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A Região Africana reforça as capacidades de preparação para o novo coronavírus

10.02.2020 | Fonte de informações:

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A Região Africana reforça as capacidades de preparação para o novo coronavírus

Brazzaville, 7 de Fevereiro de 2020 - Embora não existam casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus na Região Africana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está a reforçar o apoio prestado aos países na detecção e gestão de casos suspeitos e a elaborar uma resposta robusta para o caso de ser detectado um primeiro caso.

 

O continente mantém relações estreitas com a China, que se encontra no epicentro do surto, motivo pelo qual a OMS considera que existe um risco elevado de o 2019-nCoV fazer a sua aparição na Região Africana. Desde 22 de Janeiro de 2020, a OMS já recebeu dezenas de alertas, de 20 países, relacionados com possíveis infecções causadas pelo novo coronavírus. Depois de investigarem esses alertas para determinar se se trata de casos suspeitos de 2019-nCoV, os países recolhem amostras que são, em seguida, enviadas aos laboratórios para análise.

 

Como se trata de um novo vírus, até ao início desta semana, só dois laboratórios (um no Senegal e outro na África do Sul) dispunham dos reagentes necessários para testar as amostras. Esses laboratórios serviam de referência para diversos países na Região. Desde então, quatro novos países (Gana, Madagáscar, Nigéria e Serra Leoa) disponibilizaram-se para realizar testes. A OMS está a enviar kits para 29 laboratórios, na Região Africana, para garantir que dispõem dos meios necessários para diagnosticar o novo coronavírus e testar, pela mesma ocasião, as amostras enviadas pelos países vizinhos.

 

"A aparição de um novo vírus representa sempre um desafio e a maioria dos laboratórios em África não tem o equipamento essencial para testar um novo patógeno", declarou a Dra. Matshidiso Moeti, Directora Regional da OMS para a África. "A OMS está a colaborar com os países para alargar rapidamente as capacidades de diagnóstico do 2019-nCoV. É fundamental que os países na Região possam detectar e tratar casos graves de forma precoce, uma vez que permitiria evitar a propagação de um surto que iria, mais tarde, destabilizar os sistemas de saúde frágeis.

 

A OMS identificou 13 países de prioridade máxima na Região que precisam de ser vigiados de perto devido aos seus laços directos com a China ou ao elevado volume de viagens para o país. A OMS apoia activamente os países na coordenação dos seus esforços de preparação e já foram destacados efectivos adicionais para sete dos treze países, prevendo-se, até ao final da semana, o destacamento completo de todas as equipas em todos os países. A OMS está a enviar equipamento de protecção a agentes de saúde, bem como termómetros e outros equipamentos essenciais para a realização de rastreios e a gestão de casos suspeitos nos aeroportos e pontos de entrada. Apesar de os países de prioridade máxima representarem o principal campo de acção da OMS, a Organização irá apoiar todos os países na Região a prepararem-se para o novo coronavírus.

 

A OMS está a colaborar com parceiros para reforçar o nível de preparação em determinadas áreas, incluindo no que diz respeito à sensibilização das comunidades e ao aumento das capacidades de tratamento, caso seja necessário.

 

Muitos países estão a tirar partido do conhecimento que adquiriram durante uma pandemia de gripe para se preparem, uma vez que o coronavírus causa doenças semelhantes à gripe. Além disso, desde o surto do Ébola na República Democrática do Congo em 2018, a OMS e os parceiros têm ajudado os países a preparem-se para possíveis casos de Ébola. Estes esforços, que levaram a um aumento da capacidade de vigilância e à gestão de casos de infecção, podem também contribuir para a luta contra o novo coronavírus. 

 

 

Para se protegerem do novo vírus, a OMS recomenda às pessoas que confeccionem os alimentos de forma segura e que sigam as práticas relativas à lavagem das mãos e as regras de higiene respiratória. Isto inclui lavar as mãos com água e sabão ou gel desinfectante à base de álcool, cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel ou o braço sempre que tossir ou espirrar, evitar o contacto directo com qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe, e cozinhar bem os alimentos, sobretudo a carne.

 

De acordo com as informações comunicadas à OMS a 4 de Fevereiro de 2020, a China conta com 20 471 casos confirmados e 425 mortos. No resto do mundo, foram confirmados 159 casos em 23 países e uma pessoa faleceu.

 

Nota para o editor:

Os 13 países de prioridade máxima na Região Africana são: África do Sul, Angola, Argélia, Côte d'Ivoire, Etiópia, Gana, Maurícia, Nigéria, Quénia, República Democrática do Congo, Tanzânia, Uganda e Zâmbia

OMS Angola

 

 

 
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