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Venezuela acusa Grupo de Lima de violação da Carta da ONU

23.08.2017 | Fonte de informações:

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Venezuela acusa Grupo de Lima de violação da Carta da ONU

Posição do Governo da República Bolivariana da Venezuela acusando os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru de ingerência nos seus assuntos internos.

COMUNICADO

1.      A República Bolivariana de Venezuela rechaça categoricamente o pronunciamento emitido em 18/08/2017 pelo autodenominado Grupo de Lima em relação às decisões soberanas da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), representante legítima do poder constituinte originário, o qual constitui a todas luzes um novo ato de ingerência nos assuntos internos venezuelanos por parte dos governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, em violação dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e das normas do Direito Internacional.

2.      A República Bolivariana de Venezuela repudia energicamente a ameaça de conjura de Lima de aplicar a Carta Democrática da OEA, o que supõe o emprego da chantagem, a pressão e o terrorismo de Estado, como ocorreu no MERCOSUL, para tratar de destorcer o braço a países dignos da região que não têm sido parte de sua fracassada campanha de isolamento contra a Venezuela.

3.      Estas ações são consistentes e necessárias para criar as condições que justifiquem a realizar uma intervenção militar do império estadunidense contra nosso povo, nossa terra sagrada e nossa maneira de governo republicana e democrática.

4.      A Conjura de Lima tem, não só a intenção de quebrar todo padrão de possíveis relações de altura, igualdade, cooperação e respeito com a Venezuela, mas sim torpedear a unidade de Nossa América.

5.      A Conjura de Lima pretende, conforme a diretrizes imperiais, impor uma política de tutelagem e ameaças contra a Venezuela, que não se corresponde nem pertence a este tempo histórico, e representa o principal risco para a paz e a estabilidade de Venezuela e de Nossa América.

6.      A República Bolivariana de Venezuela alerta aos povos deste grupo de países ao respeito do papel que cumprem seus governos como braço executor do império estadunidense para reeditar a triste história da Doutrina Monroe, chamada agora no Século XXI "América Primeiro", com a qual o Governo dos Estados Unidos de América pretende recolonizar os povos independentes do continente.

7.      A República Bolivariana de Venezuela faz um chamado à Comunidade Internacional e aos povos do mundo a condenar esta conduta intervencionista, inamistosa e irresponsável de Conjura de Lima que não atua a modo próprio e sim sob a direção do país com a maior despesa militar a nível mundial.

8.      O direito e não a força abusiva, ou a ameaça do uso da força, deve ser a fonte das relações entre nossos países.

Caracas, 19 de Agosto de 2017

REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA

MINISTÉRIO DO PODER POPULAR PARA RELAÇÕES EXTERIORES

COMUNICADO

1.      A República Bolivariana da Venezuela rechaça categoricamente o pronunciamento emitido o 18/08/2017 pela Porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América em relação às decisões soberanas da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), representante legítima do poder constituinte originário, surta da vontade popular do povo venezuelano, em eleições livres e universais, o qual constitui claramente um novo ato de ingerência nos assuntos internos venezuelanos por parte da administração americana, em violação dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e das normas do direito internacional.

2.      A República Bolivariana da Venezuela denuncia ante a comunidade internacional a campanha de desinformação impulsionada desde os grandes centros de poder mediático com o fim de aprofundar mais uma vez a paz e a estabilidade social da nação, recuperada logo depois da eleição democrática e do estabelecimento da ANC, depois de mais de 100 dias de violência e terrorismo promovido pela oposição venezuelana, com apoio forâneo.

3.      A República Bolivariana da Venezuela repudia energicamente a nova ameaça do império americano em relação à imposição de novas sanções econômicas e diplomáticas sobre a Pátria do Bolívar, as quais se somam a aberrante ameaça do Presidente Donald Trump, o passado 11/08/2017, em relação a uma intervenção militar contra nosso povo, nossa terra sagrada e nosso sistema de governo republicano e democrático.

4.      A República Bolivariana da Venezuela denuncia ante a comunidade internacional o quadro de agressões sistemáticas e planejadas pelos EUA, em detrimento dos princípios que regem as relações pacíficas e o espírito de diálogo e o entendimento político que deve prevalecer entre os Estados. O Governo dos Estados Unidos da América tem a intenção de quebrar todo padrão de possíveis relações de altura, igualdade e cooperação com a Venezuela, sobre a base do respeito mútuo. Sua política de ameaças, insultos e ordens imperiais não se corresponde nem pertencem a este tempo histórico, e representa o principal risco para a paz e a estabilidade da Venezuela e de Nossa América.

5.      A República Bolivariana da Venezuela alerta ao mundo sobre as novas justificativas do Governo dos Estados Unidos da América para continuar avançando no plano expansionista de agressão militar e intervenção contra nossa Pátria. Usando como braço executor a uma minoria de países conjurados no autodenominado Grupo de Lima, cuja função é justificar a triste historia da Doutrina Monroe, chamada agora no Século XXI "Primeiro América", o Governo dos Estados Unidos da América pretende recolonizar os povos independentes do continente.

6.      A República Bolivariana da Venezuela faz um chamado à comunidade internacional e aos povos livres do mundo a condenar coletivamente e sem equivocação a conduta foragida e irresponsável do principal produtor de armamentos a nível global e do país com o maior investimento militar a nível mundial. O direito e não a força abusiva ou a ameaça de seu uso deve ser a fonte das relações entre nossos países.

Caracas, 19 de Agosto de 2017

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