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O ETANOL COMO FATOR DE INTEGRAÇAO DOS POVOS

06.03.2006 | Fonte de informações:

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A estatal do petróleo venezuelana, PDVSA que patrocinou, entre outras coisas a escola de samba campeã, está veiculando uma propaganda que sugere que o petróleo seria o fator de integração dos povos.

Na verdade, o que está ocorrendo na Venezuela é simplesmente reflexo da megalomania do presidente Hugo Chavez que, por sorte, está a frente do 5° maior produtor de petróleo do mundo e que, com o barril de petróleo cotado a US$ 62 dólares, pode, perfeitamente, se dar ao luxo de, com dinheiro público, comprar armamento russo, títulos da dívida aregentina e até patrocinar escolas de samba.

Mas é o etanol que está se tornando o fator de integração dos povos, pois graças às distorções climáticas cada vez mais freqüentes, causadas pelo aquecimento global, que, cada vez mais líderes do mundo estão elaborando projetos envolvendo o etanol, pois é uma alternativa viável aos combustíveis fósseis e de baixo custo.

O Japão, por exemplo, cuja dependência da importação do petróleo é total, está importando álcool anidro para adição à gasolina e alguns estados dos EUA como a Califórnia, por exemplo, estão desafiando o presidente George W. Bush, adotando as metas do Protocolo de Kioto. Também já está sendo produzido naquele país, o etanol a base de milho que, atualmente serve para energia, mas num futuro próximo, estará sendo utilizado como combustível de automóveis.

È positivo que outros países passem a produzir o etanol, pois, o monopólio da produção estando nas mãos de um país como o Brasil em que os governantes são incompetentes, não há segurança para que um país como o Japão, por exemplo, adote o etanol como combustível, podendo ficar refém do desabastecimento a cada período de entressafra. A história do ProAlcool nos mostra isso.

Criado em 1975 com o slogan: “Carro a alcool – um dia você vai ter um”, começou com o problema de convencer a população a acreditar no programa. O que foi difícil, pois a tecnologia dos veículos movidos a álcool era muito precária apresentando problemas como corrosão das peças que tinham contato com o combustível além de ter problemas com baixas temperaturas. Associado a isto, havia o fato de que, como Collor preconizara, os carros brasileiros eram “carroças” . O modelo para exportação do VW- Voyage, por exemplo, tinha 2 mil itens extras.

Com relação a produção do combustível, precisou a ser subsidiada, pois o governo não oferecia preços competitivos o bastante para concorrer com o preço muito mais vantajoso do açúcar o que no governo Sarney acabou por gerar uma crise de desabastecimento no mercado, o que ocasionou a necessidade de importação de metanol o que, obviamente, foi um desastre para o meio-ambiente.

Atualmente, a crise de desabastecimento se deve a crescente demanda ocasionada pelos carros Flex que não são mais carroças, mas o Ministro da Agricultura d País de Todos, Roberto Rodrigues para solucionar o problema, teve a brilhante, a magnífica, a estupenda idéia de reduzir a zero a alíquota de importação do álcool. Juntamente com a informação de que não há de onde importar o produto, o senhor ministro deveria ser lembrado da solução do governo Sarney. Por sorte, a safra está sendo colhida e não haverá necessidade de importação e também será esquecida a brilhante idéia.

É por estas e outras razões que o governo brasileiro está despreparado para ser um fornecedor de etanol para o mundo. Se o governo fosse responsável já estaria se preparando para a crescente demanda. Embora esteja aumentando consideravelmente, a área de plantio da cana-de-açúcar, o governo deveria instituir também áreas federais de cultivo e usinagem, para que houvesse sempre oferta em abundância do produto visando o lucro que poderá advir da exportação.

Entretanto, é necessário ressaltar que é muito tardia a adoção de medidas como a adição de álcool anidro à gasolina em alguns países, pois os efeitos do superaquecimento global já estão sendo sentidos de forma efetiva.

Infelizmente, a mecânica do universo não ajuda o meio-ambiente. Por exemplo, se, ao contrário de o mar invadir as ilhas Carteret em Papua Nova Guiné, onde ninguém deu importância, poderia haver uma invasão similar no Hawai ou em Long Island ou Manhatan, nos EUA ou a ilha Margerita na Venezuela.

Discutir sobre superaquecimento, degelo ou similares está se tornando massante..De qualquer forma, não é mais necessário se preocupar com tal coisa, pois já estamos começando a pagar o preço, porque, juntamente com o aumento do nível dos mares, há secas prolongadas, e chuvas torrenciais isoladas o que está causando quebra de safras no Brasil e pode afetar até mesmo a produção de álcool.

Mas quem se importa? Afinal, o petróleo é o fator de integração dos povos.

Jose Schettini Petrópolis BRASIL

 
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