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O não-americanismo da administração de Bush

09.07.2003 | Fonte de informações:

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O povo norte-americano é, geralmente, um povo que gosta de se divertir, um povo amigável e sociável, como qualquer outra pessoa. Talvez devido à curta história da sua nação, estão envolvidos numa busca permanente de traçar a linha no ponto em que o bem encontra o mal, de procurar a verdade, de lidarem uma vida honesta e viver dentro das linhas-guia seguidas pelas religiões principais.

Embora o George W. Bush goste de falar acerca de quão bom é ele e a sua administração, por muito que ele bate na bíblia e regozija na sua superioridade enquanto lança suas cruzadas contra eixos e impérios do Mal, um estudo mais profundo demonstra que esse homem e a sua administração é tão representativo nos seus valores do povo norte-americano quanto era o Hitler e o seu bando de fascistas na Alemanha.

Hitler, um austríaco, usurpou o espírito da nação alemã e insultou os valores do seu povo. Bush, como o Lone Ranger, está...sozinho. Ingénuo e fácil de manipular, a sua fraqueza de espírito levou-o a atravessar aquela linha que os seus concidadãos norte-americanos procuram respeitar.

Enquanto a sua vida pessoal não é do foro público, e a sua vitória contra o alcoolismo é de elogiar, trocar a garrafa pela Bíblia e seguir uma versão distorcida do Cristianismo é tão justificável quanto a mistura de lei islâmica fundamentalista e costumes Pashtune dos Talebã, provando que não só a mente mas também a mentalidade desse homem e da sua administração, são patologicamente desequilibradas.

Eis um homem que enviou pessoas às suas mortes no Texas, afirmando que era melhor sacrificar uma vida para salvar outras. Eis um homem que enviou as suas forças armadas para cometer actos de assassínio no Afeganistão enquanto 3,000 civis foram chacinados. Eis um homem que enviou as suas forças armadas para o Iraque, onde até 7,000 civis foram mortos. Estamos a falar na região de 10,000 pessoas. Dez mil pessoas.

Dez mil pessoas. Será que assassínio em massa forma parte dos valores colectivos do povo norte-americano? Será que mentir também faz? E o uso de força para persuadir as nações mais fracas a seguirem a linha de Washington no Conselho de Segurança da ONU? E a chantagem utilizada para forçar esses países a votarem em favor das resoluções propostas por Washington? E o forjar de documentos, numa tentativa de insinuar que o Niger vendeu urânio a Bagdade quando Washington sabia desde o início que o Iraque de Saddam Hussein não tinha um programa activo nuclear?

Serão essas os valores comuns, partilhados pelo povo norte-americano? Não são, não. A honestidade, a decência, uma vida pacífica e feliz, vivida em conjunto com a comunidade onde a discussão, a diplomacia e o debate não só são expressos mas também praticados, como os princípios fundamentais da democracia. São essas os valores do povo norte-americano.

George W. Bush e a sua administração destruíram e insultaram esses valores. George W. Bush. Rumsfeld, Cheney, Rice, Wolfowitz, Perle, Powell, Fleischer. Como Hitler e Himmler, esses nomes entrarão na história como as pessoas (?) que atravessaram a linha, foram longe demais, que destruíram o tecido de diplomacia, traíram os princípios do seu povo e criaram um sentimento de profundo ódio pela sua causa nos corações e mentes da vasta maioria da humanidade.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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