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A VERDADE

27.10.2003 | Fonte de informações:

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EDITORIAL

Mais uma vez estou com vocês e creio que sou mais aceito pelos que me entendem!

É difícil explicar a vocês a luta entre o pobre e o rico; entre os países pobres e os ricos, etc...etc...etc...

Os presidentes gostam quando são vistos como grandes lideres, mas, infelizmente, como o nosso, não são levados em consideração pelas nações mais poderosas. Basta ver a proposta de Fome Zero apresentada para o mundo e totalmente desprezada pelos grandes.

Sei que nessa hora vocês perguntam: o que é uma nação poderosa? Infelizmente tenho que lhes informar que não é a nação mais honesta, mais descente e nem mesmo a mais rica por natureza.

Nação mais poderosa é a mais rica, mesmo que a sua riqueza tenha sido conseguida de uma maneira desonesta.

A verdade é triste, mas é a verdade!

Vivemos em um mundo de fácil aceitação para os burros e desonestos, mas muito, muito difícil de ser aceito pelos inteligentes e honestos! Só peço a vocês que façam como eu, que luto pela verdade e justiça, mesmo que muitas e muitas vezes me encontre só!

Armando COSTA ROCHA PRAVDA.Ru BRASIL

FALTAM NACIONALISTAS NO BRASIL

Não sei o que acontece no meu querido país. Só sei que depois de muito viajar pelos países europeus, sinto-me de repente em outro planeta.

Vou agora fazer algumas perguntas e pedir ao meu povo e em especial a mídia que me responda, por que fatos tão anormais em comparação com os europeus acontecem no meu país?

1 – Por que os mais famosos comentaristas políticos do Brasil chegam ao máximo de felicidade quando a situação econômica e financeira do nosso país não está muito boa? Uma das principais jornalistas da TV Globo (apesar desse meu exemplo não ter grande valor, dado a TV em questão ser como todos nos sabemos uma TV americana falada em português) no jornal da noite, chega ter seus olhos a brilhar quando informa que o real está perdendo o valor e a bolsa caiu. Como o noticiário parte de uma TV “estrangeira” se compreende, mas...e todas as outras? Até, quem muitos valorizavam por suas brincadeiras, Boris Casoy, não age de modo diferente.

2 – Os outros jornais não ficam atrás, só vale “meter o pau” na nossa economia, finanças, no “fracasso” de nossa industria, na possibilidade de faltar energia! A nossa querida jornalista da TV Globo nessa hora abre o seu mais lindo sorriso, como se isso a tornasse a mais feliz das mulheres!

Os nossos jornais só publicam matérias sobre miséria, crimes, assaltos, injustiça social e por pouco me levam a loucura. Não loucura pelo que acontece no Brasil, mas loucura por não entende-los, os que se dizem jornalistas brasileiros.

A diferença entre os nossos jornalistas e os europeus é patente, como se diz na gíria: está na cara!

1 – Enquanto a imprensa européia deixa o noticiário mais escabroso para os pasquins e só transmite noticias serias e importantes, sobressaindo o progresso da nação, a nossa sem exceção só transmite noticiário, que lá você só lê nos pasquins.

2 – O programa da TV “Bom Dia Brasil bem poderia se chamar de “Abaixo o Brasil”. Nunca vi em nenhuma TV do mundo, um ódio a tudo o que indique progresso do nosso país.Quando vamos melhorando em qualquer setor, o comentário zombeteiro vem a seguir: se conseguirmos. Sempre desacreditando qualquer possibilidade de progresso. Como inimigos do Brasil, os jornalistas do programa da TV matinal “Bom Dia Brasil” são fantásticos!

3 – Existe entre os europeus um amor a sua terra, uma vontade louca de ajudar os seus dirigentes a leva-la ao máximo, um orgulho de pertencerem ao país, seja qual for!

E nos...? Será que aquela historia sobre como Deus criou o mundo não é verdadeira?

“..., mas Você vai ver o tipinho de povo, que vou colocar ali...” Comentário feito, um ano e meio depois de escrito: Em 9 meses do governo Lula, a “nossa” imprensa, ou seja, a do patrão do Lula, indica que o Brasil, pelos seus comentários, é o país onde TODOS os trabalhadores estão muito bem de vida, TUDO corre às mil maravilhas e que estamos vivendo num paraíso terreste.

Vale a pena ser amigo dos gringos!

Os amigos Brasileiros

Motivo e inspiração : vivi muito tempo, tentando descobrir amigos. Em especial e logicamente na minha pátria.Sei o que é ser amigo !Sei a profundidade do significado dessa palavra.E por esse motivo, depois de procurar em minha casa e em casa dos outros escrevi :

Eles chegam quando não precisamos, Eles se vão quando os precisamos ! Os amigos brasileiros são assim. Falsos....como se não existissem

Mas eles existem, que eu sei Os amigos....os amigos brasileiros! Esses que chegam e vão sem você ver Esses que chegam e vão sem você senti-los

Como é triste para os de longe! Como é triste para os que acreditam no amor Verem as idas e vindas sem sentido Dos que não sabem amar,dos amigos brasileiros !

REMINISCÊNCIA

Vamos fazer vocês voltarem ao passado, e por mais incrível que pareça, ele se parece muito com o presente.

O artigo hoje, se chama: O Papa e o interesse material da igreja! E foi escrito em 1981.

Para muitos, o fato passado agora, com a visita do Papa à Polônia, foi uma surpresa e decepção! Até onde vai o poder da igreja para ditar leis, em países independentes e soberanos?

Onde está o poder do Papa e quem lhe deu, para poder interferir em assuntos administrativos de outra nação? Por acaso a igreja sonha em voltar a ser a igreja dos séculos XIII – XIV e XV, quando possuía e explorava desumanamente as terras polonesas?

O Papa proíbe a igreja de interferir em assuntos de Estado, quando de sua estada na América Latina, e interfere na Europa! O Papa não permite a interferência da igreja, em casos de miséria e fome, e interfere em caso político!

Para onde está indo a igreja? Para quem ela funciona? Para DEUS ou para o outro? Por acaso (agora que ele interferiu), o Papa conhece leis? Leis que regem um estado socialista?

Por acaso sabe que sindicatos em países capitalistas, são criados sobre pressão do povo e não da igreja, para defesa do mesmo? Contra a ganância, contra a exploração da minoria dominante, proprietários de fabricas, latifundiários, etc...etc...etc... ou melhor, o que existia na antiga Polônia! E que os sindicatos, nos países socialistas, são criados para protestar contra qualquer erro cometido pelo Estado? Mas não relativo à exploração, pois o povo, que será beneficiado, nunca se explora!

Os sindicatos nos países capitalistas sofrem todo o tipo de pressão, e na realidade só funcionam quando não interferem nas decisões dos seus governantes; seja como Pinochet agora, relativo às minas de cobre, como Regan, relativo a greve dos empregados aeroviários. Essas pressões vão, desde pressões políticas e econômicas, até ao fechamento puro e simples, com a nomeação de um interventor.

Pois bem, o Papa chega a Polônia declarando que “nessa hora grave!” E os menos burros, os não fanáticos, que não se deixam impressionar por propaganda, pensam: Que hora grave?

Falta de comida? Pudesse os povos latino-americanos, classe media, comer o que o povo polonês come!

Falta de casa? Graças a DEUS, e com a ajuda D´ele, ninguém na Polônia dorme ao relento; não querendo isso dizer que dormem em favelas, pois nem sabem o que isso significa, e nem acreditam (quando lhes falam) de sua existência!

Escolas, hospitais, roupa? Não, tudo isso eles têm, e de muito boa qualidade!

Então, o que o Papa vê de grave na Polônia?

Ele vê, ser contida a tentativa de modificação da sociedade, para uma do tipo da América Latina, a sabotagem feita pelo Sindicato Solidariedade, entrando em greve por motivos puramente políticos em prejuízo de seu próprio irmão, sendo ajudado por essa faminta igreja, que não se contenta com os bens materiais que possui agora na Polônia (são mais de 14.000 edifícios sacros)

O que a igreja quer também, é continuar a livre exploração do povo, quer a volta ao passado, quando padres eram os senhores feudais, e escravizavam o povo, que hoje o Papa “inocentemente” diz querer libertar!

Para onde caminha a igreja e onde ela quer chegar? Essa é a grande interrogação e o grande sofrimento dos cristãos, que já não mais escutam as verdadeiras palavras de Cristo!

Um Capixaba pelo mundo, parte 18

No dia seguinte aluguei um carro WW, tipo “fusca”, modelo do ano. Cobraram me 20 dólares por dia, mais uma diferença relativo aos quilômetros percorridos, que não poderiam ser mais de 100 por dia.

Nesse dia encontrei uma garota de uns 16 anos, não perguntei a idade dela, mas ela fez questão de me informar. Mais tarde vim a saber que, na Escandinávia as garotas com mais de 16 anos são donas de seus narizes.

Nesse mesmo dia comprei um dicionário Português-Finlandês, e Finlandês- Português e com ele mantivemos “grandes” papos sobre a minha viagem e o Brasil.

Resolvemos tomar, em principio, uma cerveja (com 16 anos, os jovens na Finlândia podem beber cerveja até no bar, sem ferir a lei). Na hora de pagar, puxei a carteira e logo recebi a minha primeira lição de uma garota dessa idade. Ela declarou: “Fique sabendo que não é com uma, nem 1000 e nem mesmo com um milhão de garrafas de cerveja que você me compra! Sei que é esse o costume de vocês, latino-americanos, mas aqui é muito diferente!” Continuando a falar pelo dicionário disse: “Você compra as garrafas que quiser e eu faço o mesmo!” Foi o que aconteceu.

Ela era uma garota muito simpática e inteligente. Andamos pelos principais pontos da cidade e ela me serviu de guia.

Quando o lugar era longe, íamos de carro.Combinamos nos encontrar no dia seguinte.

Depois do outro passeio, ela me convidou para tomar um lanche em sua casa. Aceitei, pensando que ela estaria só e qual foi a minha surpresa ao encontrar pai, mãe, irmã, irmão, ou seja, toda a família.

Eram mais ou menos 6.00 da noite, mas por ser verão o sol estava ainda muito forte.Com ajuda do dicionário fiquei conversando e tomando chá até as 10.00 da noite. Nessa hora, a minha amiga se dirigiu à mãe e perguntou: “Mãe, onde é que vamos dormir?” E mãe respondeu: “No quarto verde!”

Bem, se eles não fossem ricos, ficaria super nervoso, pois iria imaginar o preparo de um roubo!

Mas, como o pai tinha um carro, a irmã outro e o irmão o mesmo, e morando em um dos lugares mais luxuosos de Helsinque, fiquei imaginando como seria o tipo de vida que eles levavam?

Hoje, tornou-se mais fácil entende-los, pois isso já acontece também no Brasil ,é, como se costuma dizer, o progresso. Mas francamente, em 1969 uma conduta deste tipo era muito chocante para mim!

Logo que dei boa noite para a família e entrei no quarto, reparei que na porta não tinha chave. A minha anfitriã me informou, que a única chave que se usava na casa era a da entrada, no interior, nenhum quarto tinha. Mas dentro de casa existia uma regra de ferro: se alguma porta estivesse fechada ninguém poderia abri-la sem bater antes. Brincando, ela chegou a declarar que se a casa estivesse pegando fogo, o pai ou outro membro da família bateria a porta, avisando: ”Filha, temos um incêndio!”

No dia seguinte, ela levantou-se a fim de preparar café de manhã e apanhar um copo de água para mim (um costume que tenho há dezenas de anos, o de tomar um copo de água em jejum). Nessa hora o pai passou pela porta aberta do quarto e sorrindo me cumprimentou, creio eu, perguntando se eu tinha dormido bem. Tive a vontade de cobrir a cara, com se fosse uma virgem envergonhada, mas dei um sinal afirmativo.

Armando COSTA ROCGHA PRAVDA.Ru BRASIL

 
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