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Rússia e Síria coversando com Hamas

14.03.2006 | Fonte de informações:

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Em declarações dadas após se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Al Moualem, que tinha se encontrado com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, Lavrov também afirmou que uma polêmica venda de armas russas para os sírios não infringia nenhuma convenção internacional.

A Rússia, que é membro do quarteto de mediadores envolvidos no "mapa do caminho", desagradou os EUA e Israel ao convidar líderes do Hamas para visitar Moscou depois de o grupo militante ter vencido as eleições parlamentares de janeiro.

Lavrov, que se reuniu com uma delegação do Hamas dez dias atrás, não conseguiu convencer o grupo a reconhecer o Estado judaico e a respeitar os acordos já assinados -- passos considerados fundamentais antes de o grupo eventualmente envolver-se com o processo de paz.

Alguns dos maiores líderes do Hamas moram exilados na Síria.

Moualem disse que os dois lados haviam discutido a necessidade de haver "respeito às esperanças do povo palestino e a necessidade de haver cooperação com o futuro governo palestino", que será formado pelo grupo militante.

Autoridades norte-americanas estão proibidas de manter contato com o Hamas. E membros do governo dos EUA disseram que o país cortaria qualquer ligação com grupos palestinos que participem de um governo liderado pelo Hamas, acusado pelos dirigentes norte-americanos de ser uma organização terrorista.

A Rússia é um aliado da Síria desde a época do regime soviético e defendeu o país árabe da ameaça de sanções devido à investigação sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Al Hariri. A França e os EUA acusam os sírios de não cooperarem com as investigações.

O governo russo deixou os norte-americanos enfurecidos ao concordar, no ano passado, com a venda de um avançado sistema de mísseis para a Síria, país acusado pelos EUA de ter ligação com grupos terroristas.

Na terça-feira, Lavrov disse que os dois ministros tinham conversado sobre a venda de armas e insistiu não haver motivos para criticá-lo. "O negócio está em total acordo com as leis e normas internacionais", afirmou o chanceler russo.

Segundo "Último Segundo"

 
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