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Democracia Utópica

16.10.2005 | Fonte de informações:

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No primeiro momento, enganou o mundo inteiro criando a fantasia da existência de armas de destruição em massa. Interrompeu o trabalho de Blix e despejou toneladas e toneladas de bombas de destruição em massa sobre um pretenso inimigo sem qualquer direito ou poder de defesa. Destruiu, matou, assassinou, arruinou.

Quando constataram a não existência das tais armas de destruição em massa, depois de toda barbárie cometida, fabricaram o argumento que estavam resgatando a democracia. Começou o jogo da construção de uma nova constituição, de referendos e de mise-en-scène para figurar bonito nas manchetes do mundo.

O maior desafio, no entanto, contrasta com todos os significados de qualquer democracia. O pilar da liberdade, da expressão livre de pensamento, da manifestação de cultura foi implodido em cerimônia de gala, da forma mais baixa e vil, fazendo parte da história da pirataria, da ocupação, da pilhagem.

Infelizmente o mundo parou na herança da segunda guerra mundial. Os norte-americanos ocupam 750 bases militares distribuídas em todo o planeta terra. Corrompem quem estiver pela frente. Pela força ou pelo dólar. Impõem bloqueios econômicos e políticos aos inimigos. Sujam e poluem o planeta causando profundo desequilíbrio ambiental.

O mundo inteiro sabe que Bush representa o maior perigo para a estabilidade. Os terroristas querem tão e somente a liberdade. Não se interessam em dominar o mundo, em subjugar os povos, em impor suas vontades custe o que custar.

Qual é a bandeira dos povos ocupados? Alcançar a liberdade e o direito de viver com dignidade, respeito, humanidade. Em qualquer compêndio de democracia, os conceitos acima conferem com a lógica.

Qual é a bandeira de Bush? Dominar o mundo e impor seus interesses. Por trás de toda esta encenação está o fantástico negócio da produção de armas de destruição em massa.

Sem qualquer comparação, trata-se do maior negócio do mundo, com a maior margem de contribuição. O maior cliente é o país do dono do mundo. Para crescer, este negócio precisa semear o caos, o distúrbio, a guerra, o impasse. Bush cumpre muito bem o seu papel.

O resto do mundo parece aceitar esse farisaísmo gritante.

Será que não está na hora de consolidar um novo equilíbrio mundial, estruturado no respeito e valorização das culturas, dos povos, das liberdades, das diversidades?

A impressão que se tem é que o maior terrorista domina o mundo. Faz o jogo do medo. Somos os bobos da corte.

Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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