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Serguei Lavrov: "Não apoiamos substituição violenta dos regimes"

23.04.2005 | Fonte de informações:

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Esta declaração pertence ao chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, que comentou assim a recente afirmação da secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, de que a Bielorrússia é "a última verdadeira ditadura na Europa Central" e que "chegou tempo de mudanças" naquele país.

As tentativas obcecadas da administração norte-americana de "exportar" a democracia são negativamente acolhidas por Moscovo oficial. Por isso, apesar de encarar positivamente as declarações de paz afirmando que a Rússia e o Ocidente não são adversários no espaço pós-soviético, para Moscovo estas não deixam de ser declarações ocas, porque os factos reais atestam o contrário. Ou seja, não param as tentativas de desalojar a Rússia das zonas e regiões da sua tradicional influência, as tentativas de alterar radicalmente o equilíbrio geo-estratégico de forças na Eurásia.

"É bem patente o desejo dos Estados Unidos de colocar sob o seu controlo todo o espaço pós-soviético", afirma o director do Centro de Conjuntura Política da Rússia, Konstantin Simonov. Para o analista, a investida de Condoleezza Rice contra a Bielorrússia foi muito dura e a própria figura da secretária de Estado representa "a ala mais radical da actual administração norte-americana".

Hoje para a Rússia as relações com a Bielorrússia são valiosas como nunca antes. Na opinião do vice-director do Centro das Tecnologias Políticas, Aleksei Makarkin, "a Bielorrússia é o único e verdadeiro aliado político e militar da Rússia na Europa. O país faz parte da União Rússia-Bielorrússia, da Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC). E mais ainda, muito em breve será criado o sistema único de defesa antiaérea dos dois países. É uma resposta convincente aos planos da cooperação dos Estados Unidos e da Ucrânia na defesa antiaérea".

O analista realça em particular que "a importância da Bielorrússia para a Rússia tem aumentado sobremaneira depois dos acontecimentos da "revolução laranja" na Ucrânia. Se anteriormente a Rússia podia manobrar entre os dois vizinhos pró-russos, agora a Ucrânia nem esconde o seu desejo de aderir à Aliança Atlântica e conta com todo apoio do Ocidente nesta sua opção. Por conseguinte, a Rússia fará tudo para apoiar o regime de Aleksandr Lukachenko, pois em contrário verá a NATO imediatamente nas suas fronteiras ocidentais".

Acontece que esta famosa democratização não passa de um cartaz atractivo que serve para encobrir os verdadeiros motivos da intervenção dos Estados Unidos nos assuntos de outras nações independentes. E estes motivos são meramente geopolíticos.

Arseniy Oganessian observador político RIA "Novosti"

 
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