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Amor ou interesse

14.01.2006 | Fonte de informações:

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Os norte-americanos não conhecem o amor. Apenas o interesse próprio. O amor verdadeiro não combina com o interesse e vice-versa.

Este processo começou com a revolução industrial. Pessoas comuns adquiriram a oportunidade de se tornarem ricas. Até então, o mundo pertencia aos nobres, com títulos e tradições.

Os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade oriundos da revolução francesa alimentaram essa nova redenção dos burgueses.

Surgiu a corrida pelo ouro. Em seguida, a ocupação das terras dos índios, tidas como sem dono. Inventaram xaropes milagrosos.

A lei dependia da rapidez no gatilho e no domínio do poder. Vez que outra surgia algum herói dos desprotegidos para preservar uma pequena parcela de justiça. Criaram mitos e histórias de grandes benfeitores.

Bush foi gestado neste caldo cultural. Os bandidos eram caçados vivos ou mortos. Suas cabeças valiam belos prêmios.

Após a grande depressão de 1929 a economia norte-americana mergulhou de vez no capitalismo selvagem do salve-se quem puder. A América se transformou na terra prometida, capaz de atrair cientistas, artistas, intelectuais de todos os cantos do mundo.

Começou a vigorar o jogo do interesse. Negócios por interesses. Casamentos por interesses. Filhos por interesses. Governos por interesses. Tudo por interesses.

Os norte-americanos aprenderam a lição do egoísmo, do individualismo, do amor próprio levado ao extremo. Bush quer implantar este modelo no mundo inteiro.

No Iraque ocupado tomou conta das principais riquezas dos iraquianos a exemplo do petróleo. O lugar é estratégico para o domínio do Oriente Médio. Em nenhum momento demonstrou sensibilidade para o bem-estar do povo do Iraque. Continua exterminando, torturando, destruindo. É o jogo de interesses e nada mais.

O amor verdadeiro é um sentimento ultrapassado, fora de moda, arcaico, superado. Não se compreende desejar o bem de outrem sem nada em troca. No entanto, o mundo precisa de um novo modelo capaz de equilibrar as desigualdades.

Todos os humanos têm o direito de participar da vida social, econômica, política e humana. Ninguém pode ser excluído, descartado, discriminado. Cabe ao conjunto da sociedade preparar o desenvolvimento de cada cidadão, integrando-o na convivência dos humanos.

Bush e os norte-americanos caminham na contramão da humanidade. Atropelam sem qualquer escrúpulo quem ousar ser diferente. Preferem a guerra para vender suas armas de destruição em massa. Liberdade é compreendida como o jogo da competição. Todos são livres para competirem. Uma pergunta inocente: quem faz as regras?

Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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