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UM CONSELHO DE SEGURANÇA BOSSA NOVA

22.09.2005 | Fonte de informações:

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A insistência do G-4, formado por Japão, Alemanha, índia e Brasil de integrar o Conselho de Segurança da ONU já está deixando o presidente norte-americano George W. Bush irritado, especialmente por parte do Brasil, cujo representante é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso do presidente Lula, no entanto, é, particularmente interessante pois Bush usou a promessa de um assento permanente no referido conselho, como moeda de troca para que o Brasil assumisse o comando da missão de paz no Haiti, uma vez que Bush já havia removido do cargo o ex-dirigente do país Jean Bertrand Aristide o que consiste em sua maior especialidade mas não pretendia assumir a responsabilidade por mais um país sem nenhuma importância estratégica pois já tinha o Afeganistão e o Iraque para se preocupar portanto, cuidar de um país onde há apenas desordem e bocas famintas para alimentar, é para os outros.

Então Bush teve a brilhante idéia de contatar o presidente brasileiro para dizer que se o Brasil assumisse o controle da missão de paz no Haiti, um assento permanente no Conselho de Segurança da ONY, eram favas contadas.

Este tipo de embuste também foi utilizado por Clinton, quando da sua viajem ao Brasil em 1997, ao tentar disseminar discórdia entre os principais parceiros do Mercosul, Brasil e Argentina, quando o Mercosul causava inveja por seus indicadores econômicos expressivos, com vistas a implantação da ALCA e, uma vez que, tanto Brasil como Argentina pleiteavam um assento permanente no Conselho de Segurança, Clinton tentou convencer primeiro, o presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso fazendo até um gol numa quadra de futebol no morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, após tentou convencer o então presidente argentino, Carlos Menen mas, diferentemente de Bush, não obteve êxito.

Se acaso Lula soubesse que Bush o trairia e ao contrário de se opor à reforma do Conselho de Segurança, a apoiasse, não teria aceitado mandar os soldados brasileiros para o Haiti e também não teria recebido o Secretário de Segurança norte-americano Donald Rumsfeld, com honras de chefe de estrado. Bush não foi honesto com Lula.

O que os membros do G-4 precisam compreender, particularmente o presidente brasileiro, é que apenas sendo um aliado de um poderoso país membro, como foi o caso da Síria por ter sido aliada da ex-União Soviética ou o México por ser aliado dos Estados Unidos ou ainda não ser um desafeto de um membro com poder de veto, no caso do Japão com relação à China, é que se poderá sonhar em ser um dia membro do Conselho e ainda assim, como membro não permanente. Há ainda uma outra opção: tornar-se militar e economicamente forte, com vistas a desafiar as super potências, como está pretendendo ser o Japão, com o pretexto de salvaguardar-se de um provável ataque norte-coreano.

O Japão não conseguirá um assento permanente no Conselho por causa da China, a Índia não conseguirá por causa do Paquistão que apelará para seu principal aliado os EUA, o Brasil, por ser por demais insignificante, a Alemanha simplesmente, por causa de que faz parte do grupo, além disso, os membros permanentes, não se interessam em perder a hegemonia no Conselho, mesmo que ele pouco represente, no caso do presidente norte-americano.

Jose Schettini Petrópolis BRASIL

 
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