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Educar o jovem é uma das estratégias de combate à AIDS

12.06.2010 | Fonte de informações:

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Há 10 anos, os 191 países da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive o Brasil, assinaram um compromisso de melhorar a qualidade de vida da população mundial. Para isso, estabeleceram oito objetivos a serem seguidos por todas as nações, os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ou ODM. Recentemente, foi divulgado um balaço do cumprimento dessas metas e para mostrar o que vem sendo feito, o Em Questão e a NBR prepararam oito entrevistas, uma para cada ODM.

ODM 6 – Meta: Combater a AIDS, a Malária e outras doenças


Entrevista com o assessor especial do Ministério da Saúde, Adson França.
Na saúde o Brasil é um exemplo. O desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS) propiciou, por volta da década de 80, um forte movimento sanitário. A Fundação Oswaldo Cruz também é hoje uma das fundações de maior referência no mundo. O País passou a garantir um amplo acesso ao tratamento gratuito. Agora damos mais um outro salto de qualidade. Quebramos o licenciamento compulsório de um medicamento. A medicação era vendida pela indústria estrangeira, era cara, e o preço não mudava porque só aquela indústria estava produzindo. Partimos para a produção nacional de medicamentos.


No enfrentamento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), o País lançou três grandes políticas. Enfrentamento da feminização da AIDS, a orientação para homossexuais e travestis e o programa de saúde nas escolas. É preciso envolver o jovem que está começando a ter relação sexual. Temos pesquisas que mostram que 30% deles tiveram a primeira relação sem preservativo. O governo liberou 500 milhões de preservativos gratuitamente. A compra para o ano que vem deve chegar a 1,2 bilhão. Inauguramos uma fábrica com borracha da Amazônia no Acre para enfrentamento dessa produção de preservativo e persistimos nas campanhas na educação dos jovens.


O combate à malária, tuberculose, hanseníase e outras endemias está também neste sexto desafio. Dos casos de malária no Brasil, 99,8% estão na Amazônia Legal. Ampliar a atenção básica na Amazônia é fundamental. Fazer com que as equipes Saúde da Família cheguem organizadamente, que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.


Sobre a tuberculose, o problema não é falta de medicamento. Precisamos lutar contra o abandono do tratamento, que é nosso maior desafio. Muita gente começa a melhorar e para de tomar o remédio. Precisamos persistir em campanhas educativas para mostrar que não é um tratamento simples. É longo, exige disciplina da pessoa e a solidariedade da família.


As doenças endêmicas não ficam paradas em um único lugar. Em alguns casos a infestação chega a níveis elevados e diminui em outro momento. O sucesso dos tratamentos está ligado ao diagnóstico precoce e à persistência.

SECOM

 
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