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Revista Eletrônica Arma da Critica

12.02.2009 | Fonte de informações:

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APRESENTAÇÃO

Na sua Contribuição à crítica da filosofia do direito de Hegel de 1844, Marx afirma que “a arma da crítica não pode substituir a crítica das armas”. Com isso, esclarecia que a atividade intelectual, por si mesma, não pode superar o domínio do capital. Por conseguinte, defendeu até seus últimos dias a necessidade de a reflexão teórica fundar-se numa “força material” contraposta efetivamente à “força material” da burguesia. Isso ocorreu de inúmeras maneiras no Século XX. Os trabalhadores, da cidade e do campo, realizaram a “crítica das armas” ao capitalismo e a sua barbárie, em particular na Revolução Russa de Outubro, onde foi demonstrado de maneira vitoriosa, pela primeira vez na história, que as classes subalternas detêm a possibilidade de gerir a sociedade de acordo com os interesses da maioria.

É distante da perspectiva fundada por Marx qualquer desprezo pela teoria, enquanto explicitação do movimento do real, com suas contradições e possibilidades. Marx sabia, mais do que ninguém, que qualquer rebaixamento ou anulação da teoria a favor de um praticismo autocentrado favorece, em última instância, as tendências burocráticas e pró-burguesas presentes no movimento dos trabalhadores. Nesse sentido, no mesmo texto citado acima, Marx explicita que “a teoria em si torna-se também uma força material quando se apodera das massas”.

Mas, não qualquer teoria, porque a “teoria só se realiza num povo na medida em que é a realização das suas necessidades”. É essa a orientação da Revista Eletrônica Arma da Crítica, que, ao se organizar sob as coordenadas teóricas do marxismo ontológico, pretende “agarrar as coisas pela raiz”. E no radicalismo da teoria, exercer a crítica aos limites do mundo regido pelo capital, apresentando as possibilidades da emancipação humana.

A constituição da Revista Eletrônica Arma da Crítica, antes de ser uma decisão acadêmica, é uma exigência do próprio mundo dos homens na atual conjuntura de crise do capital. Apesar dos discursos e ações a favor de uma “nova ordem mundial”, da “globalização” e da “cidadania planetária”, aprofundam-se cada vez mais as feições mais grotescas do capitalismo, da fome e violência extremas a um cotidiano cada vez mais ausente de sentido.

Diante disso, as diversas matizes do irracionalismo pós-moderno e da razão instrumental-manipulatória, refrações ideais do mundo burguês, emudecem quanto às possibilidades de superação do horizonte da crise do capital. Ao mesmo tempo, as forças materiais do trabalho resistem de variadas maneiras à barbárie e reorganizam-se em ritmos diferenciados, o que, por inúmeras mediações, se expressa no plano da produção teórica, no aumento de publicações, linhas de pesquisas, centros de estudos e grupos referenciados no marxismo. Exemplo particular do interesse crescente pela orientação marxista revela-se, dentre nós, nos quinze anos de atuação do Instituto de Estudos e Pesquisas do Movimento Operário – IMO da Universidade Estadual do Ceará – UECE e na Linha Marxismo, Educação e Luta de Classes, efetivada em fevereiro de 2008, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Ceará – UFC. Entendemos, porém, que tais tendências não são arbitrárias. Lembrando novamente Marx: “Não basta que o pensamento procure realizar-se; a realidade deve igualmente compelir ao pensamento”.

Por esse prisma, a Revista Eletrônica Arma da Crítica pretende contribuir para o fortalecimento do debate marxista, veiculando a pesquisa produzida no contexto do IMO, da Linha Marxismo, Educação e Luta de Classes e dos Grupos de Pesquisas Trabalho, Educação e Luta de Classes e Ontologia Marxiana e Educação, bem como, favorecendo a interlocução com pesquisadores de outros grupos ou regiões, maiormente afinados com as premissas aqui esboçadas.

http://www.armadacritica.ufc.br/

POLÍTICA EDITORIAL

A Revista Arma da Crítica é um periódico anual eletrônico organizado sob as coordenadas teóricas do marxismo ontológico, aberto à colaboração de intelectuais e militantes comprometidos com a luta pelo socialismo. Propõe articular as produções dos diversos grupos do pensamento marxiano que atuam na comunidade acadêmica brasileira e estrangeira, dando preferência a artigos originais, resultados de estudos e pesquisas concluídas ou em andamento, na forma de números temáticos (dossiês) e/ou ou não temáticos.

A revista privilegia os temas vinculados às seguintes linhas de pesquisa: Ontologia, método e a perspectiva da emancipação; A relação teoria e prática e o problema da transição socialista; Marxismo e movimento operário; Ontologia marxiana, educação e formação do educador; A educação, a crise do capital e o avanço da luta ideológica; A reforma da educação brasileira sob o signo do mercado; O Movimento de Educação para Todos e a crítica marxista; Política educacional, financiamento da educação e reprodução do capital.

A Revista promove a publicação de resenhas de livros e procura debater temas de interesse geral através de entrevistas e/ou relatos de experiências. Publica também resumos de teses de doutorado e dissertações de mestrado, valorizando e estimulando a participação de autores pertencentes a duas ou mais instituições, aceitando, ainda, artigos em língua estrangeira. Nesse sentido, está aberta a colaborações, reservando-se o direito de publicar ou não os textos enviados espontaneamente à redação. Todos os artigos são submetidos à avaliação de dois pareceristas.

É importante destacar que a Revista Eletrônica Arma da Crítica está inserida no âmbito do termo de cooperação acadêmica intermediado pelo Instituto de Estudos e Pesquisa do Movimento Operário da Universidade Estadual do Ceará (IMO/UECE) entre o Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará - Linha de Pesquisa Marxismo, Educação e Luta de Classes (E-Luta) e o Curso de Mestrado Acadêmico em Educação do Centro de Educação da UECE (CMAE/UECE).

EXPEDIENTE

Editores
Susana Jimenez
Jackline Rabelo
Maria das Dores Mendes Segundo
Frederico Jorge Ferreira Costa

Coordenação editorial
Jackline Rabelo

Comitê editorial
Susana Jimenez ( susana_jimenez@uol.com.br )
Jackline Rabelo ( jacklinerabelo@uol.com.br )
José Ferreira de Alencar (in memoriam)
Frederico Jorge Ferreira Costa ( frederico1917@yahoo.com.br )
Maria das Dores Mendes Segundo ( mendesegundo@uol.com.br )
Betânia Moraes ( betania.moraes@uol.com.br )
Ruth de Paula Gonçalves ( ruthm@secrel.com.br )
Edna Bertoldo ( edna_bertoldo@hotmail.com )

Conselho Editorial
Betânia Moraes (UECE)
Cleide Quixadá (UnB)
Cristiane Porfírio do Rio (UFC)
Edna Bertoldo (UFAL)
Eduardo Chagas (UFC)
Frederico Jorge Ferreira Costa (UECE)
George Mészáros (Warwick University, Coventry, UK)
Gilmaísa Macedo da Costa (UFAL)
Hermínio Borges Neto (UFC)
Helena Freres (IMO/UECE)
Ivo Tonet (UFAL)
Jackline Rabelo (UFC)
José Álbio Moreira Sales (UECE)
Liana Brito de Castro Araújo (UECE)
Luís Távora Furtado Ribeiro (UFC)
Luzia Siqueira Vasconcelos (PUC/Campinas)
Lúcia Aparecida Valadares Sartório (Centro Educacional São Camilo/ SP)
Marcos Del Roio (UNESP/Campus de Marília)
Manoel Fernandes de Sousa Neto (USP)
Maria das Dores Mendes Segundo (UECE)
Maria do Socorro Lucena Lima (UECE)
Maurilene do Carmo (UECE)
Maria Isabel Batista Serrão (UFSC)
Osterne Maia (UECE)
Paulo Tumolo (UFSC)
Raquel Dias Araújo (UECE)
Ruth de Paula Gonçalves (UECE)
Sérgio Lessa (UFAL)
Sueli Terezinha Ferreira Martins (UNESP/Campus de São José do Rio Preto)
Susana Jimenez (UECE)
Waldemarin Coelho Gomes (UFPB)

Revisão
Helena Freres

Frederico Costa

 
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