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Em defesa dos que matam

19.02.2004 | Fonte de informações:

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Milhares já perderam suas vidas por esses acidentes infelizes. Culpados?

Existem sim. São os inimigos que ao invés de aparecerem de peito aberto, em praça pública, vivem se escondendo. É por este motivo que ocorrem erros semelhantes.

São aceitos, válidos e aprovados por todos. Imagine que na caça a um perigoso bandido, a bala perdida matou por engano vinte mil mães. A quantidade é o que menos interessa. O que vale é perceber a boa intenção dos que matam.

Afinal, eles estavam defendendo a humanidade. E porque são humanos, cometem erros acidentais. Quem paga o enterro? Quem conforta os familiares? Quem responde pelos danos?

Ninguém. Esses mortos não podem ser chorados. Devem ser esquecidos e apagados da memória universal. Os bárbaros se comportavam da mesma forma? É que os bárbaros não defendiam a humanidade. Eles pensavam unicamente em si próprios. Existem muitas diferenças.

Nem precisam ser explicadas.

Alguém vai querer vingar estas mortes acidentais? Não é aconselhável. Se vingarem, o conflito vira crônico como a situação entre judeus e palestinos.

Um pouco mais de um ano atrás, um grupo que comemorava um casamento fora confundido com o grupo do Bin Laden. Morreram despedaçados. Outro engano terrível. Lembre-se que os que mataram defendem a boa causa. Isto garante impunidade.

Os erros vão continuar. O que se pode fazer? Pedir para os inimigos dos norte-americanos se entregarem. É a única lógica que resta para a humanidade.

Recomenda-se a leitura do livro “Planeta Louco, Humanidade Desumana, Nova Constituição do Planeta Terra”. Os temas expostos são oportunos. Aborda princípios, valores, compromissos, desafios, direitos. Questiona atitudes, responsabilidades. Desafia a criatividade, o bom senso, o equilíbrio.

Matar a humanidade desgraçada é lícito. Ninguém vê, ninguém fala, ninguém ouve.

Transformar suspeitas em sentenças definitivas também é lítico. Os tribunais são dispensáveis. Tomar posse de países também é lícito. Basta alegar para a mídia a suspeita de armas de destruição em massa. Comprar traições também é lícito.

Afinal está em jogo o bem da humanidade. Tomar para si as riquezas dos inimigos também é lícito. É espólio que cabe ao mais forte. O petróleo do Iraque agora pertence a ex-empresa do atual vice dos Estados Unidos.

A defesa dos que matam acidentalmente é muito fácil. Basta comparar a nobreza da causa em questão. A humanidade é livre para escolher: a salvação está do lado dos norte-americanos; a perdição engloba o resto. O lado do povo bom pode produzir armas de destruição em massa, pode invadir qualquer lugar do planeta, pode cometer erros mesmo que signifiquem a morte de inocentes. O outro lado é o mal. Não compensa.

Orquiza, José Roberto

 
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