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Contra a chacina e a humilhão do povo iraquiano

11.05.2004 | Fonte de informações:

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Foi muito fácil para as tropas americanas derrubar o líder do país, Saddam Hussein, seus ministros e generais de confiança. Só que esses fatos positivos eram apenas o começo do pesadelo que seria a ocupação anglo-americana no Iraque.

A resistência iraquiana continua combatendo as forças de coalizão com atentados a bomba, emboscadas freqüentes, assassinatos de soldados e iraquianos que apoiam os americanos. A população do Iraque tem apoiado a resistência e até sunitas e xiitas estão unidos contra a ocupação. Os EUA para diminuir o poder das milícias iraquianas em cidades como Najaf, Faluja, e a capital Bagdá não tem poupado crianças, mulheres e idosos. Morte de civis iraquianos, violação de direitos humanos e até ataques a mesquitas islâmicas tem sido criticado pela ONU e relevado pela mídia mundial.

Porém, está cada vez mais difícil para George Bush e os seus falcões da Casa Branca: Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Condeelezza Rice e Colin Powell explicar o jogo de mentiras e a grande sujeira que é a guerra contra o Iraque. Escândalos e novas provas que comprovam que o Iraque não possuía armas de destruição em massa e que Saddam Hussein não era ligado à rede terrorista Al Qaeda, do saudita Osama Bin Ladden, não param de circular na mídia e provocar uma visão negativa dos EUA no mundo.

É evidente que os interesses americanos no Iraque é especificamente o petróleo, já que o país é a 2° reserva petrolífera do mundo, ficando atrás apenas da Arábia Saudita. Também não pode ser ignorado que a presença americana no Iraque “intimida” países como a Síria e o Irã, classificado equivocadamente por George Bush como integrante de um suposto “eixo do mal”. E, além disso, a guerra no Iraque tem desviado a atenção do principal conflito no Oriente Médio: O impasse no acordo de paz mapa da estrada entre Israel e Palestina.

Os ataques terroristas dos grupos radicais palestinos estão cada vez mais violentos por conta das atrocidades cometidas pelo primeiro ministro de Israel, Ariel Sharon, que recentemente mandou assassinar os principais lideres do Hamas: O xeique espiritual Ahmed Yassin e Abdel Aziz Al Rantissi. Tudo indica que o próximo da lista de Sharon, é o próprio líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Com todos esses acontecimentos negativos no Oriente Médio, a Liga Árabe tem tentado chamar a atenção da ONU e da mídia para a violação de direitos humanos e as condições precárias de iraquianos e palestinos causados pelos EUA e Israel. Mas por conta da falsa propaganda do mundo árabe ostentado pela mídia ocidental, o descaso com os civis inocentes iraquianos e palestinos continuam sem solução.

O fato é que desde que os EUA ocuparam o Iraque tem sido cometido os piores abusos e humilhações contra seres humanos, cuidadosamente ocultados pelo secretário de defesa Donald Rumsfeld. Mas essa semana a reputação dos líderes da Casa Branca foi abalada estrondosamente por conta de várias fotos de presos iraquianos torturados e seviciados pelas tropas americanas. Esse material denunciou o que acontecia desde o principio contra os presos e inocentes iraquianos, só que era relevado pela patriótica mídia norte americana, que com a ampla divulgação das horrendas fotografias foi obrigada a reconhecer a violação de direitos humanos e a política vergonhosa da administração Bush.

As fotografias denunciam as crueldades e a monstruosidade dos soldados americanos; Iraquianos nus amontoados em posições humilhantes, estupros, torturas e as precárias condições dos prisioneiros submetidos a todo tipo de violação. O mais lamentável é que “soldados” posam para as fotografias com sinal de positivo e com o semblante de missão cumprida. A missão? Fazer da vida dos presos iraquianos um inferno.

Essa descoberta foi mais uma bomba na tentativa de reeleição do presidente americano George Bush, a sua popularidade não para de cair, e com esse incidente tem atingindo os índices mais baixos desde o começo da guerra no Iraque. Os mais conceituados jornais americanos têm até pedido a renuncia do secretário de defesa Donald Rumsfeld.

A situação do presidente americano está cada vez mais complicada; crise econômica, fracasso total na política externa, e nunca um líder norte-americano foi tão odiado na opinião mundial. O Iraque foi o começo da queda do estúpido e presunçoso líder americano. Tudo indica que nas próximas eleições americanas em novembro, o democrata John Kerry terá uma grande vantagem sobre o caipira do Texas.

Michele MATOS PRAVDA.Ru

 
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