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11 de outubro, Dia Internacional da Rapariga

13.10.2015 | Fonte de informações:

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11 de outubro, Dia Internacional da Rapariga

Lema: "O Poder das adolescentes - visão para 2030 ''

A comunidade internacional avalia os progressos no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), desde 2000, estabelece as metas a serem alcançadas até 2030; e as meninas que nasceram no início do milénio (ano 2000) terão atingido a adolescência este ano enquanto as meninas nascidas este ano serão adolescentes em 2030.

Verifica-se porém que as adolescentes não têm constado da agenda pública internacional e de desenvolvimento. As raparigas passam por situações de discriminação e violência todos os dias por todo o mundo. Por exemplo uma em cada 10 raparigas menor de 20 anos já foi violada ou submetida a actos sexuais forçados; cerca de 1 quarto das raparigas com idades entre os 15 e os 19 anos disse ter sido vítima de violência assim que atingiu os 15 anos; Cerca de 500 mil milhões de mulheres e meninas não têm instalações adequadas para tratar da higiene menstrual com dignidade, privacidade e segurança.

Em Angola, segundo os dados do relatório sobre a situação da criança lançado em Julho deste ano pelo UNICEF, a gravidez contribui para cerca de 7.5% do abandono escolar ou não ingresso na escola. Cerca de 3% dos casos de gravidez verificam-se entre os 12 e os 14 anos de idade e cerca de 7% entre os 15 e 17 anos de idade.

Diante de cenários como estes e como forma de reconhecer a importância de investir na capacitação e direitos dos adolescentes, tanto agora como no futuro, o tema do Dia da Rapariga em 2015 é "O Poder das adolescentes - visão para 2030".

Pretende-se com este tema reafirmar que as adolescentes têm o poder e o potencial para tornar o mundo melhor para si e para todos nós. Está comprovado, por exemplo, que se todas as mulheres tivessem pelo menos o ensino secundário seria de esperar uma redução de 49% na morte de crianças. Nos países africanos subsarianos e do Oeste da Asia poderá ocorrer uma redução de 64% no casamento infantil se todas as mulheres estudarem pelo menos até ao ensino secundário.

As adolescentes têm direito a uma vida segura, educada, e saudável, não só durante esses anos críticos para a sua formação, mas também à medida que amadurecem como mulheres. Se forem efectivamente apoiadas durante a adolescência, as meninas têm o potencial de mudar o mundo - hoje como raparigas e amanhã como mulheres, trabalhadoras, mães, empresárias, chefes de família e líderes políticos. Um investimento em perceber o poder das adolescentes contribui para a defesa dos seus direitos hoje e garante um futuro mais justo e próspero.

Por isso todas as organizações das Nações Unidas, os Estados-Membros, organizações da sociedade civil e do sector privado são chamados a unir forças e a reafirmar o seu compromisso de acabar com o flagelo da violência contra as raparigas adolescentes e promover a sua capacitação.

Ao longo dos últimos 15 anos, a humanidade tem feito progressos significativos na melhoria da vida das raparigas durante a primeira infância. Hoje, por exemplo, as raparigas nos primeiros 10 anos de vida têm mais possibilidade de se matricular na escola primária, receber as vacinas indicadas, e são menos propensas a sofrer de problemas de saúde e nutrição comparando com as gerações anteriores. No entanto, tem havido um investimento insuficiente na resposta aos desafios que as raparigas enfrentam depois dos 10 anos de idade. Isso inclui a obtenção de um ensino secundário e superior de qualidade, evitando o casamento infantil, a disponibilização de informações e serviços relacionados com a puberdade e saúde reprodutiva, e as formas de protecção contra a gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis e violência baseada no género.

Numa altura em que estão a ser lançadas as metas para um desenvolvimento sustentável (ODS) a serem implementadas ao longo dos próximos 15 anos, é hora de celebrar as conquistas que beneficiaram as meninas e apoiar as aspirações da geração actual e futura de adolescentes para que elas realizem plenamente o seu potencial como actrizes essenciais na realização de um mundo sustentável e equitativo.

Investir nas adolescentes é uma das maneiras mais inteligentes de garantir um futuro melhor e mais sustentável. Recomenda-se deste modo que sejam feitos investimentos direccionados para programas e serviços específicos para esta faixa, podendo com isso capacita-las e aumentar as chances de se tornarem líderes e inovadoras de amanhã.

O Dia Internacional da Rapariga foi celebrado pela primeira vez no dia 11 de Outubro de 2012. A data foi adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Dezembro de 2011, pretende reconhecer os direitos das raparigas e os desafios que elas enfrentam. 

UNICEF Angola

 

 
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