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Personalidade da Semana: Vladimir Putin

27.02.2005 | Fonte de informações:

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Enquanto Vladimir Putin nunca exprimiu a sua “preocupação” sobre o facto que George Bush enviou um número recorde de pessoas às suas mortes quando era governador de Texas e enquanto a Rússia respondeu ao acto de assassínio massiva dos EUA no Iraque sempre dentro da ONU, George Bush exprimiu quatro “preocupações” sobre a política interna e externa da Federação Russa: a cooperação nuclear com o Irão, liberdade da imprensa na Rússia, tratamento das minorias e a centralização do poder.

“A maneira em que a democracia é estabelecida e consolidada não deve comprometer o conceito da mesma”, foi a resposta hábil do presidente russo, que informou George Bush que a Rússia escolheu o caminho da democracia há 14 anos sem precisar do apoio de nenhum outro país. Por outras palavras, a Rússia não precisa dos comentários derisórios dum ocidente histórica e histericamente russófobo.

Vladimir Putin representa a continuação da subida no nível de vida para os cidadãos da Federação Russa e por implementar a autoridade do estado, não de Moscovo, sobre o resto do seu país, toma uma posição de patriota, implantando a regra da lei sobre a regra da oligarquia, garantindo que os recursos da Federação Russa sejam para o benefício dos russos.

Por “Russos” devemos entender centenas de grupos étnicos porque a Federação Russa é, e sempre foi, uma colectânea de grupos étnicos, raças, culturas e religiões. Por isso o que entende o Presidente Bush por “minorias”? Chechenos?

Por “Chechenos” Bush não quer dizer os 95% da população da República da Chechénia que votou massivamente para ficar dentro da Federação Russa num processo eleitoral livre, justo e democrático. Por “Chechenos”, Presidente Bush se refere aos 5% de extremistas que fazem a vida através do tráfico de armas e de drogas, raptos, prostituição e agora através do conflito armado. Se George Bush quer tomar o lado desta minoria de terroristas e criminosos internacionais, então não é melhor que Osama bin Laden. Talvez George Bush deveria visitar Beslan para entender o que significa o terrorismo checheno.

Apesar destes insultos, Vladimir Putin teve a personalidade e perícia de demonstrar que é grande homem de estado, declarando que os dois países têm mais em comum do que diferenças, mantendo um clima de amizade, envenenado pelos comentários insolentes e intrusivos da Condoleeza Rice e de George Bush nos dias antes da reunião.

Vladimir Putin nasceu em Leninegrado em 7 de Outubro de 1952, formando-se em direito na Universidade Estatal de Leninegrado em 1975 e depois tirando um doutoramento em economia.

Trabalhou no KGB (Serviço de Segurança do Estado), tornando-se Director de Operações na República Democrática da Alemanha entre 1985 e 1990. Neste ano, voltou a Leninegrado, onde foi Assistente ao Reitor da Universidade Estatal, responsável para Assuntos Internacionais, antes de se tornar Conselheiro ao Presidente da Câmara de Leninegrado.

Em Junho de 1991, Vladimir Putin se tornou Presidente da Comissão de Relações Internacionais da Câmara de São Petersburgo e depois de 1994, assumiu as funções de Primeiro Vice Presidente da Câmara de São Petersburgo. Em Agosto de 1996, foi nomeado Vice Director da Direcção de Gestão do Património do Presidente Eltsin.

Em Maio de 1997, tornou-se Vice Director da Administração Presidencial e Director da Direcção Central de Supervisão e Fiscalização e um ano depois, foi promovido a Primeiro Vice Director da Administração Presidencial. Em Julho de 1998, tornou-se Director do Serviço Federal de Segurança (FSB) e depois de Março 1999, assumiu as funções de Secretário do Conselho de Segurança.

Primeiro-ministro em Agosto de 1999, Vladimir Putin tornou-se Presidente Interino em 31 de Março de 1999 e foi eleito Presidente em 26 de Março de 2000, sendo reencaminhado por sufrágio popular em 14 de Março de 2004.

Em Vladimir Putin, os cidadãos da Federação Russa têm um Presidente que é patriota, que defende os interesses do estado e do seu povo e que não irá vender os interesses do seu país perante a contínua hostilidade dum clique de estados ciumentos dos consideráveis recursos da Rússia e que querem ver o estado a implodir em centenas de micro-nações.

Em Vladimir Putin, os cidadãos do mundo têm um parceiro e um aliado fiel que representa a regra da lei, que representa a resolução de crises dentro da organização das Nações Unidas, utilizando os princípios de discussão, debate e diálogo contra chantagem e chacina. É Vladimir Putin que representa, e pratica, a Democracia.

Timothy BANCROFT-HINCHEY PRAVDA.Ru

 
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