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92% dos venezuelanos rechaçam planos de invasão militar no país

23.02.2019 | Fonte de informações:

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92% dos venezuelanos rechaçam planos de invasão militar no país

Caracas, AVN - Um estudo realizado pelo Instituto Venezuelano de Planificação Aplicada (IVPA), baseado em 3.500 entrevistas, revelou que 92% dos venezuelanos repudiam a intenção do governo dos Estados Unidos (EUA) de executar uma invasão militar no país.

A sondagem, que compõe uma sequência histórica sobre o perfil da venezuelanidade e a penetração do pensamento bolivariano, mostrou que 77% dos entrevistados não concordam com a ingerência nos assuntos internos da Venezuela.

"Isto não tem a ver com chavismo ou antichavismo, tem a ver com uma posição de país sobre o rechaço a qualquer forma de violência, assim como o rechaço à ingerência internacional sobre nosso país", afirmou o vice-presidente de Planejamento, Ricardo Menéndez em entrevista à Agência Venezuelana de Notícias (AVN).

O estudo, cuja última fase de campo concluiu há duas semanas, descarta o discurso da direita sobre um suposto clamor generalizado de intervenção estrangeira e fim de apoio popular aos princípios de soberania e independência, defendidos pelo governo venezuelano.

"É clara a contradição vista na corrente midiática, onde, segundo a guerra no Twitter, todos os fins de semanas estamos sob intervenção. A ideia de que os problemas dos venezuelanos são resolvidos pelos venezuelanos está marcada, de modo que nenhuma situação econômica ou inflacionária fará com que os venezuelanos leiloem sua integridade, nem sua posição soberana", disse Menéndez.

A investigação do IVPA, instituição do Ministério do Planejamento, revelou ainda que 87% dos venezuelanos repudiam as sanções econômicas e financeiras, impostas pela administração estadunidense contra a Venezuela.

Em relação ao rompimento das relações políticas e diplomáticas entre os EUA e Venezuela, anunciada pelo presidente da República, Nicolás Maduro, em 23 de janeiro, 59% dos entrevistados concordaram com a decisão governamental que surgiu devido ao aberto apoio de Donald Trump às manobras golpistas contra a nação.

Nesta linha, 54% dos venezuelanos aprovaram a criação de um Escritório de Representação de Interesses Oficiais, que estará destinado a atender trâmites migratórios e de interesse bilateral.

O estudo também avaliou a percepção sobre o resultado obtido pela Venezuela nas recentes sessões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU), realizadas nos dias 24 e 26 de janeiro, respectivamente. Para 61% , os resultados são favoráveis para o presidente da República, Nicolás Maduro.

Menénde explicou que sobre as últimas três perguntas, 82% das respostas positivas são de moradores de comunidades e conjuntos habitacionais da Grande Missão Vivienda Venezuela (GMVV), dado que "é importante porque se pretende vender a ideia de que esta é uma revolução sem apoio, quando resulta que nestas zonas está a maioria das respostas favoráveis".

A investigação foi realizada com o objetivo de estabelecer o impacto da agressão estadunidense e determinar futuras estratégias que permitam superar a situação que atravessa o país, fruto de ataques econômicos e diplomáticos.

"Quem não conhece a realidade que está padecendo não pode tomar ações para enfrentá-las. O povo venezuelano tem tido resistência e capacidade para enfrentar as agressões, temos certeza de que venceremos e seremos um exemplo não somente para nós, mas para os povos da América Latina e o mundo", acrecentou o presidente do IVPA, Camilo Rivero.

O também economista ressaltou que o estudo reflete, que apesar das adversidades, o pensamento bolivariano "está mais vigente do que nunca", sendo um elemento chave para "superar e sair bem dos embates do imperialismo".

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