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Você acredita na Salvação?

02.12.2004 | Fonte de informações:

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No princípio existia uma só terra, livre e inóspita. Começaram a criar muitas terras, dividindo o que já era de todos. Surgiram as primeiras civilizações. As primeiras barreiras. Os primeiros limites. As primeiras segregações. Os primeiros muros. As primeiras fortificações. Os primeiros medos.

Na sequência, iniciou-se uma escalada sem igual, sem proporção, sem regras.

Em que ponto estamos? Perto do fim. Ou perto de um importante recomeço.

Tudo foi dominado: mares, florestas, animais, pássaros, céus, horizontes. Por onde o predador passa, fica um rastro implacável de destruição. E este predador voltou-se contra sua própria raça. Dominou a tecnologia para dominar os outros. Aprendeu tarefas e artifícios sofisticados para sobrepujar-se aos outros. Mesmo sendo inconsequente, sabe o que faz. É capaz de pensar, raciocinar, avaliar, considerar, planejar. No seu inconsciente, predomina a destruição.

O fraco dá lugar ao forte. A mulher indefesa não resiste ao estupro. O menos preparado serve o poderoso. A criança e o velho precisam ser protegidos. Todos precisam se defender do grande conquistador, determinado a todas espécies de barbáries. Ninguém se salva, exceto os que aceitam lamber os pés do deus ou diabo predador. Tanto faz. Para ele bondade e maldade significam o mesmo.

Em que ponto estamos? Perto do fim. Ou perto de um importante recomeço.

Aos predadores sucederam os exterminadores. São capazes de promover a destruição em massa, em qualquer ponto do planeta. Detonam culturas, crianças, mulheres, velhos, civis, religiões, esperanças, sonhos desde que escondam aqueles que se opõem ao poder. A maioria assiste calada, rezando para que os exterminadores não se exasperem contra seus povos.

A habilidade exterminatória é fantástica. Inventam de tudo. Formam exterminadores especialistas.

Em que ponto estamos? Perto do fim. Ou perto de um importante recomeço.

Para um grupo significativo de reminiscentes de predadores, não há sentido em destruir a terra dos humanos. Não há sentido no Estado-Nação, determinado a eliminar os oponentes. É possível visualizar a Nação Planeta, irmã, solidária, responsável, madura, equilibrada, sensata. Mesmo que tudo pareça uma grande utopia.

Começa um processo de resistência, capaz de sair do sonho para planejar um importante recomeço. Começa a descoberta de valores, princípios e crenças sobre a dignidade, o respeito, a verdade, o equilíbrio.

A palavra liberdade não atende mais aos principais anseios da humanidade. Mais que liberdade é fundamental preservar o direito de participar da vida social, econômica, política, humana. Os excluídos precisam ser incluídos. Este é o maior desafio da Nova Nação Planeta, a terra dos humanos, ex-predadores.

Em que ponto estamos? Perto do fim. Ou perto de um importante recomeço.

Mesmo assim, as ocupações continuam. O homem demora para raciocinar. As respostas não são imediatas.

É necessário explodir bombas-idéias. Incapazes de exterminar. Capazes de transformar.

É necessário lutar por um importante recomeço. Ou se preparar definitivamente para o fim.

É necessário pensar uma Nova Constituição para o Planeta Terra, em nome da humanidade, em nome da esperança, em nome da inteligência, em nome da igualdade, sem regalias, sem vetos dos poderosos.

Em que ponto estamos? Perto do fim. Ou perto de um importante recomeço.

Orquiza, José Roberto escritor workisa@hotmail.com

 
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