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O fim de tudo

12.07.2011 | Fonte de informações:

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O fim de tudo

Hoje é comum notarmos uma preocupação excessiva com o planeta.

O fim de tudo. 15293.jpegÉ certa.  Muitas queimadas, devastação do verde, emissão de gases tóxicos na atmosfera, poluição dos nossos mananciais d'água.  A continuar, nossa Vida terá fim antecipado.

 

            Mas ele é certo e conhecido.  Interessante que o Universo talvez seja mais conhecido do que o próprio homem, uma surpresa para muitos.  Mas é fato que não pode ser questionado: quem afirma é a Física, que no seu saber absoluto conhece o Universo como a Medicina não conhece o homem.

 

            A origem é duvidosa.  Embora o big bang, ou a grande explosão inicial seja amplamente divulgada, é apenas uma teoria, não está provada.

 

            Mas o estudo do cosmo está avançado demais.  De acordo com a cor e o brilho de uma estrela, pode determinar-se sua idade aproximada e a quantidade de elementos químicos nela contidos.

 

            O universo tem vida própria, e princípios definidos.  As leis de Kepler, cada vez mais comprovadas como verdadeiras, somam-se aos estudos subsequentes.  Newton complementou com forte contribuição e a lista de nomes continua até chegar ao notável Albert Einstein.

 

            O que se sabe, com exatidão?  Muitos fatos.  Todos os corpos celestes têm movimento, invariavelmente de órbita elíptica em torno de um corpo maior, geralmente uma estrela. Estas, por sua vez, não são fixas como se pensa, e caminham junto com todo o complexo que nos cerca.  Com a surpreendente constatação de vida e morte.

 

            Tomando como exemplo uma estrela, o nosso Sol, sabemos muito a respeito dele.  Não é uma estrela expressiva.  A atividade estelar é conhecida, e foi através da observação que hoje conhecemos a energia nuclear.  A bomba provém deste estudo.  Qualquer estrela tem uma quantidade determinada de hidrogênio.  Por pressão interior, este hidrogênio é transformado em hélio, gerando luz e calor, como a bomba, que já se disse produto de observação das estrelas.  Ora, o hidrogênio queimado um dia chegará ao fim.  Quando isto acontece, a estrela se contrai e logo após expande-se violentamente, como uma nova ou supernova, destruindo os corpos celestes mais próximos.

 

            Assim é que o Sol, em torno do qual orbitamos elipticamente em aproximadamente trezentos e sessenta e cinco dias e seis horas, está com sua data marcada para morrer.  Em aproximadamente seis bilhões de anos, ele explode e arrasa o sistema planetário.  Mas muito antes o homem já estará desaparecido da Terra, por conta do frio que vai atacar nosso planeta.

 

            Ninguém se incomoda, é certo.  Dentro deste tempo, até mesmo nosso pó será ínfimo.  Isto nada quer dizer.  As estrelas envelhecem, explodem e dão vida a outros corpos celestes.

 

            Órion, a constelação conhecida por mostrar as Três Marias, é um berçário de estrelas.  Ali ocorreu uma grande explosão, observada e anotada pelos chineses em 1054.

 

            É quando vem o homem e pergunta: e Deus?

 

            Deus assiste ao que se passa, já que é criação humana, para mitigar e justificar os fatos que não conhecemos.  Não tem a menor interferência neste processo.  Estou negando sua existência?  De modo algum.  Ele existe dentro de nós, e Jesus foi o seu grande Profeta.   

 

 

 

Jorge Cortás Sader Filho é escritor

 
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