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Fora as tropas assassinas

16.04.2004 | Fonte de informações:

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Todo apoio ao levante do povo iraquiano AUTO-DETERMINAÇÃO PARA O IRAQUE A resistência iraquiana se transformou em uma sublevação popular que vai generalizando-se. A ocupação militar norte-americana foi respondida desde que foi imposta, após o triunfo militar imperialista sobre o exército de Saddam Hussein. Durante todo este ano de ocupação a resistência do povo iraquiano veio crescendo sob a forma de atentados e ações armadas e manifestações populares contra as tropas. Agora é claramente um levante popular. O levante popular em curso foi encabeçado pelos setores xiitas mais radicais e suas tropas autodenominadas exército Mehdi, dirigidas pelo líder Moqtada Al Sadr. Mas está se dando um processo de união entre os tradicionais rivais sunitas e xiitas. O bombardeio criminoso e fascista do exército norte-americano contra uma mesquita em Fallujah, cidade onde está o centro da resistência sunita, vai unir mais a resistência. Dessa forma o povo iraquiano esta repetindo heróicas jornadas contra tropas ocupantes, como a humanidade já o viu na Europa contra os nazistas ou no Vietnã durante o século passado. A política de Bush contava com o apoio do setor xiita majoritário, açoitado e duramente reprimido durante o regime do Saddam, para garantir a formação de seu governo fantoche que pretende ser imposto no final de junho. Para isso fizeram uma longa negociação com os líderes religiosos moderados desse setor. Legitimando um governo fantoche esperavam sair do pântano em que se colocaram após a ocupação militar. Mas a situação se complicou bem mais do que o previsto pelo governo Bush.

Alguns dos seus aliados europeus mais próximos estão sendo derrotados, como é o caso de Aznar na Espanha nas recentes eleições. E agora, o povo de origem xiita começa a ser influenciado de modo decisivo pelos setores xiitas mais radicais, contrários à ocupação. Foi a proibição de um jornal desse setor - no qual se defendia a necessidade da luta armada contra as tropas de ocupação-, o que levou a proibição do mesmo por parte do protetorado ianque e à perseguição de seu líder, que detonou a rebelião. Assim, a unidade dos xiitas e sunitas começa a ser contagiante. A agência Gara disse com clareza: "O bairro sunita de Adamiya se levantou em apoio aos seus vizinhos xiitas do Sadr City. A solidariedade com os insurretos chega das mesquitas sunitas da capital, e desde os povos longínquos como Fallujah e Ramadi, no triângulo sunita. O muro entre as duas confissões, sempre fomentado pelo poder, racha-se. A tradicional, embora sempre alimentada rivalidade entre xiitas e sunitas no Iraque, saltava pelos ares no terceiro dia do levantamento popular, já armado, do Exército do Mehdi do jovem Moqtada ao-Sadr. Seus porta-vozes insistiam em que «todo o Iraque está com a Moqtada ao-Sadr, não formamos mais que um só corpo, um só povo». "A guerra é contra os americanos, pouco importa que sejamos xiitas ou sunitas, nós lutamos cada um desde nossos bairros, sem necessidade de nos engajarmos no Mehdi», declarava Nabil O Adami, comerciante do bairro sunita. Uma delegação de 150 dirigentes sunitas se aproximou ontem ao Sadr City para demonstrar mostrar seu apoio. Mohamed Abdekader enviou uma mensagem de fôlego ao escritório do-Sadr: «Somos uma só-a nação muçulmana, ninguém pode nos separar, seja no Iraque ou na Palestina». O conhecido correspondente Robert Fisk escreveu em "The Independent" que nas ruas do imenso bairro xiita de Bagdad se repartiam nas últimas horas cartas escritas por habitantes da castigada cidade do Falujah: «Apoiamo-lhes, nossos irmãos, em sua luta», rezavam. Fisk avançava que, de verdade, o procônsul Bremer tinha motivos para preocupar-se: «Os britânicos necessitaram três anos para ganhar inimizade tanto de sunitas como de xiitas em 1920. Os americanos o estão obtendo em menos de um ano», ironiza o jornalista britânico.

Quando escrevemos esta nota não sabemos quais resultados terá este levante popular que está se generalizando. O bombardeio da mesquita do Faluj indica que os EUA estão decididos em utilizar a máxima repressão e estão pensando em enviar mais tropas. Um novo momento para essa ocupação, que agora está enfrentando o povo que em um ano aprendeu o que é a ocupação colonial norteamericana. Um processo paralelo de aprendizagem que milhões estão fazendo no mundo todo sobre a política imperialista de Bush com seus resultados nefastos não só para o povo iraquiano mas para toda a humanidade. Indubitavelmente esta nova situação põe mais ainda na ordem do dia a mobilização pela retirada imediata das tropas dos EUA em todo mundo.

Deputado Babá

 
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