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Mensagem de Ano Novo

30.12.2004 | Fonte de informações:

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2004 foi um ano marcado pela aberração e monstruosidade, um ano diabólico em que as forças do Mal desafiaram o Bem, a Civilização e tudo para que a Humanidade tanto lutou por tantos milhares de anos.

O direito da criança de ir à escola e viver seu dia a dia em paz, o direito da criança colocar aquela pequena mão na mão de qualquer adulto, com a certeza de que nada de mau iria acontecer, o direito da criança crescer com segurança em qualquer parte do mundo foi retirado por aqueles monstros em Beslan.

Nesta altura a Rússia ficou a saber que tem muitos amigos a volta do mundo e os milhares de mensagens de solidariedade recebidas por PRAVDA.Ru, principalmente do Brasil, foram enviados às autoridades competentes, que muito agradeceram estes gestos francos e sentidos de sensibilidade e solidariedade. Todos ficaram mais fortes por isso.

A linha entre o Bem e o Mal foi mais uma vez atravessada pelo regime criminoso e assassino de Bush, cuja manipulação do medo lhe deu um aval por mais quatro anos de fascismo, da quebra de leis e normas pelos quais o Homem tanto sangrou e sofreu na sua história colectiva.

Os muitos casos de tortura cometidos no Iraque foram a confirmação dos piores receios daquela secção de humanidade, que zela por uma Nova Ordem Mundial baseada em direitos humanos, direitos fundamentais, no debate, diálogo e discussão, utilizando o Conselho de Segurança da ONU como o devido fórum para a resolução e gestão de crises.

Washington se divorciou desta comunidade, habilmente representada por Brasília, Moscovo, Paris, Berlim, Beijing, Caracas, Havana, Madrid agora, entre outros, que representam uma abordagem mais em linha com aquilo que a Humanidade merece dois mil anos depois de ter recebido a mensagem de Deus por Cristo e um milhar e meio de anos depois de tê-lo recebido outra vez por Maomé.

Desta vez, os satânicos cristãos dos Estados Unidos da América julgaram que torturar, chacinar, assassinar, destruir lares, deitar bombas de fragmentação em áreas residenciais, aterrorizar crianças e mulheres, violar, quebrar as normas da Carta da ONU, quebrar a Convenção de Genebra está bem e merece um aval. O sistema eleitoral dos EUA fez o resto.

No entanto, 2004 soletra o final deste tipo de acção por Washington. Foi longe demais, se esticou demais, quebrou o fio de confiança que liga a comunidade internacional e sabe disso muito bem.

Darfur foi outro desastre para a nossa história colectiva, que será julgada por futuras gerações, não por aquilo que pensamos em privado mas pelo que fizemos e escrevemos, pois a Internet serve de registo indelével, menos frágil que o suporte em papel. Que 2004 seja o registo que a comunidade internacional nada fez enquanto nas três províncias de Darfur a população civil ficou indefesa perante uma onda de violência étnica com fundamentos económicos, lançando mais que dois milhões de pessoas para o pior dos pesadelos. Sem apoio, sem segurança, sem comida, sem casa.

Porém nem tudo foi negativo. A Federação Russa viveu mais um ano de estabilidade económica, aumentou a qualidade de vida dos russos que fazem a difícil travessia da União Soviética para a Federação Russa moderna. Portugal viu o final do pior governo de sempre, que praticou políticas de laboratório, utilizando e insultando os portugueses como se fossem cobaias.

No Brasil, as políticas económicas e sociais do governo petista melhoram a vida dos brasileiros, que nunca tiveram uma situação tão boa, embora seja ainda longe do ideal. Em Angola, há francas melhorias na qualidade de vida dos angolanos, que viveram mais um ano em paz e num espírito de fraternidade.

São Tomé e Guiné-Bissau souberam resolver crises internas potencialmente perigosas com maturidade política e Moçambique registou mais um ano de estabilidade e crescimento. Cabo Verde viu seu estatuto de desenvolvimento melhorado para País de Desenvolvimento Médio. Timor progride. A CPLP, com os motores em Brasília e Lisboa bem afinados, faz da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa cada vez mais uma comunidade de irmãos e amigos.

Desejamos a todos os nossos colaboradores e leitores um Ano Novo que vos traga tudo o que mais desejarem, em nome do Bem. Obrigado por estarem connosco, que nós estaremos sempre com vocês.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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