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Brasil: Cuba qualifica de genocida campanha contra colaboração médica

18.02.2020 | Fonte de informações:

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Brasil: Cuba qualifica de genocida campanha contra colaboração médica

Brasília, 17 fev (Prensa Latina) Cuba qualifica hoje de genocida a campanha contra a colaboração médica que brinda no mundo, sob um princípio de solidariedade a partir do legado do Herói Nacional José Martí de que Pátria é humanidade.

Assim o expressou à TV Comunitária o encarregado de Negócios da embaixada de Cuba neste gigante país sul-americano, Rolando Gómez, que afirmou que esse princípio martiano, o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, 'o converteu em patrimônio de nosso povo'.

Durante a entrevista explicou que 'essa concepção filosófica, humanista, de solidariedade, Fidel a inculcou desde o início do processo revolucionário na ilha (janeiro de 1959)'.

Gómez dissertou sobre como Cuba quase ficou sem médicos a princípios da Revolução (década de 1960), porque a maioria abandonou a ilha. No entanto, 'ante um chamado e uma necessidade imperiosa do irmão povo da Argélia, enviou uma brigada médica e todos seus serviços'.

Desta maneira, prosseguiu o diplomata, apareceu o tema da saúde e seu caráter humano em benefício das mudanças que propunha a Revolução.

'Foram-se criando escolas de medicinas, formando médicos, especialistas, com uma concepção de um serviço à população e brindá-lo com a maior qualidade possível, desde o princípio de priorizar a atenção primária de saúde', indicou.

Detalhou que depois de fenômenos naturais, como furacões, terremotos e outros flagelos sanitários em muitas nações, em sua maioria do Terceiro Mundo, surgiu a colaboração médica internacional de Cuba, a qual 'tem sido uma maneira de demonstrar ao mundo que se um país pequeno, bloqueado, é capaz de fazer tanto pela humanidade, quanto poderiam fazer outros desenvolvidos e com recursos'.

Para Gómez, 'esse foi o exemplo que Fidel transladou à humanidade e Cuba o dá de humanidade e solidariedade ao mundo, o qual todos queremos que seja melhor'.

Denunciou que a campanha contra a colaboração médica 'tem sua origem no recrudescimento do bloqueio por parte dos Estados Unidos e a escalada de suas agressões contra Cuba'.

Denunciou também que os médicos cubanos estão formados no espírito do humanismo, a não ver a medicina como uma mercadoria, como um objetivo de vida, mas como um serviço à população.

Reconheceu que a exportação de serviços médicos se converteu no produto que mais rendimentos contribui à ilha, inclusive supera o turismo.

'E daí propôs-se Donald Trump: afetar de qualquer maneira esses recursos ao país. Essa é a explicação. Tenta cortar por todos os meios que Cuba não possa contar com esses rendimentos da colaboração médica', referiu o encarregado de Negócios.

Alertou que Washington pressiona a governos para cercear a colaboração cubana, presente em 65 países, pese a que seus povos reconhecem da qualidade dos profissionais cubanos.

Por exemplo, declarou Gómez, 'o povo brasileiro conheceu dessa aptidão. Aqui chegaram a trabalhar 11.400 médicos da ilha nos 27 estados e reconhece-se que viviam consagrados à atenção de seus pacientes'.

'Isso não o suporta o Governo de Estados Unidos... e só um pensamento tão maquiavélico e distorcido, tão vingativo e genocida pode montar uma campanha tão infame contra nossos médicos', destacou o diplomata.

 

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