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Meningite: 72 mortes na Bahia

04.08.2009 | Fonte de informações:

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Louise Cibelle, do A TARDE
Fonte: A Tarde Online


Pouca gente sabe, mas o inverno pode causar danos bem maiores do que uma simples gripe. A meningite é presença quase sempre certa nesta época. De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), até a última sexta-feira, 72 pessoas morreram vítimas da doença na Bahia este ano, sendo 629 casos confirmados. Só a meningite menincogócica, a forma mais grave da doença, matou 26 pessoas em 30 municípios do Estado. Os dados alertam para os perigos da doença, que pode infectar tanto crianças como adultos.


O pediatra e infectologista Paulo César Guimarães, professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis e membro do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, explica que a meningite é um processo inflamatório e infeccioso que atinge as meninges (membranas cerebrais que revestem o sistema nervoso central) e que pode levar a vítima ao estado de coma e até à morte.


Segundo o especialista, a doença pode ser causada, principalmente, por vírus ou por algumas espécies de bactérias, que entram no organismo por meio das vias respiratórias – o que explica a maior incidência da doença no inverno. Ambientes fechados são favoráveis à transmissão dos agentes biológicos.

Prevenção – Como é possível, então, se prevenir da doença? Uma das formas são as vacinas, encontrada em centros de saúde particulares. De acordo com o infectologista Guimarães, não há outro método tão eficiente quanto a vacinação. “As pessoas podem evitar a meningite da mesma forma que evitam uma gripe, evitando ambientes fechados e proximidade com quem está com o vírus, mas nada substitui a eficácia da vacina”, pontua.


O ideal, segundo o médico, é se vacinar contra a meningite desde cedo. Crianças de até dois anos estão mais suscetíveis a contrair meningite porque não desenvolveram ainda imunidade aos agentes que provocam a doença. No entanto, adultos que não se vacinaram na infância e trabalham em lugares com pouca ventilação, por exemplo, ou que sofrem de doenças respiratórias, também estão vulneráveis. Rigidez da nuca, febre, dores de cabeça são alguns dos sintomas. Os recém-nascidos apresentam perda da capacidade de sucção e moleira abalada, ou seja, um pouco levantada.


O infectologista ainda ressalta que a população não precisa ficar preocupada com o risco de uma epidemia no momento. “A meningite é uma doença sazonal que pode ser evitada. O número de casos da doença ainda é controlado no Brasil”, afirma.


Referência – O Sistema Único de Sáude (SUS) disponibiliza vacinas para tipos como Hemofilos influenzae, responsável pela meningite em crianças pequenas, deixando, inclusive, mais sequelas que a meningite meningocócica. Guimarães lembra que, não só para meningite, mas para quase todas as doenças, a prevenção mais eficiente é a vacinação.


O Ministério da Saúde (MS) implantou Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) em todo País (atualmente são 38 CRIEs) para casos mais sérios. Em Salvador, funciona no Hospital Couto Maia.


Serviço
Hospital couto maia | Rua Rio São Francisco,s/n, Monte Serrat | Tel.: 3316-3084 / 3316-3467.

Texto: Louise Cibelle, do A TARDE

http://www.noticiasdabahia.com.br/editorias.php?idprog=354ac345fd8c6d7ef634d9a8e3d47b83&cod=4046

 
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