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Ossétia do Sul, Abkházia, Kosovo e o futuro

15.09.2009 | Fonte de informações:

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Um ano após o reconhecimento pela Rússia da independência das Repúblicas da Ossétia do Sul e da Abakházia, o Cáucaso começa a ganhar uma forma nova, a gozar mais estabilidade e a fazer mais sentido, enquanto Moscovo recebe as boas-vindas como um amigo na sua esfera histórica das operações. Dadas as ações e as reações de outros poderes não tão amigáveis à Rússia, não constitui surpresa nenhuma.

Clima da paz, finalmente

Um ano depois, há finalmente um clima da paz no Cáucaso, se bem que continue a haver um punhado de provocadores na Chechénia e uns bandos de criminosos e bandidos em Daguestão e em Ingushétia, como em toda a parte. Entretanto, os cidadãos de Abakházia e de Ossétia do Sul são hoje menos stressados, sentem-se mais seguros, sentem-se mais felizes, sentem em casa com seus vizinhos novos que desejam ajudá-los e não aniquilá-los, como os georgianos de Saakashvili.

O esforço tremendo nos projetos sociais e económicos fundados e financiados por Moscovo do orçamento da Federação Russa vêm como um grande contraste aos anos de opressão nestas repúblicas sofridas sob uma Geórgia que recusou historicamente de organizar os referendos, que foi sua obrigação nestes territórios sob a lei soviética que assinou. Nada disso é referido na comunicação social ocidental “livre” e russofóbica.

Moscovo mostrou muita paciência durante muitos anos

Durante anos, Moscovo fez o seu máximo esforço para tentar conseguir uma solução política e negociada à questão destes territórios povoados por ossétios e abkhazes, russos étnicos, dentro da Geórgia, sempre de um ponto de vista que fosse satisfatório também para Tblisi. Está escrito em todos os comunicados diplomáticos. Geórgia passou anos, e cada vez mais sob o regime do Putchista maníaco assassino e criminoso de guerra Saakashvili, amigo da OTAN, que passou o tempo obstruindo os processos, obstruindo a lei e finalmente, no verão passado, lançou um ato chocante do chacina - se espera, sem o consentimento dos mestres de Saakashvili em Washington, na altura o regime de Bush.

Assim, o quê foi Moscovo suposto a fazer? Sentar-se nas mãos e assistir a chacina dos seus cidadãos por um bando dos maníacos apoiados por mercenários de países simpatizantes da OTAN e “aconselhados” por efectivos das forças armadas dos E.U.A., colocar a mão no coração e cantar God Bless America? Mulheres e crianças foram atingidas com rajadas de metralhadora nas caves dos apartamentos onde se abrigavam, aterrorizadas. Homens idosos foram assassinados na rua. Bebés foram esmagados com os tanques pelos soldados georgianos que riam-se, bêbados em ódio.

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