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Sumário de notícias do dia

30.01.2003 | Fonte de informações:

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* O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, pronunciou-se, esta quinta-feira, pela "intensificação dos esforços da comunidade mundial virados para a busca de soluções diplomáticas e políticas dos actuais problemas enfrentados pela Humanidade na presente etapa ".

Segundo realçou o Presidente na cerimónia de entrega de credenciais, os últimos dias e semanas "dão-nos motivos para inquietação". Foi numa aparente alusão ao Iraque, ao Médio Oriente e ao problema nuclear norte-coreano, que o líder russo constatou "o agravamento da tensão naquelas regiões, o que deverá, por seu turno, criar estímulos para intensificar a busca de soluções políticas".

"Do êxito nesta caminhada, irá depender a realização do nosso objectivo estratégico comum que é a formação de uma ordem mundial democrática que seja assente em pilares e normas do direito internacional", salientou. Em primeiro lugar, frisou, trata-se da necessidade de "acatar a Carta Magna e respeitar os princípios de parceria e igualdade entre os Estados".

* Todas as declarações de que o Iraque manteria contactos com a Al-Qaeda não têm, por enquanto, confirmação concreta - disse, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, em Sófia, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Igor Ivanov.

"Até agora, nenhum país possui nem nos concedeu tais provas" - disse o ministro russo, acrescentando que, "se tais informações vierem a ser do nosso conhecimento, nós analisá-las-emos com toda a atenção". A posição russa "tem como base informações concretas e fidedignas" - disse o ministro russo.

Ivanov recordou que os países integrados na coligação antiterrorista internacional trocam informações, sabendo, portanto, quem e como apoia a Al-Qaeda. "O Iraque não está incluído na lista" - disse o ministro russo, tendo salientado igualmente que esta problemática não tem relação directa com os trabalhos dos inspectores internacionais no Iraque.

* Na Chechénia foram criadas "todas as condições necessárias para a realização do referendo checheno", considera o presidente da comissão parlamentar da defesa e segurança, Viktor Ozerov.

Referindo-se à Resolução da APCE relativa ao referendo, o senador disse que "se a votação estivesse em jogo, o governo russo e as autoridades chechenas teriam tomado uma decisão oportuna e urgente". "Mas tal ameaça não existe", frisou.

No seu parecer, o referendo seria indispensável para poder criar uma base jurídica para as futuras eleições de presidente e do parlamento. Ainda de acordo com Ozerov, os parlamentares europeus fizeram "declarações precipitadas", já que carecem de informações objectivas sobre a situação na Chechénia".

* O novo relator da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) sobre a Chechénia deve ser imparcial na avaliação da situação bna Chechénia - disse, esta quinta-feira, num encontro com jornalistas, o presidente do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento russo), Serguei Mironov, comentando a demissão de Lord Judd do posto de relator da APCE sobre a Chechénia.

Para Serguei Mironov, as declarações de Lord Judd foram sempre de certo modo parciais, dando a sensação de que ele não havia visto na Chechénia muita coisa.

Mironov recordou que a Chechénia faz parte da Federação da Rússia, exercendo, portanto, a Rússia o seu direito soberano sobre este território. "A Chechénia não é um elemento do Direito Internacional e o novo relator sobre a Chechénia deve tê-lo em conta - disse Mironov. Mironov valorizou os resultados do trabalho da delegação parlamentar russa à APCE que conseguiu uma resolução ponderada sobre a Chechénia. "O que conseguiram os nossos parlamentares é o reconhecimento da posição da Rússia" - disse Mironov.

"Se alguém sentir-se ofendido porque a sua proposta de resolução não foi aceita, é o direito dele" - frisou Mironov, acrescentando que a "posição da Rússia poderia ter tido reflexos maiores na resolução, mas, de qualquer maneira, a presente redacção é muito mais ponderada do que a original" - concluiu Mironov.

* Podemos constatar que as posições de Moscovo e Washington sobre o terrorismo na Chechénia estão agora mais próximas - declarou quarta-feira última o assessor do Presidente da Rússia, Serguei Yasterjembski, ao discursar no Clube Nacional de Imprensa em Washington. Na mesma ocasião, o porta-voz da Presidência russa realçou a proximidade dos posicionamentos dos dois países quanto ao problema checheno e ao terrorismo internacional tomado globalmente. O assessor do Presidente russo manteve encontros com a conselheira de Georges W. Bush para a segurança nacional, Condoleezza Rice, e com o responsável da Casa Branca para as comunicações estratégicas, Tucker Eskew, entre outras personalidades importantes da Administração e do Congresso dos EUA. "Agradecemos a todos a visão realista da situação na Chechénia e a colaboração prática ao nível dos serviços secretos", disse Yasterjembski, tendo observado que a mudança das ópticas em relação à luta contra o terrorismo na Chechénia não foi "um fruto da propaganda russa, antes pelo contrario, foi o produto da compreensão dos factos e da realidade nos Estados Unidos".

Yasterjembski realçou a colaboração dos Estados Unidos no que respeita "à identificação e eliminação das fontes de financiamento externo da actividade terrorista na Chechénia". O assessor de Putin constatou o melhoramento e maior eficácia da luta colectiva contra o financiamento do terrorismo depois dos atentados de 11 de Setembro e com o início da operação antiterrorista no Afeganistão. Nos Estados Unidos foram identificadas algumas fundações que, sendo alegadamente de beneficência, financiaram os terroristas chechenos. Serguei Yasterjembski citou concretamente a "Benevolence" e a "Global Relief Foundation", cujas filiais operavam na Chechénia, Inguchétia, Azerbaijão, Turquia e em outros países e regiões do mundo.

© RIAN

 
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