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África com mais visibilidade na ONU

07.06.2019 | Fonte de informações:

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África com mais visibilidade na ONU

Nações Unidas, 6 jun (Prensa Latina) Depois da eleição do diplomata da Nigéria, Tijjani Muhammad- Bande, para presidente da Assembléia Geral da ONU em seu próximo 74 período de sessões, o continente africano ganha hoje mais visibilidade na organização multilateral.

 

Entretanto, Gana ocupará o primeiro assento na sala do maior organismo das Nações Unidas pois no sorteio deste ano, esse foi o país que caiu em mãos do secretário geral da ONU, António Guterres.

Ambas as ações contribuirão verdadeiramente para colocar no centro da agenda da Assembléia a situação na África, região afetada por vários conflitos de longa data que ocupam há anos a atenção do Conselho de Segurança.

Precisamente, a paz e a segurança figuram entre as prioridades esboçadas pelo recém eleito presidente da Assembléia Geral.

Em um encontro com a imprensa, Muhammad-Bande também enfatizou em que prestará especial atenção durante seu mandato -que começará em setembro- à ação climática e aos Objetivos dos Desenvolvimento Sustentável, em particular, à erradicação da fome e a pobreza, e o impulso à educação.

Por exemplo, na África pode ser visto como algumas confrontações estão muito relacionados com os problemas ambientais, por isso é tão importante a ação climática, realçou o diplomata nigeriano.

Assim mesmo, referiu-se a que vários dos conflitos que fazem parte do programa de trabalho do Conselho ocorrem na África: diante do palco, da paz e da segurança são temas urgentes para a região.

O representante nigeriano também se referiu à reforma do Conselho, a qual já tem demorado demasiado tempo e urgentes progressos para conseguir consensos sobre o tema.

Um dos pontos desta reforma está relacionado com a composição desse organismo de 15 membros, que não resulta representativo nem reflete a cambiante realidade global, segundo coincidem a maioria dos membros da ONU.

O continente africano é um dos sub representados pois só tem três integrantes não permanentes, que agora são África do Sul, Guiné Equatorial e Costa do Marfim.

Enquanto as potências ocidentais dominam entre os cinco membros permanentes, o quais são Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia.

Apesar disto, as vozes da África se fazem sentir de outros espaços na ONU, como os do Grupo dos 77 mais a China e o Movimento de Países Não Alinhados.

Por sua vez, o secretário geral António Guterres considera que nestes momentos existe uma renovada ênfase na associação estratégica entre as Nações Unidas e a União Africana (UA), o qual está dando bons resultados.

Em sua mensagem pelo Dia da África, no último dia 30 de maio, recordou que desde que assumiu o cargo à frente do organismo multilateral em 2017, prioriza essa associação estratégica e se referiu a diferentes convênios de colaboração existentes.

Guterres destacou a cooperação em função das operações de manutenção de paz e do apoio às iniciativas da UA sobre a prevenção e a mediação, incluído o Silenciamiento das armas para 2020 e a Rede de Mulheres Líderes da África.

Nações Unidas trabalha com a UA e os Estados membros da África para lutar contra a mudança climática, um problema que define nosso tempo e que afeta especialmente essa região, afundou o secretário geral.

Outra feliz coincidência mostra que de 2015 a 2024 se celebra o Decênio Internacional para os Afrodescendentes, uma forma em que a comunidade internacional reconhece que os afrodescendentes representam um grupo específico cujos direitos humanos devem ser promovidos e protegidos.

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