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NA CORDA BAMBA

15.10.2004 | Fonte de informações:

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Aconteceu com Hitler e recentemente com Bush, Blair e companhia. A invasão do Iraque está desprovida de qualquer justificativa sensata.

Não existem as tais armas de destruição em massa. O Iraque não constituía nenhum perigo para o mundo. Tudo não passa de uma grande mentira, terrível pelos danos causados, terrível pela injustiça cometida, terrível pelo abuso de poder, terrível pela ocupação descabida.

As pessoas sensatas não conseguem exigir a reparação dos crimes cometidos. Em nome de uma perseguição ao terror, estão praticando o terrorismo de estado, milhões de vezes pior que os terroristas perseguidos.

O terror do estado persegue, seqüestra, mata, elimina, extermina sem a necessidade de justificar seus atos para ninguém.

Existem dois movimentos: um aparente e outro escondido, secreto. Este último ultrapassa todos os direitos, todas as liberdades, todos os limites. Com certeza Sadam ou qualquer ditador do mundo é muito menos perverso.

Os americanos e judeus não conseguem ver o absurdo que estão cometendo. A falta de sensibilidade representa um perigo iminente para todo o planeta. Os senhores da guerra podem tudo, contra todos.

Como é possível preservar o equilíbrio?

Aí está o desafio que o mundo precisa solucionar.

Alguns parâmetros podem contribuir de forma preponderante.

O primeiro deles é a necessidade premente de um poder judiciário internacional, isento, equânime, independente, capaz de julgar atos irresponsáveis e inconseqüentes cometidos por quem quer que seja em qualquer lugar do planeta.

O segundo é a necessidade de uma força de segurança internacional substituindo todos os contingentes nacionais. Enquanto os norte-americanos e judeus dispuserem do fantástico poderio militar que usufruem ilimitadamente, o mundo precisa se confrontar com o terrorismo de estado. Entre cidadãos modernos, inteligentes, maduros, equilibrados não se admite o uso da força bruta como expressão de poder absoluto.

O terceiro é a necessidade de promover a igualdade e participação dos excluídos na sociedade de todos. Isto amplia o mercado de consumo. Estimula o desenvolvimento. Favorece oportunidades. Permite o enriquecimento de todos. O desequilíbrio social, econômico, político, cultural é a pior doença do mundo contemporâneo. O assistencialismo é a solução mais desumana. Contenta-se em dar esmola, preservando a pobreza. Revela espíritos doentios.

O quarto é a necessidade de um plenário internacional democrático, livre, capaz de expressar os interesses de todos habitantes do planeta, sem prerrogativas similares ao espólio da segunda guerra mundial transvertido na farisaica nações unidas.

É fácil criticar. É difícil construir.

Um fato é avassalador: entre o terrorismo de estado e o terrorismo dos menosprezados, o primeiro é milhões de vezes pior.

Para combater o segundo, o estado se permite todo tipo de injustiça, de crime, de desrespeito, de absolutismo.

Estamos na corda bamba.

Quem tem medo dos senhores da guerra? Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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