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Colírio e Glaucoma

26.05.2008 | Fonte de informações:

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Doença sem sintoma que lentamente reduz o campo visual, o glaucoma atinge 5,2 milhões de pessoas no mundo e é apontado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a principal causa de cegueira irreversível. No Brasil são mais de 900 mil casos, mas metade dos portadores nem desconfia ter a doença, por não perceber alterações na visão.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Biurnier, Leôncio Queiroz Neto, formam grupos de risco quem tem alta miopia, diabetes, já passou por trauma ocular ou tem familiares portadores de glaucoma. Por prevenção, afirma, estes grupos devem fazer exame de vista periodicamente. Isso porque, é necessário perder mais de 40% dos prolongamentos do nervo óptico para que a redução do campo de visão seja percebida e o custo do tratamento é três vezes maior quando a doença já está em estágio avançado.

Ele explica que o glaucoma é decorrente de enfermidades que dificultam o escoamento do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular. Isso leva ao aumento da pressão intra-ocular que comprime o nervo óptico, podendo causar a morte de suas células e perda permanente da visão. Para interromper a perda da visão são indicados colírios que mantém a pressão intra-ocular em nível normal, entre 10 e 21 mmHg.

O problema é que um estudo realizado por Queiroz Neto nos últimos seis meses com 184 portadores de glaucoma mostra que 45% dos pacientes não fazem o tratamento corretamente e 20% interrompem o uso dos colírios por causa do alto custo. Dos que não fizeram o tratamento correto, 52% desperdiçou colírio pingando mais que uma gota, 24% instilou o colírio fora da mucosa ocular, 13% se esqueceu de usar e 11% usou de forma descontínua por causa dos efeitos adversos.

O médico afirma que pingar mais que uma gota dos colírios encarece o tratamento e aumenta a absorção pelo organismo podendo ocorrer sintomas como aumento da pressão arterial, secreção gástrica, inflamação, dor de cabeça e falta de ar.

Já pingar colírio fora da mucosa ocular, esquecer de usar ou instilar de forma descontínua para não sentir desconforto nos olhos agrava a doença. Mesmo quem já passou por trabeculoplastia, procedimento em que é feita uma aplicação de laser para melhorar o escoamento do humor aquoso e reduzir a pressão intra-ocular, em 50% dos casos não pode deixar de usar a medicação, adverte.

Em olhos saudáveis, observa, o nervo óptico tem 1,25 milhões de células ganglionares. No estágio avançado do glaucoma, quando o portador percebe redução do campo visual, já são apenas 50 mil células com possibilidade de perder de 3 mil a 5 mil células ao ano sem a medicação, ou seja, pode levar à cegueira entre 10 e 16 anos.

As principais recomendações para fazer o tratamento correto do glaucoma são:

Lave as mãos antes de aplicar o colírio.

Verifique no frasco se é recomendado agitar o produto antes de usar.

Incline a cabeça para trás.

Flexione a pálpebra inferior com o indicador.

Com a outra mão segure o dosador

Coloque o medicamento sem relar no bico dosado, evitando a contaminação.

Pressione com o polegar o canto interno do olho para reduzir efeitos colaterais

Feche os olhos por 3 minutos para garantir o efeito

Se usar lentes de contato retire-as antes da aplicação

Recoloque as lentes de contato depois de 10 minutos da aplicação

Em caso de prescrição de mais de um colírio aguarde 15 minutos entre um e outro

Eutrópia Turazzi – LDC Comunicação

 
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