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Quanto pior, melhor

05.03.2012 | Fonte de informações:

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Quanto pior, melhor

Quanto pior, melhor. 16554.jpegO país United States of America - USA representa uma forma de poder ditatorial, unilateral, infelizmente, anti-democrático.

Em nome da defesa do planeta, é autor de diversas intervenções de destruição em massa, tipo Coréia, Vietnam, Laos, Camboja, Afeganistão, Iraque. Em cada atitude destas, exterminaram milhões de vidas civis. A última guerra contra o Iraque foi totalmente descabida, sustentada em um jogo absurdo de mentiras e mais mentiras. Se existisse decência, seriam julgados e responsabilizados.

O jogo, no entanto, é bem diverso e maquiavélico.

A bandeira dos direitos humanos e da liberdade é falsa. Mais, constitui uma grande farsa.

Da mesma forma, a United Nations, não possui mais legitimidade a não ser pela força de seu armamento de destruição em massa.

A velha Liga das Nações Unidas não conseguiu parar o mundo quando de um lado do jogo se posicionam os senhores do universo.

Novamente, com o processo do Irã, a mesma história vem sendo recontada como se o planeta inteiro não fosse capaz de reagir, criticar, ponderar, analisar, avaliar, pensar, argumentar, discutir e alcançar o bom senso tão necessário para todos.

Definitivamente, as ameaças não podem fazer parte do processo democrático, na base da imposição unilateral. As entidades intermediadoras precisam ser idôneas, independentes e absolutamente imparciais. Tal situação não existe.

Todos organismos da United Nations estão profundamente comprometidos com os interesses maiores do Tio Sam. Rezam a cartilha dos senhores da terra e do mundo.

Neste ambiente, o mundo depende do bom senso da Rússia, Índia, China e outros poucos capazes de contrabalançar os detentores das armas de destruição em massa.

O planeta possui questões muito maiores, como os profundos desequilíbrios sociais, os temas ambientais, a acidificação dos oceanos, e entre outros, a construção de uma nova escala de valores.

Não é possível concordar com a tese do quanto pior, melhor.

Todos os arsenais nucleares representam uma séria afronta contra a humanidade. O homem precisa encontrar alguma forma mais inteligente de conviver, sem a necessidade de matar um ao outro, de interferir aonde desejar de acordo com o jogo de conveniências, de dominar, impor, subjugar.

Será que precisamos aguardar o acontecimento de catástrofes para reagir?

Como é possível desenvolver humanos mais inteligentes, mais modernos, mais responsáveis, mais comprometidos com o bem-estar do planeta?

Do jeito que está, competimos com os bárbaros. É possível que eles eram mais sensatos.

 

Orquiza, José Roberto

Escritor

 

 
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