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VERSOS SATANICOS

21.03.2005 | Fonte de informações:

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Felizmente o Vaticano não condenou a morte, o escritor norte-americano, Dan Brown, autor do livro “O Código da Vinci”, como fez o Aiatola Khomeini com o escritor inglês, Salman Rushdie, por seu livro “Versos Satânicos”, considerado uma ofensa ao Islã. Houve apenas uma condenação pública ao livro que é atualmente, o mais vendido no mundo e que entre outras coisas prega que Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido filhos.

Entretanto ao contrário de Versos Satânicos, O Código da Vinci é apenas uma obra de ficção cujo interesse por parte do público aumentará ainda mais e conseqüentemente o número de exemplares vendidos, graças a condenação pela Igreja Católica.

Com o fim do “Indwx Librorum Prohibitorum”, a lista de livros proibidos pelos católicos, criado em 1556 e apenas abolida em 1966, presumia-se que a Igreja Católica estava evoluindo, entretanto, em 1990, foi lançado o filme Ghost do Outro Lado da Vida, que, desmantelava a doutrina de vida eterna dos católicos e houve mesmo, alguns bispos que proibiram sua exibição, em suas dioceses.

O livro “O Código da Vinci”, é uma obra de ficção que está sendo condenada por distorcer os ensinamentos da Bíblia. Todavia, a própria Bíblia, às vezes, parece tratar-se de uma obra de ficção, principalmente, o Antigo Testamento. Por exemplo, muitos dos setores da Igreja Católica são formados por homens extremamente cultos e inteligentes e é difícil compreender que, no século XXi, com a evolução do pensamento, nos níveis atuais, estes homens ainda aceitem passivamente, que a teoria de Charles Darwin é absurda e que todos os homens descendem de Adão de cuja costela foi extraída a primeira mulher.

No entanto, há uma questão a ser respondida: Uma vez que Eva concebeu apenas Caim e Abel e se Caim matou Abel, como Caim conseguiu procriar. Talvez sua mulher tenha sido extraída também de sua costela.

Uma outra questão se apresenta: De acordo cm as escrituras a humanidade foi destruída pelo dilúvio e somente Noé e seus familiares sobreviveram.. Isto significa que em algum ponto da história, as civilizações contemporâneas de Noé como os Persas, os Assírios, os Egípcios e os Babilônicos, foram destruídas pelo dilúvio e assim que as águas baixaram, reviveram e continuaram a viver suas vidas normalmente.

Entretanto, nada é mais digno de registro do que as narrativas do livro do Êxodo. As nove pragas que assolaram o Egito, ordenadas por Moisés, não conseguiram convencer o faraó, que alguns historiadores concordam ser Ramsés II, da décima nona dinastia, a libertar o povo hebreu. Somente quando Ramsés II perdeu seu primogênito, vitimado pelo “anjo da morte” do Senhor, é que o povo foi libertado, todavia, Ramsés II se arrependeuy e comandou seus exércitos para caçar Moisés e seu povo.

A propósito seria mais interessante para os historiadores, que os autores da Bíblia tivessem citado o nome do faraó egípcio contemporâneo de Moisés e o que teve o sonho das vacas e nomeou José, filho de Jacó, seu procuradorr.

Moisés então, ciente de que não poderia chegar ao Sinai pelo estreito de Tiran, por estar com o exército de Ramsés II em seu encalço, resolveu que a única solução seria um atalho. Mas a frente só havia o mar Vermelho. Então Deus ordenou a Misés que levantasse seu cajado e o mar se abriu.

Como a Bíblia não cita em que parte do mar Vermelho foi a travessia, presume-se que tenha sido em alguma parte do golfo de Acaba. Ocorre que seja em que parte for, o povo de Moisés teria de atravessar uma grande extensão de solo e a aproximadamente, 200 metros abaixo do nível do mar. Mas obviamente, Deus não permitiria isto. Deus deve ter colocado um caminho ao nível do mar para que seu povo atravessasse não se esquecendo de inundar caminho já percorrido para matar quantos soldados egípcios fosse possível.

Se Deus é somente benevolência e amor, mas destruiu Sodoma e Gomorra, causou o suposto dilúvio, matou os soldados egípcios no mar Vermelho após realizar as dez pragas no Egito, destruiu as muralhas de Jericó e acima de tudo, escolheu o povo de Israel como seu em detrimento de outros povos, é necessário reformular alguns conceitos.sobre Ele.

Na verdade foram os autores da Bíblia que deturparam tudo. Como se pode conceber como verdade estórias passadas de geração em geração, sem um único documento escrito sendo que apenas a partir de Davi, cerca de 1000 anos antes de Cristo, é que a história do povo de Israel foi documentada. Mesmo assim, o episódio em que Salomão decide sobre o destino da criança disputada entre duas mães, parece-se mais como mais uma fantasia.

Quanto ao episódio objeto da polêmica levantada hoje pelo livro “O Código da Vinci”, de que Jesus teria se casado e, tido filhos, talvez seja possível pois Jesus disse que não veio para derrogar a lei, mas sim para cumpri-la. Os costumes ou seja a lei era casar-se e ter filhos, entretanto, Jesus também disse a alguém que o interpelou que para que este ganhasse o reino dos céus deveria abandonar tudo e seguí-lo, inclusive a família.

De qualquer forma, para a Igreja Católica, seria interessante que não houvesse mais questionamentos teológicos. Contudo é o que irá acontecer cada vez mais, a medida que o pensamento evolua.

José Schettini Petropolis BRASIL

 
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