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Segurança: Potências têm dificuldade em superar visão militarista

04.02.2014 | Fonte de informações:

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Segurança: Potências têm dificuldade em superar visão militarista

Começou nesta sexta-feira (31/1), na Alemanha, a 50ª Conferência de Munique sobre Segurança, um dos fóruns que o militarismo ocidental ocupa, com a promoção de políticas opressoras em prol de uma "segurança" pensada quase exclusivamente em termos policialescos. A conferência que, neste ano, dura até domingo (2), apresenta-se como "uma reunião anual chave para a 'comunidade securitária' internacional" e, entretanto, afirma focar no diálogo global.

Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho

Secretário de Estado dos EUA John Kerry encontra-se com a chanceler alemã, Angela Merkel, antes de assistir à Conferência de Munique sobre Segurança, entre esta sexta (31/1) e domingo (2/2).


De acordo com a página da conferência, fundada em 1963, o objetivo da reunião seria a promoção da cooperação internacional para lidar com "os desafios securitários de hoje e do futuro." Nela participam representantes da realeza saudita, do império estadunidense e da chancelaria do Catar, por exemplo, que encontram mais um fórum onde reproduzir, entre os temas debatidos, o apoio aos grupos armados que buscam derrubar o governo sírio e a negligência retórica com relação às negociações entre Israel e a Autoridade Palestina.

Daí a importância de figuras como o ex-premiê e ex-ministro da Defesa Ehud Barak e de Joseph M. Cohen, conselheiro de Segurança Nacional de Israel, assim como de Kelly Ayotte, membro do Comitê do Senado estadunidense para os Serviços Armados.

Entretanto, também foi concedido algum espaço na programação para representantes do Instituto de Pesquisa Internacional sobre a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), que divulga relatórios frequentemente sobre o comércio internacional de armas e seu impacto nos conflitos violentos, e até ao chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, da líder do Comitê de Relações Exteriores do Congresso Popular da China, Fu Ying, entre outros - poucos -contrários à política de ingerência institucionalizada pelos EUA e pela União Europeia.

Para a discussão das negociações entre Israel e a Autoridade Palestina (AP), também estiveram presentes o chefe da equipe diplomática palestina, Saeb Erekat, e a ministra da Justiça israelense, Tzipi Livni, que foram introduzidos pelo representante do "Quarteto para o Oriente Médio" (EUA, União Europeia, Organização das Nações Unidas e Rússia), Tony Blair, nesta sexta.

O quarteto também previa uma reunião para debater formas de pressionar Israel e a AP a prosseguirem com as negociações, retomadas em julho do ano passado, mas estagnadas, embora o período para conversações termine em abril, sem possibilidade de extensão, de acordo com os diplomatas palestinos, devido à recusa israelense em congelar a construção de colônias e às exigências inaceitáveis avançadas pelo governo da direita racista de Benjamin Netanyahu.

Sobre a Síria, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, foi citado pelo portal da conferência como extremamente decepcionado com a Conferência Internacional "Genebra 2" pela "falta de avanço significativo", neste sábado (1º/2), embora ele tenha sido citado por outros meios afirmando a disposição das partes para a continuidade das negociações, após um recesso de uma semana.

Segundo Brahimi, a delegação do governo e da Coalizão Nacional Síria (CNS), que diz representar a oposição, estão "quebrando o gelo", embora o governo sírio venha denunciando a incoerência da participação de atores como os EUA, a União Europeia, a Arábia Saudita e a Turquia, principalmente, devido ao seu apoio explícito, inclusive com armamentos, aos grupos armados, muitos compostos por mercenários estrangeiros, extremistas religiosos e até responsáveis por atos de terrorismo.

Em âmbito mais geral, a conferência realiza painéis, neste sábado, sobre a política securitária europeia e sobre a relação transatlântica, marcada militarmente pela parceria constantemente ressuscitada, a Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan), cujo papel no mundo pós-Guerra Fria é reinventado para manter a iniciativa belicosa funcionando.

Sessões como a intitulada "Um Renascimento Transatlântico?" e a "Europa" são protagonizadas pelo secretário de Estado John Kerry e pelo secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, em uma, e por Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da Otan, Laurent Fabius, ministro das Relações Exteriores e Assuntos Europeus da França e, quiçá em posição de sabatina (das quais ele frequentemente sai com questionamentos relevantes), o chanceler da Rússia, Serguei Lavrov.

 
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