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TAPETES VERMELHOS

05.11.2004 | Fonte de informações:

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O sangue dos inocentes irá varrer o Oriente Médio, como folhas que caem no outono sujando ruas e entopindo boeiros. Enquanto os falcões da Casa Branca e os irresponsáveis eleitores que colocaram os EUA e o mundo nas mãos de um cristão fundamentalista que teve em suas bases de apoio religiosos fanáticos pregando "valores morais" contra o aborto, contra a união de pessoas homossexuais" E então aparecia em cena, o democrata John Kerry que ia em contrapartida, pregando uma nova América e respeitando o direito de todos. Por mais absurdo que seja a reeleição de George Bush, o que a torna mais complexa é o que muitos americanos pensam a respeito dos seres humanos e do mundo. São infantis, mimados e egoístas. Muitos deles se veêm exatamente como protagonistas de um grande sucesso de Hollywood. Aonde o americano sempre vence, não importa quem seja seu adversário: russo, árabe, chinês. Quem é páreo para eles? As crianças desde pequenas já nascem com aquele orgulho: Sou americano e daí? Como se o país United States Of America, fosse o único que existisse no mundo. Para muitos americanos é assim que funciona. Por isso não respeitam os povos dos outros países e se esses são negros ou latinos ou árabes para quê respeitar uma classe tão baixa de países tão miseráveis? Países explorados a décadas pelo capitalismo selvagem estadunidense que rouba seu pão, sua água, suas riquezas, sua gente, suas matas e florestas, seu petróleo. O que importa isso? Deixem que os africanos morram de fome com os juros do FMI e da dívida externa. Deixem que os árabes se matem por territórios disputados com um país financiado por um comunidade rica e organizada e apoiada pelos EUA. Enquanto aos latinos, vamos continuar a mandar em suas políticas internas e externas. E claro, continuaremos a manipular esses povos como se fossem fantoches, como se fossem números, vamos continuar a enxergá-los como se fossem insetos, como formigas ao lado de um leão feroz e imponente. Vamos continuar sugando-os, assim como morcegos insaciáveis na sede de sangue de suas vítimas. Ou se não for assim, da onde iremos tirar recursos para continuar com nosso filme? Sustentando um país livre para nossos filhos, com riquezas e "liberdade". Um filme americano maravilhoso onde todos são felizes e os EUA são o mocinho a custo do sofrimento dos outros povos, a custa do sangue dos inocentes, das lágrimas, do suor, da dor e da morte. Enquanto acordam para seu café da manhã com aquela comida gordurosa e farta, milhares de pobres e miseráveis na África, no Oriente, na América Latina, no Sudeste Asiático caçam migalhas caídas de suas mesas, assim como cachorros. Quando abrem o jornal, dão de cara com um presidente herói combatendo fanáticos e bandidos no Iraque. Criancinhas ensanguentadas, aleijados, órfãos, mães chorando, são todos bandidos!!! Eles são árabes, nós somos superiores. Nossas lágrimas são verdadeiras, nosso sangue é o que vale. O herói George Bush faz um favor de mandá-los para a morte e consequetemente para o inferno já que é isso que pensam os cristãos fundamentalistas e falsos moralistas. Assim como todo bom filme típico de Hollywood precisa de um vilão. Surge John Kerry prometendo uma política mais humana e uma atitude sensata a enxergar o mundo como ele deve ser enxergado: respeitando o direito das minorias e dos povos de outros países. Esperem, isso é uma ameaça ao filme americano, então Kerry é uma ameaça aos americanos? Vamos continuar com nosso herói Bush, ele irá nos proteger dos fanáticos islâmicos e de todos que queiram destruir nosso amado país. Vamos apoiar Bush com sua loucura estúpida e com sua inteligência pré-histórica. Assim, na terça-feira, dia 02/11/2004 os americanos optaram por continuar com a segunda parte do filme, sem saber que há dois filmes: um que roda nos cinemas americanos e outro que roda nos cinemas de outros países. O filme americano continua, mas a história também, talvez a mais prestigiada testemunha dos crimes horrendos que os EUA cometeram na política grosseira, militarista e unilateralista de um presidente que não se sabe bem ao certo se acabou de sair de um hospital psiquiátrico ou de um jardim da infância. George Bush vai continuar arrasando todos os países que considera inimigos ou ameaças. Bush arrasa esses países com a fome, a falta de segurança, a miséria, mas rouba sua dignidade, sua própria história. Ele não enxerga o reflexo desse espelho, onde existem crianças que sonham, sonham com um mundo melhor, mais humano, mais justo, com dias felizes, sem sons de bombas ou de armas, sem soldados nas ruas. Mas esse é um pequeno detalhe para o povo americano, como disse esse filme roda somente em outros países. Lá eles estão assistindo um herói prestes a caçar um homem barbudo e seus soldadinhos, para que não exista mais um 11 de setembro. Então continuam a rodar e assistir o filme, todos alegres e felizes. Só os eleitores de John Kerry que naõ estão satisfeitos com esse filme, porque tiveram sensibilidade humana e raciocínio lógico ao enxergarem o verdadeiro filme. Não o filme que a maioria dos americanos querem ver, mas a realidade oculta atrás de uma política fascista e moralista. Michele Matos Pravda.Ru

 
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