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O medo do Lula e a vergonha do FHC

15.03.2017 | Fonte de informações:

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Nem tanto pelo político, nem tanta pela falta de opção televisiva em si, mas o que de novo me chamou a atenção foi a pasmaceira dos ilustres "entrevistadores de plantão", óbvios e ululantes em perguntas de jecas, suspeitos selecionados de ocasião para ataques levianos e infames contra o Governo Lula.


Todos coiós, caipiras, jecas totais, órfãos capengas e viúvas cegas do FHNistão, o Pai da Fome (o "sucesso" do inumano, amoral e irreal Plano Real rendeu milhões de desempregados), teimando em queimar o entrevistado sobre o Lula antigo e o Lula Light, o Discurso e a Prática do PT, como se quisessem os perguntadores sem assunto (ou um mínimo de inteligência e total falta de criatividade) que o Lula não tivesse feito à época em pouco meses de governo ético, humanista e transparente, o que o ídolo deles não fez em oito anos, quebrando a  classe média, trocando a nossa moeda pau a pau pelo dólar, e depois da maquiavélica reeleição o Real irreal não valer nadica de nada, além das falcatruas das Privatizações-roubos, carros com ágio, o Apagão - que foi tanto moral quanto incompetência técnica-administrativa-funcional - para não dizer dos nichos de corrupção apagados pelo governo tucano com alta verba pública a deus-dará, mais a grana dada a um parente do FHC para um banco falido que, a fundo perdido, foi um atestado de improbidade contra o qual grande parte da mídia suspeita fez vistas grossas, a justiça conivente, além, claro, do ridículo ex-Ministro da Educação que fazia mais propaganda de entidades privadas do que trabalhava pelos mestres frustrados em todos os aspectos, além de ter dado alta verba pública para particulares escolas superiores falidas por suspeita incompetência gerencial, problema grave que deveria ser auditado pela Polícia Federal, com apuração dinâmica e indo fundo na Caixa Preta desse ministério do pior ministro da educação que o já Brasil teve.


Voltando a vaca fria: os arautos do arbítrio, os corvos amigos do alheio esperavam, torcendo contra, que Lula fizesse besteiras, que o dólar subisse, que subisse o Risco Brasil (e o Risco Bush?), que a inflação camuflada degringolasse, que o País Maravilha quebrasse nas mãos de um operário, e, claro, o ex-socialista, ex-marxista e ex-ateu, ególatra, poliglota e pegador, galinha, muito amiguinho de jornalistas decrépitos e malformados, iria voltar soberano e posudo nos braços do povo. Ledo engano. História é outra coisa. FHC saiu com alta taxa de rejeição, e o  Presidente Lula com o melhor índice de avaliação política na história da república.


Em postura ética-plural-comunitária em favor do povão - razão de ser do estado, preceitua o próprio direito constitucional - Lula à época tinha feito em seis meses muito mais do que um poliglota janota e boçal em oito anos. Saravá, Celso Furtado.
A época pensaram que o PT era um bicho de Sete Cabeças, no mau sentido da expressão. Foi e continua sendo no bom sentido, de erros a acertos, de mais altos que baixos, de bocudos a xiitas, de altaneiros a justos, de fermentos a flores, de ótimo custo-benefício, e nunca se viu um neonacionalismo altivo e vibrante, nunca se viu tanta gente limpa do mundo pró-Lula apoiando as mudanças que foram paulatinas e equilibradas, e a caterva que punha tapete vermelho na Europa pro Viajando-Henrique-Cardoso ficava financiando babaquaras de plantão, tentando assim queimar o filme do Lula que nós admiramos, e que mesmo na sua simplicidade e falta de estudos (que podem aventar até), fala a língua do povo, parece e é do povo, enquanto o ex-Presidente que engessou o Tribunal Superior com medo de ir preso, era um marionete nas mãos de seus partidários babaquaras lambidos e enfezados de poses, e um PFL amoral e inumano. Benza Deus! Vade retro!


Não, companheiro leitor, sabemos que não precisa ter medo do Lula. E ódio é para neofascistas padrão global, os asnoias. Ele é exatamente isso, de Metalúrgico a Ligth, do várias vezes derrotado, ao melhor presidente que o Brasil teve, de milhões de seres carentes na inclusão social e com conquistas fora de série desde a CLT. Deveríamos apurar as vergonhas descabidas do FHC? Sim, e ver que rastros podres teríamos do começo ao fim de seu governo que faliu a classe média. Deveríamos cobrar uma auditoria internacional nas tais privatizações-roubos do PSDB et caterva, inclusive e também as suspeitas de desvio de verbas públicas altíssimas  no Rodoanel em Sampa, e também sobre os  boatos de que um promotor que estaria em cima do caso, apurando as bocas nas botijas públicas, teria sido promovido e elevado a altos escalões de autarquias hierárquicas, o que lhe permitiriam ganhar mais e esquecer o abacaxi de grosso calibre, talvez até com interligação no Crime do Banestado. Boato ou fato? Ah se a Rede Globo fosse investigar mais essa pataquada... A propina reinou desde 1500, depois na ditadura dos militares ladrões, corruptos, incompetentes e senis, violentos, e na era FHC foi o auge. Mas não deu na Globo, né não?


Assim, encerrando, podem ter medo do que conhecemos bem, mas deveriam mesmo era ter vergonha da herança do capitalhordismo americanalhado e uma globalização neoliberal, inumana e aética deixada pelo FHNistão o Pai da Fome, principalmente made in Samparaguai, o estado máfia, do PSDB feito a nova velha UDN, pois deixaram um legado hediondo para o Lula, e o Lula trabalhou na dureza, porque criticá-lo, falar mal dele, inventar o inexistente, procurar pêlo em ovo depois de tudo, para não dizer num suspeito estágio açodado de parte da mídia atrelada a agiotas do capital estrangeiro, é de uma falta de escrúpulos sem tamanho. Só não vê quem é comprometido com máfias e quadrilhas de nosso Brazyl S/A de muito ouro e pouco pão.


Não, não vão fazer do Lula um novo Jango. Os tempos são outros. Para os que radicalizam em críticas bisonhas, de asnonautas a coxinhas Hipoglós, o povão deve dizer que sejam mais criativos, que pensem nos miseráveis, ou, aos usurpadores e babaquaras fascistas disseminando ódio, falando sério, diríamos:
Vão trabalhar, vagabundos!
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SILAS CORREA LEITE
Professor, conselheiro diplomado em direitos humanos, jornalista comunitário, ciberpoeta e escritor premiado, consta em mais de oitocentos links de sites, até no exterior, entre eles Cronópios, Observatório de Imprensa, Correio do Brasil, EisFluências e outros, Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor, Prêmio Paulo Leminski de Contos, Prêmio Ignácio de Loyola Brandão de Contos, Prêmio Biblioteca Mário de Andrade (São Paulo, Gestão Marilena Chauí), Prêmio Literal (Fundação Petrobrás, Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda),   Prêmio Instituto Piaget/Cancioneiro infanto-juvenil, Portugal, vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP-Parceiros do Tietê/Jornal O Estado de São Paulo/Rádio Eldorado) entre outros, publicou em revistas, jornais, tabloides, fanzines, como Revista da Web, Trem Itabirano, Panorama Editorial, Revista Construir, DF Letras, Mundo Lusíada (Portugal), etc. Autor, entre outros, de Porta-Lapsos, Poemas, All-Print, SP, Campo de Trigo Com Corvos, contos premiados, Editora Design, SC (finalista no Telecom, Portugal), DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Editora Multifoco, GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, romance,  GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório, romance, e O Menino Que Queria Ser Super-Herói, romance infantojuvenil, ambos a venda site Amazon e do ebook de sucesso O RINOCERONTE DE CLARICE, onze contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, destaque na grande mídia (Estadão, Diário Popular, Revista Época) inclusive televisiva, por ser o primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, tendo sido entrevistado por Márcia Peltier (Momento Cultural/Jornal da Noite, REDE BAND), Metrópolis e Provocações (TV Cultura), entre outros, e a obra, por ser pioneira e única no gênero, foi recomendada como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, do Mestrado de Ciência da Linguagem da UNIC-Sul de SC, tese de Mestrado na Universidade de Brasília e tese de Doutorado na UFAL. Seu estatuto de poeta foi vertido para o espanhol, francês, inglês e russo. Contatos: poesilas@terra.comr.br


 

 
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