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RÚSSIA: FLUXO OU REFLUXO DE CAPITAIS?

19.07.2005 | Fonte de informações:

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No decorrer do mesmo período, a exportação líquida do capital acabou por ser cifrada em 5,7 mil milhões de dólares. Quer dizer registou uma redução sensível em comparação com o período análogo do ano passado. De acordo com várias avaliações a exportação de capitais da Rússia em 2005 pode vir a ser variar entre 5-9 mil milhões de dólares.

A fuga e a exportação são coisas diferentes, mas no final de contas, ambos estes fenómenos dependem do grau de atractividade do mercado para os investidores. Segundo um estudo recentemente efectuado pela agência Fitch, não obstante o reforço da estabilidade macro-económica, a alta taxa de saída do capital fora da Rússia traduz um clima empresarial complicado do pais e a falta de confiança para com as estruturas do poder e de garantia dos direitos de propriedade.

A saída do capital deve-se ainda às constantes mudanças do sistema de impostos, no âmbito do qual é simplesmente impossível pagar os impostos de maneira acertada, em resultado de que os capitais procuram os regimes fiscais mais convenientes. Neste contexto como avaliar os 9,3 mil milhões de dólares de investimentos estrangeiros directos registado pelo Banco Central no primeiro semestre de 2005?

Em primeiro lugar, isto quer dizer, que os investimentos duplicaram durante o ano. Em segundo lugar, como consta dos dados da companhia Ernst & Young, a Rússia em 2005 continua a ocupar a segunda posição, cedendo só à Polónia, entre todos os países europeus em termos de captação de novos investimentos estrangeiros directos. Os analistas afirmam, levando em consideração as enormes possibilidades da Rússia e o reforço da estabilidade, que o país pode mesmo ocupar a primeira posição. Isso deve-se antes de tudo ao facto de a Rússia ter recebido ano passado o alto "rating" de todas as agências, incluindo a Fitch Moody´s e a Standard & Poor´s. Do ponto de vista de indicadores macro-económicos a Rússia apresenta-se muito mais atraente em comparação com muitos outros países. O Fundo de Establização e as reservas em divisas e em ouro que continuam a crescer servem de protecção contra os abalos exteriores. Na avaliação da Fitch devido ao saldo positivo da balança de pagamentos e das reservas em divisas e ouro, a fuga de capitais da Rússia não representa quaisquer riscos financeiros dentro da próxima perspectiva.

No dizer do presidente do Banco Central, Serguei Ignatiev, o aumento da fuga de capitais não se deve ao pioramento do clima para investimentos, mas à cotação do rublo. Agora foge do país o capital especulativo, que chegou na esperança de aumento da taxa de câmbio do rublo em relação ao dólar. Mas nos últimos meses a cotação do rublo começou a reduzir-se e do dólares aumentar, em resultado de que uma parte de capitais saiu do país à procura de outros mercados.

A migração de capitais nas condições da globalização crescente é um fenómeno demasiado complicado. Sendo assim é muito possível que uma parte dos

investimentos directos na Rússia são os capitais que na sua altura eram retirados da Rússia e movimentados em zonas de "off shore", mas agora regressam já em forma de investimentos estrangeiros. Não é por acaso que um dos maiores investidores na Rússia é Chipre. Ao mesmo tempo o director científico da Escola Superior da Economia, Evgueni Yassin, acentua uma atitude benévola dos investidores estrangeiros em relação à Rússia, com destaque especial para franceses e alemães, face a uma situação desfavorável nos mercado financeiros da Europa. "A Alemanha alimenta atitude muito boa, sendo cada vez maior número de alemães pronto a investir na Rússia, e trata-se não só de maiores companhias, mas principalmente de empresários médios", constata o analista.

Nina Kulikova observadora económica RIA "Novosti"

 
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