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Escudo de Defesa Anti-Míssil dos EUA é perigoso

15.08.2003 | Fonte de informações:

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Na opinião do Major-General Slipchenko, a construção do escudo de defesa anti-míssil (EDAM) dos EUA é perigoso porque provoca uma corrida ao armamento no espaço.

O que os Estados Unidos pretendem fazer é ganhar superioridade militar no espaço, utilizando novos princípios bélicos. De acordo com Slipchenko, até 2010, a maioria dos países desenvolvidos terão entre 30,000 a 50,000 sistemas guiados por precisão nos seus arsenais e dez anos depois, o número terá chegado sensivelmente a 70,000 a 90,000. “Realçar o uso massivo deste armamento sugere que o propósito não é dissuasão, mas sim operações de combate em grande escala”.

A Federação Russa está contra a militarização do espaço e apoia uma proposta para uma moratória da ONU contra o posicionamento de sistemas de armamentos no espaço, estando pronta para assumir este obrigação logo que haja um consenso entre as nações que chegaram ao espaço.

As políticas de defesa dos EUA e a Federação Russa, as maiores potências no espaço, se centrarão a volta da questão da militarização do espaço porque a maioria dos sistemas teleguiadas precisam de satélites para a sua orientação e por isso, se não houver um consenso internacional, haverá inevitavelmente uma corrida ao armamento no espaço.

Embora haja sistemas de aviso, de navegação e de espionagem no espaço, não são sistemas bélicos porque não são ofensivos e não constituem uma ameaça concreta. De facto, este tipo de veículo providencia uma garantia da estabilidade estratégica e segurança internacional, devido ao facto que ambos os lados sabem o que tem o outro.

Porém, com os sistemas de armamento teleguiados, altera-se o estatuto dos satélites, tornando-os partes dum sistema bélico como parte essencial do funcionamento do armamento. Neste contexto, de acordo com as declarações do perito russo, tem de haver hoje uma nova ordem legal sobre a questão, uma nova abordagem à limitação e controlo destes sistemas bélicos guiados por satélite.

Agora, Washington quer instalar um sistema global de defesa anti-míssil. “Global é a palavra de ordem”, disse Major-General Slipchenko, lembrando que em 21 de Maio de 2003, um memorando especial do governo dos EUA declarou “o sistema que desenvolvemos deve proteger o território dos Estados Unidos, as nossas forças armadas e as dos nossos aliados”. Por outras palavras, meio mundo, visto que as tropas dos EUA estão estacionadas em 120 países a volta do mundo.

Major-General Slipchenko está preocupado para o futuro: “Além dos EUA e Rússia, há outros países presentes no espaço, como a França, a China, Índia e Japão. Testar e colocar estes sistemas bélicos no espaço por um grande número de países poderá aumentar a probabilidade de conflito armado em grande escala, conflito esse que será difícil evitar”.

Konstantin KODENETS PRAVDA.Ru

 
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