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Os turistas buscam a cultura cubana

26.02.2003 | Fonte de informações:

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O hotel Riviera faz aniversário. Para celebrar seus 45 anos de fundação, a rede Gran Caribe decidiu redimensionar as vastas possibilidades para apresentar todas as manifestações da cultura cubana.

A idéia não é surpresa — disse a este semanário o gerente, David Varela — se levamos em conta que o Riviera é em si mesmo, um elo cultural de Havana, e ademais, temos comprovado que nossos clientes — a maioria da América Latina, da Europa e do Canadá — buscam esse contato.

A primeira coisa que fizemos é terminar os investimentos (iniciados em 1998 em conjunto com o Centro Nacional de Restauração e Museologia) dirigidos à melhoria e manutenção das diversas áreas — explicou Varela — para que o plano projetado para cada mês, uma figura destacada da música, das artes plásticas ou do esporte, se desenvolva com todo esplendor.

Por exemplo, já foi concluída a reparação do domo ou cúpula, projeto do mestre Gelabert, (que fora teto do cassino e hoje é cobertura do Salão Internacional), e se devolveu à piscina sua forma original (a única em Cuba numa instalação hoteleira com tanque para saltos ornamentais).

Mayra Tirado, diretora de Relações Culturais da Gran Caribe, explicou para o GI que, precisamente pelas próprias características arquitetônicas que marcaram uma etapa da arquitetura cubana dos anos 50, e os elementos de decoração (entre elas várias esculturas do mestre Gelabert que dão o selo ao hotel, os murais de López de Irube e de Hipólito Hidalgo, e as seis obras de Cundo Bemúdez que são patrimônio da República de Cuba). Por essas características foi solicitado ao Conselho Nacional do Patrimônio que o Riviera seja declarado Monumento Nacional (como os hotéis Nacional e Inglaterra e a boate Tropicana).

Referiu-se, ademais, a que desde o ano passado vêm trabalhando na proposta de caracterizar o Riviera ao redor do gênero sertanejo e tinham começado esse trabalho com Polo Montañez, um artista tão particular e apreciado, infelizmente morto num acidente. NOVO GRUPO POLO MONTAÑEZ

De qualquer forma, esta decisão se mantém e o Copa Room do Riviera é o espaço que acolheu o novo Grupo Polo Montañez em sua primeira apresentação na capital.

O conjunto — precisou seu novo diretor Amaury Borrego, parente de Polo cujo nome era Fernando Borrego — tem como premissa manter o estilo e a marca de Polo, fazer sua música como ele quis e com a qual conseguiu chegar ao povo. «Por sorte, conhecemos sua forma e é a linha que vamos seguir. Temos um desafio muito grande».

Borrego confirmou que se apresentarão primeiro com temas do primeiro CD, Guajiro Natural, indispensáveis como Si se enamora de mí, e do segundo CD, Guitarra mía, mas já prepararam alguns inéditos, entre os quais Como nunca madre, uma bachata; Con o sin ella, um son; Confía en mí, e Por lo mío, canção a Las Terrazas, onde Polo debutou como profissional em 1994.

Precisamente em Las Terrazas, na província de Pinar del Río, de onde todos são oriundos, o novo Grupo Polo Montañez deu seu primeiro concerto no dia 28 de dezembro passado, com uma homenagem ao grande artista, e já com um cantor selecionado. Trata-se de Yoslier Charboniel, um jovem vizinho de Polo. Amaury Borrego explicou que tinham feito audições com quatro cantores, sem resultado. «Então, pensamos em Yoslier, que sempre esteve muito apegado a Polo, sempre em sua casa de San Cristóbal e Polo lhe dava aulas de violão e ensinava suas canções. Quando fizemos o teste com ele, foi uma ótima surpresa».

Yoslier, verdadeiramente empolgado nesta primeira apresentação à imprensa no salão El Elegante do Riviera, disse que conhecia Polo desde sempre, suas letras, sua música, mas principalmente sua maneira de ser. «Eu o sinto muito dentro e sempre o acompanhei, até o último momento».

Os músicos, entre os quais se encontra Junior Borrego, filho de Polo, reiteram que o principal da proposta do Grupo é que a figura é o próprio grupo, com três vozes, não substituir Polo. Destacou o diretor: «Nosso projeto não é somente continuar dando a conhecer a obra de Polo, mas Polo como pessoa, como exemplo de cubano, que sabia qual era sua identidade e a defendia e também a medida de sua modéstia e grandeza".

No Riviera, o Grupo Polo Montañez — com um vestuário de Nancy Pelegrín — terá a responsabilidade do segundo show do Copa Room. Seguindo essa caracterização da música sertaneja em todo o hotel haverá repentismo e outros gêneros na Piscina, no Salão Internacional e no próprio salão El Elegante.

KARINA E LOLITA EM HAVANA

Mayra Tirado, diretora das Relações Culturais da rede Gran Caribe, precisou para este semanário que foi retomado um convênio com o grupo espanhol Fine Productions, através de sua empresa Ars Blanc radicada em Cuba, graças ao qual em dezembro passado esteve no Riviera o grupo Los Bravos, e estão esperadas para janeiro e fevereiro Karina e Lolita.

Karina, que apareceu no panorama internacional depois de ganhar em 1971 o concurso Eurovisión com a canção En un mundo nuevo, estará no dia 28 na Tropicana e no dia 31, no salão 1930 do hotel Nacional. Em fevereiro, chegará Lolita, nada menos que a filha de La Faraona, mas ela tem triunfado com seu próprio estilo (seu último CD Lola, Lolita, Lola, com canções do mexicano Armando Manzanero). As apresentações de figuras internacionais ao longo do ano serão compartidas com os elencos cubanos nas boates da rede Gran Caribe, entre as quais a Copa Riviera; a Internacional de Varadero; a Parisien do Nacional; Guanaroca do Jagua e a Tropicana, nas suas sedes de Havana e de Matanzas, declarou Mayra Tirado. «Com o Instituto da Música se coordena para que sempre esses artistas se apresentem para o público cubano num dos grandes teatros de Havana».

 
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