abraçou os discursos inflamados de orgulho e patriotismo de seus líderes, a imprensa americana cobriu a ofensiva contra o Iraque, maquiando informações omitindo mortes de soldados americanos e censurando protestos contra Bush e a guerra. A população aderiu ao movimento do patriotismo, bandeiras dos EUA eram vistas em todos lugares, agitadas ou até desenhadas nas roupas ou tatuadas na pele. Mas o que há de errado em ter orgulho de sua nação? Simplesmente nenhum.

O que surgiu entre a população norte-americana foi o mesmo nacionalismo que levou os alemães a desencadear a segunda guerra mundial e os EUA a atacar o Iraque. Exatamente há 64 anos atrás, Hitler invadiu a Polônia causando a guerra mais sangrenta da história, deixando milhões de mortos, cidades arruinadas e países quebrados. O período pós-guerra levaria a mudanças políticas integrando os países vencedores da segunda guerra e outros que aderiram mais tarde à Organização da Nações Unidas(ONU) para evitar possíveis confrontos e novas guerras.

E George Bush? O que os EUA conseguiram atacando o Iraque? Soldados mortos e bilhões de dólares de contribuintes americanos desperdiçados quando a sua economia atravessa o maior déficit da sua história. Além de provocar uma corrida armamentista de países hostilizados, como a Síria, o Irá e a Coréia do Norte, gerando tensões na esfera diplomática e desconfiança a nível mundial.

Hitler é igual a Bush? Não há dúvidas que sim, embora o último não tenha levado a uma terceira guerra mundial, mas isso só não ocorreu porque vários países dominam armas atômicas e nucleares e um confronto com a Rússia levaria à extinção humana. Não podemos esquecer que muitos líderes respeitam a democracia e a liberdade, se opondo contra a guerra. A França, Alemanha e a Rússia foram fortes opositores da guerra. No caso da Rússia, Vladimir Putin adotou uma posição coerente fazendo jus ao papel da Federação Rússia na história da humanidade. Michele MATOS PRAVDA.Ru BRASIL

 
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