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Violências e abusos: Análise

07.07.2008 | Fonte de informações:

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Violências e abusos - uma sucinta análise - No transcurso da vida, principalmente durante a inocência e a dependência que acompanham a infância, muitos seres são expostos a indignas, violentas e desagradáveis situações que deixam uma profunda marca em suas psiques.

No transcurso da vida, principalmente durante a inocência e a dependência que acompanham a infância, muitos seres são expostos a indignas, violentas e desagradáveis situações que deixam uma profunda marca em suas psiques.


Tais indesejáveis momentos são, mormente, causados pelos pais, familiares próximos, irmãos ou irmãs mais velhos ou maestros escolares e são materializados por meio de grotescas, insultantes e deprimentes vociferações verbais ou irascíveis ataques físicos. Em ambos os casos a mensagem que a criança grava na memória é uma lembrança negativa, minimizadora de suas latentes qualidades e restritiva de suas inerentes expressões.


Ademais, na limitada capacidade mental da criança que é objeto destes nefastos momentos é quase inconcebível o fato de que alguém que ela ama tanto, ou de quem ela depende para sobreviver, possa executar tais atos e, como conseqüência, ela inconscientemente acaba concebendo a possibilidade de que tal evento tenho sido gerado por algo errado que ela realizou e, diretamente, ela acaba se culpando por algo que não tinha nenhuma relação com o seu comportamento.


No entanto, a realidade demonstra que, na maioria dos casos, a criança serve apenas de válvula de escape para as dores, aflições e problemas de outras pessoas que, por infinitas razões, não souberam lidar com suas próprias frustrações ou conflitos e que, provavelmente, também tenham sido alvo do mesmo tipo de atrocidades durante suas infâncias e que, inconscientemente, estão apenas perpetuando um modus vivendis aos quais eles também foram expostos, ou seja, as crianças do presente acabam tornando-se vítimas de outras vítimas do passado.


Uma análise pragmática deste, embora indesejável e muitas vezes ignorado, padrão de comportamento e transferência, é uma eficiente ferramenta que pode ser utilizada por, em primeiro lugar, pessoas que tenham sido oprimidas durante períodos que elas não tinham a capacidade, nem física, nem mental, de se protegerem, em segundo lugar, por pessoas que, inconscientemente, seguem perpetuando os trágicos ciclos aos quais elas também foram expostas e, por último, por educadores que possuem a sensibilidade de perceber dentre seus pupilos atitudes de crianças que estejam sendo vítimas de violências.


Depois desta concisa introdução, uma pergunta inevitavelmente surge, porque é importante perceber, entender e assimilar esta realidade que paira sobre a humanidade?


Principalmente, porque as conseqüências resultantes da contínua, ou esporádica, exposição a tais ocasiões possuem um profundo, sutil e negativo impacto, tanto no consciente quanto no inconsciente, do ser que sofreu tais atrocidades de maneira tal que o levam a inferir que sua própria existência é uma dor, um sofrimento e uma ruína tanto para si quanto para os que estão ao seu redor.


Como resultado, a auto-estima da criança começa a ser, paulatinamente, minimizada, suprimida e desgastada, a autoconfiança sofre avalanches de destruição podendo até chegar à inexistência da mesma, a pueril sensação de inocência que é o oásis de onde emergem as moléculas do amor, da fé e da esperança começam a ser exauridas e extraídas podendo até minguar a vertente de tão necessária fonte e, finalmente, a confiança nas pessoas, esta imaculada e auspiciosa coluna infantil, começa a desmoronar durante o processo de solidificação da personalidade do ser.


Assim sendo, se temos, ainda que concisamente, uma noção das razões pelas quais é importante reconhecer tais problemas, outro inevitável questionamento salta frente aos olhos, isto é, o que fazer quando isto acontece?


Indubitavelmente, o espectro de alternativas é amplo e variado, mesmo assim, um dos passos mais importantes que deve ser tomado neste processo é aceitar a existência de tal realidade, pois apenas quando se concebe que uma realidade está presente é que se podem buscar as maneiras de resolvê-la.


Ademais, após o aceite, quase que inevitavelmente, emerge do mecanismo de defesa das pessoas uma letal arma que é disparada contra aqueles que, outrora, foram os causadores de suas dores e, neste momento, as pessoas começam a livre, veemente e nocivamente culpar todos os que estiveram envolvidos nos problemas que ela sofreu.


No entanto, é importante estar consciente que esta atitude, por mais tentadora, relaxante e tranqüilizadora que possa parecer, não auxilia em nada o processo de entendimento, muito pelo contrário, ela é um alternativo caminho cujo pavimento possui as mesmas características que a pessoa está tentando destruir, ou seja, culpar os outros apenas mantém o mesmo nóxio padrão coercivo.


Então, se a pessoa aceita o fato de que algo desagradável aconteceu, mas não pode transferir de volta aos seus agressores, ou a outrem, por meio de julgamento ou represálias, o que ela pode fazer?


Embora isto requeira doses de desapego, moléculas de discernimento e garoas de amor, o passo mais objetivo, pragmático e tangível que a pessoa pode tomar é utilizar-se de toda a objetividade que ela possa encontrar no âmago do seu tolerante, doce e fraterno coração para que, como resultado, ela possa ver todos os atos sob uma perspectiva de o porquê os opressores atuaram daquela maneira e, quando isto acontece, inevitavelmente, ela chegará à conclusão de que, na maioria dos casos, os tiranos fizeram o que fizeram por medo, por descontrole, por insegurança e por não terem a força, a coragem e a atitude de aceitar e tentar encontrar auxílio para resolver suas destrutivas posturas.


No momento em que qualquer pessoa que tenha sido alvo de desagradáveis ofensas consiga adotar tão objetiva e nobre postura, ela estará dando o primeiro passo para a reconstrução de sua sanidade mental, para a manifestação de sua grandiosidade emocional e para a exaltação de sua digna humanidade.


Ademais, depois de todo este processo de verificação, análise, possíveis cursos de ação e potenciais benefícios, o que mais a pessoa pode esperar?


Sucintamente, o ser que consegue alcançar este ponto, seja sozinho ou com o auxílio de profissionais capacitados, adentra um novo ciclo de sua vida porque, em primeiro plano, ele estará findando um desagradável ciclo que possivelmente vinha se perpetuando por gerações na árvore genealógica de sua família, em segundo lugar, ele estará estabelecendo as bases para o reconhecimento de que sua natureza é repleta de veneráveis luzes que existem para que ele seja uma brilhante estrela no transcurso de sua vida, em terceiro lugar, ele se conscientizará que sua essência é repleta de magnânimas forças que existem para que as limitações sejam superadas, os possíveis obstáculos sejam vencidos e todos os sonhos sejam materializados e, finalmente, ele estará abrindo as portas da esperança, do carinho e da fraternidade que lhe auxiliarão a decorar o castelo de sua vida com as mais augustas, benevolentes e bem-aventuradas peças e, como conseqüência, ele estará manifestando a imanente divindade que sempre existiu dentro dele.


Ademais, o mais importante de todo o processo é que a pessoa que logra todos estes sublimes ganhos estará inexorável, benéfica e exaustivamente, contribuindo para a melhora na qualidade de sua vida e, indiretamente, na vida do planeta.


Desta maneira, que todo o ser consciente, audaz e argucioso tenha a força mental, a coragem e a sutileza para ser um pro ativo agente de mudança de quaisquer indignos atos que possam, porventura, terem acontecido ou estarem acontecendo em sua vida.


Abraços e carpe diem,
Tadany

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