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Liberdade económica é a nova doutrina da Rússia

11.04.2005 | Fonte de informações:

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A sua nota dominante já não é o desejo de duplicar o Produto Interno Bruto, embora esta tarefa tenha sido colocada em 2003 pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin. O principal objectivo do documento é a criação de liberdade económica no país. Por que razão o Governo abandonou o anterior objectivo? Será este impulso adequadamente avaliado pelos homens de negócio?

A primeira variante da estratégia de desenvolvimento sócio-económico da Rússia até 2008 fora elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Económico e Comércio da Federação Russa ainda em Janeiro último. Naquela altura, o dirigente deste ministério, Guerman Gref, apresentando o seu trabalho aos deputados e aos círculos empresariais, surpreendeu todos ao declarar que tinha elaborado um "programa de liberdade económica". Este programa qualificava a redução da ingerência do Estado na actividade empresarial e a aceleração das reformas institucionais como principal aspecto da política económica.

Guerman Gref procurou provar que a sua proposta não significava uma mudança de rumo, mas, bem pelo contrário, acelerava o avanço para o mesmo objectivo. Ele disse: "No país travam-se discussões, tentando-se responder à pergunta 'Para onde vamos: para o autoritarismo ou para a democracia?'. O principal ponto de referência é a liberdade económica, a única condição que garante o crescimento dinâmico". Quanto ao crescimento do PIB, este processo, na opinião de Gref, "é travado pelo retardamento das reformas e pela desconfiança entre o mundo de negócios e as autoridades".

O Governo não aprovou este programa tão inesperado durante a sua primeira apresentação, tendo-o devolvido para a ultimação com a proposta de introduzir as previsões nas estratégias sectoriais. Gref não contestou esta proposta.

E eis que agora ele submeteu ao exame do Governo uma variante aperfeiçoada do seu programa. Prevê-se que até 2008 o orçamento federal seja executado com um superavit ao nível de 1,6 por cento do PIB. Nas condições dos elevados preços do petróleo, em 2005 o nível de inflação deve ser de 10 por cento e até 2008 vai reduzir-se para 4 ou 5,5 por cento. Na estrutura das exportações crescerá a quota-parte dos produtos com um elevado grau de industrialização e a quota-parte das máquinas e equipamentos aumentará em 3 anos em 1 por cento, ou seja, de 7,8 por cento em 2004 para 9 por cento em 2007.

Na realidade, este é o mesmo documento anteriormente apresentado Ministério de Gref, apenas com algumas ligeiras alterações.

Mesmo assim, desta vez o cenário de desenvolvimento sócio-económico da Rússia até 2008 já foi aceite pelo Governo sem críticas. O primeiro-ministro da FR, Mikhail Fradkov, qualificou-o de conservador por ele não prever a duplicação do PIB. Mesmo assim, ele aprovou o documento, tendo lembrado, porém, a todos os participantes da reunião do Governo que a questão da duplicação do PIB não foi retirada da ordem do dia e que actualmente perante o poder executivo se levanta a tarefa de descobrir "reservas" para a aceleração do crescimento económico.

O facto de o Gabinete de ministros ter encarado de maneira absolutamente diferente a ideologia do programa de Gref é plenamente explicável. Ora, foi justamente neste espírito que se realizou recentemente o encontro do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, com empresários durante o qual o chefe de Estado manifestou a disposição de contribuir por todos os meios para o desenvolvimento da actividade empresarial na Rússia, de criar condições para o melhoramento do clima empresarial e de investimentos. Portanto, na realidade, os ministros receberam directrizes do Presidente. Por seu lado, Gref propôs uma via ideologicamente certa.

Yana Yurova observadora política RIA "Novosti"

 
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