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Cultura afrodescendente

28.09.2012 | Fonte de informações:

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Janelas do Curuzu, frestas da cultura afrodescendente

 

Em contagem regressiva para a estreia em Salvador o curtametragem ambiental Janelas do Curuzu, com 26 minutos, dirigido e roteirizado pela jornalista e videomaker Isana Pontes. O projeto foi um dos três vencedores do edital 17/2009, garantindo assim o financiamento do Instituto de Rádiodifusão da Bahia (Irdeb) e da Secretaria de Cultura (Secult), num concurso que envolveu 44 participantes. A produção técnica é da Memória Eletrônica conteúdo, imagem, educomunicação.

 

O cenário do curtametragem é a Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, tido como o mais negro do Brasil. A rua é considerada o coração da Liberdade, por sua identidade, sua história e pelo estreitamento das relações com o primeiro bloco afro do país, o Ilê Aiyê.

 

Por meio de janelas - literais e simbólicas - usadas no filme como metáforas dos olhos, o documentário revela a formação dos seus moradores: valores, autoestima, sonhos e algumas frustrações. Entre elas, a apropriação da mídia e dos políticos sobre a visibilidade do território apenas no verão, no carnaval e nas eleições.

 

Com direção de fotografia de Gabriel Monteiro e assistência de João Tatu, o filme investe também na questão ambiental urbana e mostra pelos mais diversos planos um problema sem saída: o adensamento dos quase 24 mil habitantes da Rua do Curuzu, numa vizinhança de vielas, ruelas e labirintos, com funções e usos singulares. Por falta de espaços, as casas são construídas em cima das lajes, característica da maioria dos bairros populares de ocupação irregular em Salvador.

 

A trilha sonora original é assinada por Guilherme Maia, a pós-produção de áudio é do Estúdio Base e a produção de Luciano Floquet, com a assistência de Luane Guimarães, e a montagem de Thiago Lisboa, que também assina a colorização do filme. "Apostei num projeto construtivo, que incorporou ao máximo as interferências da equipe, especialmente do produtor de campo, do diretor de fotografia e do montador. Um filme diverso e multisegmentado como a cultura africana", resume Isana Pontes.

 

Após a estreia - cujo local ainda está sendo definido - Janelas do Curuzu será divulgado na TVE e em festivais de cinema pelo Brasil. Além disso, o curtametragem vai ser usado como ferramenta pedagógica em escolas estaduais, por intermédio do Instituto Anísio Teixeira, entre outas instituições de fomento à cultura e a educação.

 

Valter Xeu

 
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