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Fraturas na Europa: França pivoteia-se para Putin, Chipre oferece a Moscou uma base militar

13.02.2015 | Fonte de informações:

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Fraturas na Europa: França pivoteia-se para Putin, Chipre oferece a Moscou uma base militar, Alemanha-EUA racham por causa da Ucrânia

8/2/2015, Tyler Durden, Zero Hedge 
http://www.zerohedge.com/news/2015-02-08/europe-fractures-france-pivots-putin-cyprus-offers-moscow-military-base-germany-us-s


Depois do sumário, ontem, da imensa farsa em que se converteram as conversações "de paz" da Cúpula Minsk/Ucrânia, as várias partes envolvidas parecem estar-se separando, ainda mais rapidamente fraturadas hoje [domingo, 8/2]. 

As manchetes sucedem-se rápidas e gordas, mas as mais acertadas parecem ser:Apesar de John Kerry persistir em surto de negação de qualquer separação entre Alemanha e EUA sobre os EUA fornecerem armas à Ucrânia, o ministro alemão de Relações Exteriores Steinmeier denunciou a estratégia de Washington como "não apenas temerária, mas também contraproducente." 

Ainda mais significativo parece ser o continuado pivoteamento da França na direção dos russos...

Depois de François Hollande ter exigido maior autonomia para o leste da Ucrânia, também o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy veio a público em declarado apoio à Rússia (e especificamente contra os EUA): "somos parte de uma civilização comum com a Rússia" - e acrescentou que "os interesses dos norte-americanos com os russos não são os interesses de Europa e Rússia."  Até a OTAN parece ter desistido de qualquer esperança; as declarações de Stoltenberg mostram pouco otimismo; e a decisão de Chipre, de autorizar a Rússia a usar o solo cipriota para instalação de bases militares sugere que as coisas absolutamente não vão bem na 'união' europeia.

O ministro alemão de Relações Exteriores repicou hoje, sobre a posição alemã de rejeitar entregas de armas à Ucrânia, em discurso no domingo...


* GABRIEL DIZ QUE ALEMANHA NUNCA APOIARÁ O FORNECIMENTO DE ARMAS À UCRÂNIA 

* A EUROPA VÊ COMO MÁ IDEIA A ENTREGA DE ARMAS À UCRÂNIA: LAVROV

"Considero a ideia não apenas temerária, mas também contraproducente"
disse o ministro Steinmeier na Conferência de Segurança de Munique. Steinmeier também reagiu contra as críticas de senadores e outras autoridades norte-americanas, no domingo, à posição da Alemanha sobre fornecimento de armas. A Casa Branca continua a falar sobre entregar armas à Ucrânia, em apoio ao governo de Kiev, no leste do país. 

"É possível que insistamos tanto porque conhecemos bem a região", disse Steinmeier.


Mas para John Kerry... nada disso! Tudo vai esplendorosamente bem... E ele nega qualquer divergência entre Europa e EUA na política para a Rússia.


O secretário de estado John Kerry negou, nesse domingo, qualquer divisão entre EUA e Europa sobre como lidar com a Rússia, no momento em que a Alemanha anunciava outra reunião de alto nível organizada para controlar a crise na Ucrânia.

Kerry disse em conferência de segurança a Munique que "posso assegurar a todos que não há qualquer divisão, não há ruptura alguma" entre Washington e seus aliados europeus, em torno da crise na Ucrânia.

"Estamos unidos, estamos trabalhando em íntima união" - disse Kerry à conferência, depois de reuniões com seus contrapartes francês e alemão. "Todos concordamos com que esse desafio não terminará pelo uso de força militar. Estamos unidos em nossa diplomacia."


Mas talvez mais significativo seja o visível continuado pivoteamento da França na direção da Rússia... Depois de François Hollande ter exigido maior autonomia para o leste da Ucrânia, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy saiu também em aparente apoio à Rússia (e especificamente contra os EUA).


"Somos parte de uma civilização comum com a Rússia," disse Sarkozy
, falando no sábado num congresso da União para um Partido do Movimento Popular (UMP), presidido pelo ex-presidente da França.

"Os interesses dos norte-americanos com os russos não são os interesses de Europa e Rússia", disse Sarkozy, acrescentando que "não queremos o renascimento de uma Guerra Fria entre Europa e Rússia."

"A Crimeia escolheu a Rússia e não há por que culpá-la por isso" - disse Sarkozy, destacando que "temos de encontrar os meios para criar uma força de manutenção da paz que proteja os falantes de russo dentro da Ucrânia."


E como se não bastasse, Chipre se une ao bloco da separação, oferecendo-se para assinar, dia 25/2/2015, um acordo de cooperação militar que dará à Rússia o direito de usar bases militares implantadas em solo cipriota...

A base aérea que os aviões russos usarão localiza-se a cerca de 40km de distância da base aérea militar britânica soberana em Akrotiri, no litoral sul de Chipre, e que dá suporte a operações da OTAN nas regiões do Oriente Próximo e Oriente Médio. 

Parece que até a OTAN já sabe que não haverá "acordo de paz"... 

          - STOLTENBERG: "IMPOSSÍVEL GARANTIR" QUE SAIRÁ DE MINSK ALGUM CESSAR-FOGO


Mas ainda há esperanças... como espera o vice-chanceler alemão... 

          - GABRILE DA ALEMANHA DIZ-SE 'CAUTELOSAMENTE OTIMISTA' SOBRE A CÚPULA DE MINSK

e EXIGE...

          - PUTIN TEM DE ACEITAR A "MÃO ESTENDIDA" DA UNIÃO EUROPEIA, diz GABRIEL 

mas em seguida afina...

          - A UNIÃO EUROPEIA BUSCA RENOVADA PARCERIA PÓS-CRISE COM A RÚSSIA: GABRIEL

Logo todos veremos no que dará tudo isso: 

          - RÚSSIA ANUNCIA REUNIÕES DIAS 9-10 DE FEVEREIRO SOBRE A UCRÂNIA, PARA PREPARAR A CÚPULA DE MINSK.

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