Pravda.ru

Notícias » Sociedade


Lembrar Amado Nervo

18.06.2009 | Fonte de informações:

Pravda.ru

 
Pages: 1234
Lembrar Amado Nervo

Com jeito descontraído e aconchegante o Embaixador mexicano em Montevidéu, Dom Cassio Luiselli recebeu o PRAVDA na sede da Embaixada na Cidade Velha. Confira o sentimento dele após 90 anos da morte do escritor e Embaixador mexicano em Montevidéu faz 90 anos e um mês quase.

PRAVDA: Senhor Embaixador, fale da sua carreira diplomática desde o início até hoje.

EMB. LUISELLI: Não sou diplomático de carreira. Fui sempre funcionário público e acadêmico. Esta é minha terceira embaixada mas fora ter o cargo de Embaixador, também fui Diretor Adito da CEPAL, do IICA (Instituto de Integração e Cooperação da Agricultura – ( www.iica.org ). Sou economista. Tem sido Vice-Ministro no México tendo cargos no Governo em outras oportunidades. Quanto á minha função diplomática tenho ficado na frente da Embaixada da Coréia do Sul (fim de 1989 até metade de 1993) com potestades na Mongólia; logo tive o grande privilégio de ser o primeiro Embaixador mexicano na África do Sul assim que o Apartheid acabou e na hora que o Mandela ia ficar na frente do Governo de 1994 á 1998. Mais logo estive no México como professor acadêmico no Instituto Tecnológico de Monterrey e como Vice-Ministro para o regulamento ambiental. Agora sim, logo veio minha etapa de Embaixador no Uruguai e como Representante Permanente do México perante ALADI – Associação Latino-Americana de Integração ( www.aladi.org ). No Uruguai fiquei cadastrado como Embaixador o 06 de Setembro de 2007, porém faz quase um ano e dez meses.

PRAVDA: É amante do futebol como a grande maioria dos mexicanos?

EMB. LUISELLI: Não sou, não. Gosto de futebol mas não sou aquele amante desse esporte. Sou fã do boxe que é um grande esporte no México. Quanto ao futebol, gosto dos grandes eventos, grandes jogos mas não fico com aquela paixão pelo futebol como acontece aqui no Uruguai. Gosto de futebol, só isso.

PRAVDA: Vamos treinar a memória Senhor Embaixador...onde ficou no decorrer de aquelas Taças do Mundo que aconteceram no México em 1970 e 1986.

EMB. LUISELLI: Vamos treinar então. Com certeza, me lembro sim. Quanto á Taça do Mundo México´70, estive na Cidade de México e posso me lembrar que o Brasil arvorou o Caneco de Campeão e o povo mexicano todo torceu pela Verde-Amarela no decorrer do torneio tendo como grande herói o Pelé. Veja só, agora no Brasil, você pega um taxi e os motoristas ainda se lembram daquele grande apoio que o povo mexicano deu para a seleção brasileira em 1970.

Quanto á Taça do Mundo 1986, também fiquei no México e tive o privilégio de ser mais um nas arquibancadas o dia que o Maradona concretizou aquele gol de placa perante a Inglaterra no Estádio Azteca. Foi um instante épico.

Também assisti o melhor jogo do século XX, foi o jogo Itália 4 x Alemanha 3 no México 1970 com grande emoção até o apito final do árbitro.

PRAVDA: A gripe suína continua atingindo ainda hoje a indústria turística mexicana que é uma das mais importantes?

EMB. LUISELLI: Vamos ver...eu diria que o nome é Febre A H1 N1 pois essa outra nomeação exprime um sentimento de desprezo, o porco simplesmente foi parte desse processo viral. Felizmente aquele pavor acabou. Temos conferido as curvas de Gauss quanto aos novos contágios e vítimas e aquelas cumes já rebaixaram muito.

Infelizmente agora o que foi uma epidemia tornou-se pandemia global em outras partes do mundo.

Infelizmente acabou refletindo na economia mexicana pois o país ficou sem aquela movimentação. As grandes cidades ficaram «congeladas» por alguns dias, cidades que são muito fortes. O turismo também derrubou de jeito dramático. Muito devagar e de forma gradativa começou a decolagem mais uma vez só que logo acabamos topando uma outra crise, a crise financeira mundial. Foi crise, acima de crise. Aliás, o México é forte e vai se encaminhar de novo naquele rumo fértil. Este foi um ano muito difícil para o México.

PRAVDA: Foi justa a decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol «deixando fora» desta versão da Taça Libertadores aos times mexicanos?

EMB. LUISELLI: Foi extremamente injusto e muito pouco gentil. O pessoal mexicano que anda na rua o dia a dia ficou muito chateado. Acho que vai refletir no futuro. Não estou envolvendo apenas as redes de tevê senão a população toda. Leve em consideração que a nossa população atingiu os 110 milhões e o ingresso per capita está nos 12 mil dólares americanos. Trata-se de um mercado importante com muitos fãs do futebol da gema. Porém acho que foi ruim que alguns times ficassem avançando nesta Taça Libertadores querendo pular por cima uma fase do torneio. Não foi elegante no mínimo. Uma página infeliz no relacionamento esportivo destes países.

PRAVDA: O senhor acha que os times foram os responsáveis ou a própria Confederação Sul-Americana de Futebol?

EMB. LUISELLI: Não envolve países nem nada a ver com a diplomacia. É um negócio simplesmente esportivo. No meu caso reflito aquele sentimento do cidadão mexicano.

PRAVDA: Nos últimos anos houve uma tendência das Embaixadas de ficar na Cidade Velha montevideana, acho que a Embaixada Mexicana compartilha esse olhar?

 
Pages: 1234
17405
Loading. Please wait...

Fotos popular