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COMENTÁRIO - QUE MÉTODOS VALEM CONTRA TERRORISMO?

01.09.2004 | Fonte de informações:

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Eis o que opina sobre o assunto em questão o coronel-general Eduard Vorobiev, vice-dirigente da Comissão para a Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo) de segunda e terceira convocações, vice-comandante-em-chefe das Tropas Terrestres da Rússia no período de 1991 a 1995:

"Para mim, a vitória de Alu Alkhanov nas últimas eleições presidenciais na Chechénia proporciona uma boa chance para normalizar a situação nesta república e parar os actos terroristas tanto na Chechénia propriamente dita como fora dela. Este homem tem muito prestígio e elevada autoridade na sociedade chechena. Para mim, é uma pessoa imaculada, não ligada com comunidades corruptas e portanto capaz de contactar e pôr-se de acordo com todos os representantes do povo chechena, inclusive com os comandos. Evidentemente, sob o controlo e participação, mesmo que seja tácita, dos órgãos federais do poder. Não se deve atenuar ou cessar a pressão militar sobre os comandos, mas ao mesmo tempo é preciso buscar mais dinamicamente as possibilidades para contactar com eles. Admito mesmo que seja com o próprio Aslan Maskhadov. Não vale a pena, talvez, exigir dele o arrependimento, a capitulação total e incondicional, ameaçá-lo com o tribunal. É óbvio ser necessária uma outra óptica, mais flexível, mais adequada. Não negociações como o afirmam desde tribunas diferentes incluindo europeias, mas sim os contactos.

Existem também outras iniciativas que podem levar a situação fora do beco sem saída em que se encontra, conseguir resultados intermédios tendo sempre em vista a meta principal: parar a guerra sangrenta que é absolutamente desnecessária para a liderança russa, para os povos da Rússia, para o povo checheno, para toda a comunidade internacional.

O coronel-general Gueorgui Kondratiev, vice-ministro de Defesa da Rússia no período de 1992 a 1995, perito-chefe militar no Ministério das Situações de Emergência em categoria de vice-ministro desde 1995 até agora.

Falta à nossa luta contra o terrorismo o profissionalismo e globalidade. Sempre estamos a reboque da situação, em atraso. Mas na situação que temos são necessárias medidas antecipadas e preventivas e não a constatação dos factos consumados e a busca dos culpados. E os culpados existem, sem dúvida. Porque os chefes das instituições militares e os seus subordinados não se sentem envolvidos todos os dias na guerra contra o terrorismo. E a guerra é sempre guerra. Não admite tranquilidade, optimismo falso nem por um só minuto. O que é necessário, então, é antecipar-se ao inimigo, pensar situando-se no lugar dele para determinar com acerto onde e como o adversário pode assestar o golpe e preveni-lo com contramedidas. E, então, que medidas são estas? São diferentes. Tenho também em mente o apoio dos agentes secretos, o suborno dos comandos. Não vale a pena aqui ficar constrangido: o dinheiro resolve muitos problemas e, sobretudo, com este substrato social. Convém, a meu ver, desenvolver operações especiais de envergadura nas montanhas onde os comandos e terroristas encontram refúgio e protecção, endurecer a inspecção e controlo nas aldeias, povoados e localidades onde estes elementos têm o seu abrigo.

Na situação que existe não adianta dar atenção às recomendações que alguns dirigentes políticos da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e de outras organizações internacionais congéneres nos tentam impor. Para eles é mais fácil ser liberais e democratas, porque afinal não respondem por algo. Onde matam pessoas inocentes é aqui, é no nosso país. E quanto mais se pode aguentar isso? Para mais, creio ser necessário reforçar o regime de residência em Moscovo, ser mais rigoroso na autorização e legalização da residência, provisória ou fixa, nas urbes, no controlo e na vigilância de todos os elementos suspeitos. E o poder é capaz de fazê-lo. A vida dos cidadãos comuns é o valor supremo e as autoridades tem que fazer os possíveis (e mesmo os impossíveis) para garanti-la e defendê-la.

Viktor Litovkin observador político RIA "Novosti"

 
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