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Visita de Igor Ivanov à América Latina

16.12.2003 | Fonte de informações:

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Aleksandr Yakovenko realçou que a região de América Latina/Caribe é cada vez mais “um parceiro construtivo da Rússia nos assuntos mundiais”, descrevendo-a como “estável, previsível e construtiva”.

A visita de Igor Ivanov ao Chile, Argentina, Brasil, Venezuela e Uruguay é uma continuação do processo do desenvolvimento de relações de amizade com os países nesta região e da procura de constantemente melhorar as relações bilaterais.

Aleksandr Yakovenko explicou que esta visita vem num cenário de uma série de contactos já realizados entre Presidente Putin, o Presidente do Governo e o MRE da federação Russa com os líderes dos países na região em vários fóruns internacionais.

Em Abril de 2003, houve uma reunião de alto nível entre a Rússia e a troika do Grupo de Rio, abrindo uma nova parceria entre as partes, o que levou a uma declaração conjunta a favor dum fortalecimento do papel da ONU e do Conselho de Segurança, face aos acontecimentos e ameaças no plano internacional.

A Federação Russa e o MERCOSUL estão colaborando estreitamente para firmar parcerias bilaterais na área política e económica.

Relativamente ao comércio, o volume de negócios entre a Federação Russa e a América Latina em 2002 foi de 5,6 bn. USD, cifra que a Rússia quer aumentar através da introdução de produtos de alta tecnologia, engenharia, aeroespacial, energia, infra-estruturas de transportes e tecnologia de informação.

Firmas russas como Russky Alyuminy (Alumínio) Rosneft (Petróleo)e Energomashexport (Energia) já estão-se implantando na região. O oficial russo descreveu as relações com o Chile “no ascendente” com um aumento de laços políticos e económicos, “criando uma base para aprofundar a cooperação entre os países em fóruns internacionais”.

Dar-se-á atenção especial na melhoria do volume de negócios entre a Federação Russa e o Chile através duma comissão inter-governamental sobre comércio e cooperação económica. Relativamente ao Chile, realça-se os projetos em conjunto nas áreas da indústria mineira, aeroespacial, exploração e produção de petróleo, transportes e pescas.

“A Argentina é um dos nossos velhos parceiros na região”, disse Yakovenko, que espera que se estabeleça uma nova etapa no desenvolvimento das relações bilaterais. Descreveu como áreas de interessa as de energia nuclear, ciência, tecnologia e exploração espacial, realçando a criação recentemente das Câmaras de Comércio Rússia-Argentina e Argentina-Rússia.

Relativamente ao Brasil, há um diálogo constante entre os países no mais alto nível “num clima de confiança mútua”, disse Aleksandr Yakovenko, porta-voz do Ministério das relações Exteriores.

Fez referência à cooperação entre a Rússia e o Brasil na ONU e em outros fóruns internacionais e ao facto que o Brasil é membro não permanente do Conselho de segurança da ONU em 2004/2005, pelo que a importância política desta relação se aumenta.

“Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o segundo maior parceiro de comércio com a Federação Russa no hemisfério ocidental”, disse Yakovenko, que acrescentou que o volume de negócios entre as partes entre Janeiro e Setembro de 2003 atingiu os 1,44 bn. USD, o que provavelmente irá ultrapassar os 1,68 bn. USD de 2002.

Dado que este volume de negócios se baseia num leque de produtos reduzido (basicamente o fornecimento de produtos agrícolas à Rússia – açúcar, aves, suínos e bovinos), a federação Russa procura aumentar não só o volume de negócios mas também a diversidade da troca.

Falando em termos concretos, o porta-voz do MRE da Federação Russa definiu como objetivos russos as áreas de exploração espacial, energia, o setor militar-técnico, transportes, agro-indústria e pesquisa fundamental e aplicada.

“A história das relações amigáveis entre a Federação Russa e a Venezuela tem mais do que duzentos anos”, disse Aleksandr Yakovenko, que acrescentou que “o processo de diálogo bilateral está aumentando intensivamente e com sucesso”, encarando esta série de discussões como simplesmente mais uma na série de contactos já estabelecidos.

Criar-se-a uma comissão bilateral para fomentar trocas comerciais entre as partes no próximo ano, sendo o petróleo um setor de interesse mútuo.

Konstantin KODENETS PRAVDA.Ru

 
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