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Colômbia: Últimas

25.06.2019 | Fonte de informações:

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Colômbia: Últimas

Autor:  O Conselho Nacional dos Comuns

 

O Conselho Nacional dos Comuns, máxima instância de direção da Força Alternativa Revolucionária do Comum, convocado de emergência pelo presidente do partido, para analisar a grave situação de segurança que afeta ao conjunto de nossa militância, e que ceifou a vida de 133 ex-guerrilheiros, assim como de 34 de seus familiares e mais onze desaparecidos, que se somam aos mais de 600 compatriotas assassinados por seu papel de liderança em suas comunidades, ademais das constantes ameaças que circulam nos territórios e no deslocamento de milhares de compatriotas, declara:


1. Esses assassinatos sistemáticos constituem uma clara violação do Acordo Final para a Terminação do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Duradoura; e, portanto, são responsabilidade do Estado e do governo, que constitucionalmente estão na obrigação de garantir a vida e a segurança de todos os colombianos, incluídos os signatários do Acordo de Paz e os líderes sociais, tal como está consignado no ponto 3.4 do Acordo.

2. São inaceitáveis as explicações que até o momento ouvimos por parte de funcionários do governo e os informes publicados pela Procuradoria Geral da Nação, nos quais se apresentam frias cifras sobre supostos responsáveis, sem que se veja um claro compromisso por parte do Estado para garantir a vida de todos os colombianos e muito menos a intenção de pôr em marcha as políticas, os mecanismos e as medidas acordadas dentro do Plano Integral de Segurança para o Exercício da Política, que garanta a não repetição do fenômeno da violência política que tem sido uma das principais causas do conflito armado interno em nosso país. Pelo contrário, o que conhecemos é a intenção de pôr em marcha planos e medidas que desconhecem o pactuado, como é o denominado Plano de Ação Oportuna [PAO].

3. É igualmente inaceitável a campanha de estigmatização lançada contra nosso partido, seus militantes e dirigentes, desde a bancada do partido do governo, Centro Democrático, e do próprio presidente, que de alguma maneira estimula os instintos criminosos dos que apertam os gatilhos e que constituem uma campanha de perseguição política e fustigação contra os que somos signatários de um tratado de paz com o Estado.

4. Ante a gravidade da situação e as perspectivas de seu recrudescimento, por ocasião das próximas eleições locais e regionais, chamamos a atenção dos países garantidores, Cuba e Noruega, dos ex-presidentes Pepe Mujica e Felipe González, os quais integram o grupo de notáveis, assim como da Segunda Missão da Organização das Nações Unidas, cujo Conselho de Segurança proximamente visitará a Colômbia, e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, dado que dificilmente nosso partido terá plenas garantias para a participação no referido processo eleitoral.

4. Ao tempo em que reiteramos nosso compromisso de nos manter firmes no cumprimento do pactuado, chamamos também a Procuradoria Nacional e a Defensoria do Povo a que tomem partido neste assunto de vital importância para alcançar a consolidação da paz estável e duradoura em nosso país.

5. Convocamos a todos os setores da nação a superar a indiferença frente ao banho de sangue que estamos padecendo; o momento exige assumir a responsabilidade que todos os colombianos temos para evitar que a tão almejada paz termina afogada num charco de sangue. Só a mais vigorosa mobilização dos milhões de colombianos que apostamos na paz poderá deter os planos criminosos daqueles que se beneficiam econômica, política e socialmente da guerra.

Bogotá, 22 junho 2019

Tradução > Joaquim Lisboa Neto

 

 
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