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A BBC relata eventos na Rússia

28.02.2006 | Fonte de informações:

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A BBC ganhou fama no mundo jornalístico como fonte fiável de informações desde seu começo em 1922. Por isso se espera que suas reportagens sejam objectivas e isentas de opinião. Será isso que vamos encontrar? Vamos ver…

Infelizmente, não, e sistematicamente não relativamente ao seu material sobre a Federação Russa, que sem excepção apresenta uma imagem negativa. Em vez de focar nos assuntos que afectam a vida diária, como por exemplo a crescente e constante melhoria de nível de vida dos cidadãos, particularmente durante a Presidência de Vladimir Putin, encontramos material tendencioso, politicamente motivado. Enfim, propaganda que pertence ao tempo da Guerra Fria, da qual o ocidente nunca recuperou.

Emma Simpson, correspondente da BBC em Moscovo, não fala desta realidade económica no seu relatório do dia 21 de Fevereiro. Nada do aumento em salários, em pensões, do poder de compra, da fiabilidade dos indicadores económicos, do facto que instituições russas ganham espaço diariamente nas listas de factores de risco.

Emma Simpson não viu nada disso na Rússia. O que viu essa........senhora, então? Em que caixote de lixo foi vasculhar porcaria para manter viva a imagem negativa da Rússia e dos russos para seus leitores no Reino Unido?

Em vez de concentrar sua procura em Moscovo, onde teria encontrado uma riqueza de histórias positivas que reflectem a realidade no país, a jornalista foi visitar a cidade de Tver na Rússia central. Talvez para noticiar as medidas especiais da Tver Oblast para captar investimento estrangeiro? Não. Então para informar acerca das excelentes oportunidades para turismo? Não. Ou talvez a sua história de 800 anos? Nada disso.

Quem visite o site da BBC sabe que a última notícia deste canal de informação sobre a cidade de Tver foi um artigo que falava da chacina de ursos na floresta de Tver por russos impiedosos.

Desta vez, Emma Simpson foi visitar o hospital local...afinal hospitais são geralmente uma bela fonte de histórias tristes. Uma vítima de um desastre de automóvel, por exemplo, pode ser um catalista para um artigo sobre alcoolismo, ou qualquer disparate sobre as estradas na Federação.

Mas não foi na urgência que Emma Simpson foi vasculhar, foi na maternidade, onde encontrou quatro bebés, e descobriu que dois deles eram filhos de mães com SIDA. Pronto! Abrem-se então as comportas de insanidade para esta jornalista, que deve ter tirado seu diploma de um pacote de sabão.

Por exemplo, estes exemplos de disparate tendencioso:

“A Rússia depressa rejeita aqueles com VIH”

“Se tiverem sorte, eles (os bebés) estarão aqui só 18 meses – o tempo que leva os médicos na Rússia a diagnosticar oficialmente se as crianças são sero-positivos” (leva apenas alguns dias)

Ou então, contradições como esta:

“As últimas cifras mostram que nasceram 22.000 bébés cujos mães tiveram VIH. E muitos estão a ser abandonados pelas suas mães para os cuidados do estado”.

Pouco depois, a mesma jornalista admite que isso é o caso com 10% destas crianças, na média.

Mais um exemplo do lixo que conspurca as páginas desta nobre instituição, que hoje em dia servem aparentemente apenas para o quarto de banho.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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